Conversas anónimas para a prevenção do abuso sexual

Ajudar um agressor a fugir do lado sombrio da sua mente, ajudará os "agredidos" a fugir de um trauma para a vida toda

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A que faixa etária pertences?

  • Tenho entre 18 e 25 anos

Termos e Condições Desafio Gulbenkian 25 sub 25

  • Sim, li e estou de acordo

Lista de verificação de elegibilidade

  • Na Ashoka, definimos agente de mudança como qualquer pessoa que se põe em acção para responder a um determinado problema, activa outros, e trabalha no sentido de encontrar soluções para o bem de todos. Se te consideras um(a) jovem agente de mudança assinala esta caixa.
  • Terás entre os 13 e os 25 anos em 7 de Outubro de 2020.
  • A tua ideia será implementada em território português.
  • Confirma que dás o teu consentimento para que possamos dar visibilidade ao teu projeto e percurso neste desafio, nas redes sociais.
  • Confirma que tens o direito de usar ou partilhar qualquer conteúdo que tenhas colocado neste formulário de candidatura.

Em que projeto das Academias Gulbenkian do Conhecimento estás a participar?

  • Escola Superior de Comunicação Social - Leitura do Mundo

Qual o mês e ano em que nasceste?

Julho-1999

Com que género te identificas?

  • Feminino

Website ou perfis de redes sociais

https://www.facebook.com/carolliina.sousa https://www.instagram.com/carolina.figueiras/

Nas próximas nove perguntas irás apresentar a tua Ideia Criativa e Transformadora! 1. O Problema: Qual o problema que estás a contribuir para resolver?

Sabemos que, infelizmente, ainda hoje os problemas do foro psicológico são muito desvalorizados e considerados secundários, contudo é cada vez mais comprovado que a nossa mente comanda toda a nossa vida, bem como o nosso corpo. Assim, gostaria de ajudar agressores sexuais com o objetivo de prevenir futuras vítimas, isto porque muitos deles sofrem e lutam diariamente, para afastar sentimentos e pensamentos que infelizmente muitas vezes não conseguem controlar.

2. Motivação: O que te motivou a querer resolver este problema?

Como mulher, quero viver num mundo sem medo, quero poder andar na rua sem problema, quero que os meus filhos possam viver as suas vidas de modo saudável sem que eu me tenha de preocupar com essas temáticas, mas será possível? Sim, se começarmos a ver tudo isto como algo que deve ser trabalhado e não ignorado.

 Para além disso, acredito que ao ajudarmos estes agressores iremos proteger vários homens, mulheres e crianças a um sofrimento inimaginável e a um trauma para o resto das suas vidas, bem como iremos abrir mentes, deixar de ver estes temas como tabus e paralelamente reduzir o sofrimento destas pessoas (agressores sexuais) que diariamente travam uma luta interior.

3. A tua Solução: Como é que estás a planear resolver este problema?

Por isso, sugiro uma reunião de pedófilos/violadores anónimos. Se há de alcoólicos ou toxicodependentes anónimos, porque não de pedófilos e violadores? Porque não começar a investir em psicologia para essas pessoas? Porque não criar uma instituição que ajude essas pessoas a encontrarem-se, a perceberem os seus erros, a partilharem os seus medos, as suas dúvidas, os seus receios e as suas asneiras? Com isto não quero de todo que os deixem de castigar, condenar ou aplicar as leis. Quero sim evitar que este paradigma continue. Então penso que essas reuniões de apoio, essas conversas com um profissional de saúde e a criação de uma instituição que ajude essas pessoas seria essencial para um amanhã mais seguro. Obviamente que debates e palestras sobre o tema seriam outro ponto essencial para o bom funcionamento do projeto. Talvez com esse apoio psicológico seja possível mudar alguma coisa, seja possível um futuro melhor. Eu acredito.

4. O Factor X: O que é que a tua ideia tem de diferente, em relação a outros programas ou soluções que já existem?

Não vi, nem tenho conhecimento de um projeto igual ou semelhante. Não conheço para além da castração química ou condenação outras soluções que ajudam estas pessoas com estas patologias. Por isso, acredito ser um projeto totalmente diferente em relação a todos os outros ou a todas as soluções já criadas até hoje.

5. Vais trabalhar em equipa? Se sim, coloca o nome e email dos restantes membros na linha em branco.

  • Sim

6.1. Em que distrito resides?

  • Distrito de Faro

6.2 E em que cidade, vila ou aldeia resides?

Quarteira

7.1. Onde esperas implementar o projeto?

  • Distrito de Lisboa

7.2. Em que aldeia, vila ou cidade pretendes implementar o projeto? Porquê aí?

Lisboa, por não só ser a minha zona de residência do momento como também por acreditar ser onde este problema tem o seu epicentro. Lisboa é a capital portuguesa e por isso não existe melhor sítio para iniciar um projeto desta envergadura. Contudo, não irei descurar tanto o norte de Portugal como o sul de Portugal, onde também considero que estas temáticas devem ser abordadas e trabalhadas para um futuro mais feliz.

8. Impacto esperado: qual a mudança que esperas que a tua ideia provoque nas pessoas que vai servir?

O impacto esperado é obviamente positivo, sei que não será fácil levar essas pessoas a falar, mas sei que muitas delas imploram por ajuda em silêncio e acredito que a verbalização do problema bem como as estratégias que os profissionais de saúde iram sugerir, irá ajuda-las a ultrapassar esses sentimentos que muitas vezes devido à falta de apoio acabam por ser incontroláveis. Para além disso, a diminuição do medo de ser "agredido/a" em qualquer sítio, como também a proteção daqueles que são agredidos sexualmente porque ao ajudarmos quem pratica estes atos, iremos ajudar quem sofre.





9.1. No último ano, fizeste algo para responder a um problema social ou ambiental, no teu contexto?

  • Sim

9.2. Qual das seguintes afirmações descreve melhor o tipo de iniciativa que tiveste?

  • Levei mais longe uma ideia ou modelo de negócio para começar a minha própria iniciativa que ajuda a resolver um problema. Exemplos: Comecei uma plataforma de crowd-funding, organizei campanhas para distribuir comida a sem-abrigo, comecei um negócio social de micro-finanças, fundei uma empresa para garantir acesso à internet para comunidades com dificuldades de acesso, etc.
  • Concretizei a minha própria ideia ou solução. Exemplos: Comecei uma empresa para implementar uma nova maneira dos hotéis conseguirem poupar água, comecei uma iniciativa para transformar lixo e resíduos em produtos úteis, patenteei um produto/ forma melhor e mais sustentável para higiene menstrual das mulheres, etc.

9.3. Estás a apoiar outros a serem agentes de mudança de alguma das formas aqui descritas?

  • Juntando pessoas
  • Fazendo mentoria
  • Contando histórias /Usando os Meios de Comunicação
  • Dando oportunidades de voluntariado
  • Dando ferramentas ou infraestruturas
  • Ligando pessoas/grupos que de outra forma não se conectariam
  • Construindo uma plataforma de forma a conectar agentes de mudança
  • Sensibilização de agentes políticos

11. Edição de Ideias // Definição de Pressupostos

Em anexo

12. Edição Ideias // Plano para de Ação para Validação de Pressupostos

Ver no quadro anterior

13. Depois deste tempo a validar os pressupostos que definiste, queres alterar o problema, a solução, o factor X ou qualquer outro ponto da ideia que inicialmente propuseste?

  • Sim

13. a) Quero alterar os seguintes elementos:

  • Problema
  • Solução
  • ver resposta 13e)

13 b) PROBLEMA - reformulação

 O objetivo é obviamente prevenir a reincidência deste crime. Para isso é importante falar-se do problema, ter apoios para quem sente este tipo de estímulos, de modo a deixar de ver estes temas como tabus.” É preciso falar sobre ele, nomeadamente esclarecer algumas questões neste domínio dos crimes sexuais com a diferença entre pedofilia e abuso sexual de menores, pois são dois problemas diferentes. Uma questão essencial é ajudar a que os agressores consigam perceber a disfuncionalidade do seu comportamento e consigam começar a atuar de uma forma normativa, usando estratégias de autocontrolo e autoconhecimento, de modo a reduzir o seu sofrimento, mas mais importante a prevenção do crime.

13. c) SOLUÇÃO - reformulação

A ideia é criar uma associação, que ajude as pessoas a encontrarem-se, a perceberem os seus erros, a partilharem os seus medos, as suas dúvidas, os seus receios e as suas asneiras. Que vai abarcar criminosos sexuais como um todo e ter como foco a sociedade através de palestras, colóquios, mas mais importante disponibilizando ajuda especializada em reuniões anónimas, facilitadas por um profissional de saúde (para combater o surgimento de novas vítimas) para quem se encontra nesta situação, bem como apoio na reinserção na sociedade depois de cumprir pena. 

Sabemos que esta problemática está relacionada com outros problemas e com uma elevada taxa de reincidência: mais de metade dos condenados por abusos sexuais, voltam a cometer de novo o crime, um ano depois de saírem da prisão.

Prevejo também criar uma plataforma de registo anónimo na associação que permita que estas pessoas tenham um espaço seguro onde recorrer.

13. d) FACTOR X - reformulação

Não vi, nem tenho conhecimento de um projeto igual ou semelhante. Não conheço para além da castração química ou condenação outras soluções que ajudam estas pessoas com estas patologias. Por isso, acredito ser um projeto totalmente diferente em relação a todos os outros ou a todas as soluções já criadas até hoje.

Esta solução combate também outras dependências, já que se constata nestes agressores a presença de quadro de consumo de álcool e de estupefacientes (principalmente cocaína), perturbações físicas e mentais, antecedentes de comportamentos socialmente incorretos, insegurança, baixa autoestima, fraca capacidade de lidar com a frustração, maus-tratos na infância (físicos, psicológicos ou sexuais), baixo autocontrolo, baixo nível económico e cultural, são indicadores que se encontram presentes nos indivíduos que cometeram crimes de abuso sexual.

13. e) OUTRAS ALTERAÇÕES / DESCOBERTAS

O facto de perceber que as pessoas e a sociedade no geral estão na sua maioria contra ajudar estas pessoas, pois são vistas como criminosos, desumanos, delinquentes, entre outros, é a prova viva de que este projeto é necessário e que é urgente agir já. Senti que muitas pessoas mesmo dizendo que achavam uma ótima iniciativa, no fundo não concordam com a mesma. Senti reticência e até alguma estranheza na minha maneira de pensar. Contudo, fico feliz de existirem algumas exceções a regra como eu, especialmente mais jovens. Quero trabalhar em equipa.

4 comments

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Photo of Helena Simoes
Team

Apesar de ser um projeto que tem bastante importância e que poderia ser algo positivo pois iria permitir às pessoas que são violadores ou pedófilos comunicar sobre o problema e, assim, melhorar a sua saúde mental, há uma parte ética que não pode ser ignorada, isto é, o público dessas reuniões seriam presidiários e, por isso, as reuniões seriam feitas na prisão, ou apenas cidadões anónimos e, por isso, num local da cidade? Como seria garantida a segurança do(a) psicológo(a) que estivesse presente nas reuniões ou outro(s)?
Parabéns pelo projeto!

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Photo of Carolina Figueiras
Team

Boa tarde Helena.
Desde já muito obrigada pelo teu comentário.
Concordo com a tua perspetiva relativamente à importância deste tema e sobre a importância de resolver estas lacunas.
Acredito que nem todos os participantes serão presidiários ou ex-presidiários, muitos deles não cometeram ainda o crime e tem esses pensamentos que é um dos meus objetivos, tentar ajuda-los e resolver essa parte machucada da sua saúde mental com o objetivo de nunca cometerem essa atrocidade.
Obviamente as reuniões teriam como objetivo preservar a sua identidade.
Quanto ao psicólogo, assim como iremos proteger a identidade do violador/pedófilo, pretendemos faze-lo com o psicólogo também.
Para além disso, terão de ser profissionais especializados nesta área.
Obrigada pelas perguntas que também me ajudaram a refletir sobre outros pontos de vista.
Obrigada.

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