“Agroflorestal Sustentável + Saneamento Básico”: Projeto socioambiental de geração de renda para vida saudável no bioma Amazônico.

Transferir tecnologias agroecológicas para agricultores com sustentabilidade econômica, social e ambiental para vida saudável na Amazônia.

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Preferred language

  • Portuguese

Organization name

ACTA - ASSOCIAÇÃO CULTURAL E FOMENTO AGRÍCOLA DE TOMÉ-AÇU

Year founded

1970

Initiative stage

  • Scaling (the solution has passed the previous stages and is growing its impact on a regional or global scale)

Annual budget in 2017 (USD)

  • $250k - $500k

Number of beneficiaries impacted so far

  • 1,000 - 5,000

Organization type

  • Nonprofit, NGO, or citizen sector

Secondary Focus Area

  • Water
  • Rural development
  • Nutrition

Headquarters location: Country

  • Brazil

Headquarters location: City

Tomé-Açu, localizada a 230 km ao sul de Belém, capital do estado Pará.

Location(s) of impact

Brasil: Tomé-Açu, Acará, Cametá, Moju, Igarapé-Açu, Santa Bárbara, Mazagão, Manicoré;
Bolívia: Sanbuena Ventura, Ixiamas;
Gana: Reino Ashanti.

Website

http://www.actabunkyo.org.br

Facebook URL

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Twitter URL

xxxxx

Problem: What problem is this initiative trying to address?

As comunidades atendidas pelo projeto apresentam grandes desafios, principalmente às questões culturais de cultivos temporários migratórios de subsistência, que promovem degradação ambiental com aberturas na floresta, falta de assistência técnica, analfabetismo, falta de associativismo com venda da produção para atravessadores por preços baixos, acesso a água e saneamento precários. Cenário de extrema pobreza das populações rurais, contraste na paisagem de riqueza do bioma Amazônico.

Solution Summary: What is the proposed solution? What do you see as its most promising aspects for creating shared value?

O projeto socioambiental “Agroflorestal Sustentável + Saneamento Básico”, proposta baseada nas atuações da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio no Brasil-2011 a 2016, apoiados pela Agência de Cooperação Internacional do Japão, Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, conjuntamente a Associação Cultural de Fomento Agrícola, realizaram intensa difusão do projeto agroflorestal em 25 comunidades no Brasil, Bolívia e Gana África. O Saneamento Básico segundo IBGE está deficitário na zona rural em 76%, representa solução inovadora, com implantação de sanitários ecológicos de fossas impermeáveis reutilizando Pneus de baixo custo e grande durabilidade na natureza evitando a contaminação de dejetos humanos no lençol freático. Os Pneus reutilizados contribuem no controle do mosquito Aedes aegypti, causador das epidemias de dengue, Chikungunya e Zika vírus nas Cidades, gerando maior sustentabilidade Agroecológica, protegendo saúde das populações rurais desassistidas da Amazônia.

Impact: What is the impact of the work to date? Specify both the social and the environmental impact of your work

Tomé-Açu considerado o “Berço do Sistema Agroflorestal Sucessional” na Amazônia, destaca-se por ter alcançado mais de 6.500 hectares, somando-se o projeto socioambiental, que produzem 5 mil toneladas de matérias primas agroflorestais. O projeto socioambiental com atuação em 25 comunidades de 2001 a 2016, expandiu-se do Pará aos municípios de Manicoré (AM) e Mazagão (AP), na Amazônia brasileira e atravessou as fronteiras para região norte de La Paz da Amazônia Boliviana. A Onu / Fao em 2016, convidou a Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, para implantação de uma unidade demonstrativa do projeto socioambiental, na região cacaueira de Ashanti em Gana na África. Os cultivos agroflorestais depois de 25 anos, podem atingir mais 70% da biomassa de uma floresta primária (YAMADA, 1999; Yamada e OSAQUI, 2006), recompondo áreas degradadas, protegendo o solo, recursos hídricos, formando corredores ecológicos da biodiversidade Amazônica.

Financial sustainability plan: How is this initiative financially supported? How will you ensure its financial sustainability long-term?

Custos do projeto:
I - Unidade Demonstrativa Comunitária – UDC, construção base com sanitário ecológico, viveiro para 1.000 mudas por família, poço artesiano e 0,5 ha agroflorestal. UDC/10 a 20 famílias = U$ 7.939,80;
II – Unidade de Expansão Familiar - UEF, reaplicação das tecnologias da UDC, implantação de 0,5 ha agroflorestal e sanitário ecológico na área de participantes. UEF/10 famílias = U$ 35.506,50;
III – Assistência Técnica - AT, garantia de êxito das atividades na UDC e UEF, seguindo-se cronograma acordadas com as comunidades, avaliando-se cada seis meses os resultados. AT /04 anos = U$ 36.219,53.
Custo total dos pilares I, II e III = U$ 79.665,83.
-Recursos próprios: 10%;
-Instituições corporativas internacionais:10%
-Instituições corporativas nacionais: 80%

Unique value proposition: What makes your initiative innovative? How does your project differ from other organizations working in the same field?

A inovação na transferência das tecnologias agroflorestais e saneamento básico, aos agricultores familiares através de capacitações de “aprender fazendo” nas Unidades Demonstrativas Comunitárias, assessorados por técnicos na formação agentes multiplicadores, superando o “assistencialismo” respeitando saberes e vocações locais. A reaplicação se dá através de Unidades de Expansão Sustentáveis para cada família, fixando-as com renda agroflorestal e qualidade de vida reduzindo o êxodo rural.

Founding story: Share a story about the "Aha!" moment that sparked the beginning of this initiative.

Os imigrantes Japoneses chegaram em 1929 para cultivar cacau, arroz e hortaliças na Amazônia Paraense. Enfrentaram doenças tropicais, pobreza e atingiram prosperidade e riqueza com pimenta-do-reino, elevando Brasil ao maior exportador mundial. Plantações dizimadas pela fusariose em 1960, doença superada a partir de 1970 pelo Sistema Agroflorestal em Tomé-Açu. A iniciativa socioambiental começou em 2001, motivada por violência de invasões de terras dos Japoneses, roubos e assaltos, devido renda de produtos Agroflorestais e trabalhos no Japão. Produtores sem produção Agroflorestal agravaram a crise, com venda de terras e êxodo rural. A difusão socioambiental, baseada na história do imigrante pós-guerra que iniciava trabalhos nas terras dos pioneiros, aprendia cultivar na Amazônia reaplicando em sua propriedade, garantiu êxito ao projeto nas 25 comunidades do Brasil, Bolívia e Ghana Àfrica.

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Photo of Wagner Matsuzaki

Parabéns por mais esta iniciativa da ACTA que visa o desenvolvimento sustentável da região. A difusão das técnicas dos SAFs aliado ao acesso ao saneamento básico certamente ajudarão na melhoria da qualidade de vida das comunidades carentes atendidas pelo projeto. Meus cumprimentos a todos os envolvidos!

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