Safe Spaces for Cancer (SSC)

Criação de espaços seguros com recurso a uma App onde jovens com vidas marcadas pelo cancro possam partilhar experiências e entreajudar-se.

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A que faixa etária pertences?

  • Tenho entre 13 e 17 anos

Termos e Condições Desafio Gulbenkian 25 sub 25

  • Sim, li e estou de acordo

Consentimento Para Menores de 18 Anos

  • Confirmo que enviei os dados pelo link.

Lista de verificação de elegibilidade

  • Na Ashoka, definimos agente de mudança como qualquer pessoa que se põe em acção para responder a um determinado problema, activa outros, e trabalha no sentido de encontrar soluções para o bem de todos. Se te consideras um(a) jovem agente de mudança assinala esta caixa.
  • Terás entre os 13 e os 25 anos em 7 de Outubro de 2020.
  • A tua ideia será implementada em território português.
  • Confirma que dás o teu consentimento para que possamos dar visibilidade ao teu projeto e percurso neste desafio, nas redes sociais.
  • Confirma que tens o direito de usar ou partilhar qualquer conteúdo que tenhas colocado neste formulário de candidatura.
  • Se tens menos de 18 anos, confirma que tens autorização dos teus pais ou encarregados de educação para participar neste desafio, através do formulário enviado por email, assinado.

Em que projeto das Academias Gulbenkian do Conhecimento estás a participar?

  • FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD -Neuronautas

Qual o mês e ano em que nasceste?

Agosto-2003

Com que género te identificas?

  • Masculino

Nas próximas nove perguntas irás apresentar a tua Ideia Criativa e Transformadora! 1. O Problema: Qual o problema que estás a contribuir para resolver?

O cancro é segunda doença mais mortal no mundo e estima-se que possa vir a afetar 38% da população mundial. A forma como encaramos situações relacionadas com o cancro, quer seja o próprio indivíduo, quer os seus familiares, deixa muitas vezes marcas na personalidade e saúde mental de quem vive este drama. Entre 29 e 43% dos pacientes enfrentam dificuldades do foro psicológico, consequência das diferentes circunstâncias em que viveram e vivem para  enfrentar o cancro.

2. Motivação: O que te motivou a querer resolver este problema?

 O grupo que propõe este projeto conheceu-se durante a Academia Gulbenkian “Neuronautas”. Além do facto de serem todos jovens com um gosto especial pela ciência, têm em comum histórias de vida que de uma maneira ou de outra foram marcadas por familiares diagnosticados com cancro. Há histórias de quem emigrou e de repente tinha a mãe doente num país cuja cultura não conhecia, nem tinha uma rede de amigos e família com quem partilhar a dor. Há histórias de quem, apesar de ter amigos e família, não encontrou o tipo de ajuda que procurava.

Todos sentiram o tabu que é falar sobre o cancro. Todos sentiram que lhes faltou um espaço seguro para poderem conversar sobre as suas dúvidas, medos e angústias. Todos sentiram que se um espaço desses existisse, teriam lidado melhor com este desafio. Foi com esta motivação que se juntaram para encontrar uma solução que ofereça a possibilidade a jovens, que enfrentaram ou enfrentam situações semelhantes, de terem um espaço seguro onde possam partilhar esta experiência com outras pessoas que também estão a passar por situações semelhantes. 

3. A tua Solução: Como é que estás a planear resolver este problema?

Criação de safe spaces (espaços seguros) onde jovens, familiares e doentes de cancro,  possam partilhar sem tabus as suas preocupações. Os safe spaces são locais de encontro (físicos ou digitais) onde jovens, na presença de psicólogos especializados nesta área, poderão conversar de forma aberta, informal, confortável, natural e segura sobre os desafios relacionados com esta doença. Estes espaços poderão servir para uma simples conversa, jogos ou outros tipos de atividades e eventos que sirvam o propósito da partilha de experiências e entreajuda. A solução passará pela criação de uma App que permitirá a todos os que procuram um espaço seguro registarem-se e juntarem-se a uma rede. Para o registo, e de acordo com a política de proteção de dados, cada utilizador criará um perfil com dados pessoais (idade, nacionalidade) e detalhes sobre o tipo de safe space que gostaria de integrar. Quando existir um nº razoável de perfis serão criados grupos de acordo com as preferências e agendados encontros. A informação sobre os encontros será partilhada via App. A divulgação da App passará pelas redes sociais e pelo contacto direto com associações de doentes de cancro, o IPO ou a FChampalimaud.

4. O Factor X: O que é que a tua ideia tem de diferente, em relação a outros programas ou soluções que já existem?

Este grupo foi criado por jovens marcados por diferentes tipos de cancro que acreditam que se tivessem encontrado um “espaço seguro” teriam vivido esta experiência de uma forma menos dolorosa. Foram identificadas algumas iniciativas (ex MamaHelp) mas nenhuma especificamente dirigida a jovens, e que incluísse diferentes tipos de cancro (no ex da MamaHelp a programação é dirigida a adultos e familiares de doentes de cancro na mama). Trazemos as novas tecnologias e tendências que vão ao encontro dos mais jovens para um problema que não sendo novo raramente é olhado pelo prisma dos mais jovens.

5. Vais trabalhar em equipa? Se sim, coloca o nome e email dos restantes membros na linha em branco.

  • Sim

6.1. Em que distrito resides?

  • Distrito de Lisboa

6.2 E em que cidade, vila ou aldeia resides?

Algés, Oeiras.

7.1. Onde esperas implementar o projeto?

  • Distrito de Lisboa

7.2. Em que aldeia, vila ou cidade pretendes implementar o projeto? Porquê aí?

A App será desenvolvida com o objetivo de poder vir a ser usada em todo o território nacional. A organização dos espaços seguros irá depender da opção que os utilizadores registados escolherem, isto é, encontros físicos ou online. No casos dos espaços seguros presenciais, o projeto será aplicado numa fase inicial na zona urbana de Lisboa. Contudo, e dependendo dos utilizadores registados na App, os encontros físicos “safe spaces for cancer” poderão expandir-se para outras regiões. Relativamente aos encontros virtuais, qualquer pessoa, independentemente da área de residência, poderá juntar-se.

8. Impacto esperado: qual a mudança que esperas que a tua ideia provoque nas pessoas que vai servir?

A previsão é de que no final de 2021 já tenhamos criado uma comunidade bem estruturada e unida. Um meio que, influenciando a forma como a nova geração convive com o cancro, sensibilize as pessoas a protegerem-se através de exames de rastreio e, mais importante, a serem felizes mesmo em situações terríveis. 

9.1. No último ano, fizeste algo para responder a um problema social ou ambiental, no teu contexto?

  • Sim

9.2. Qual das seguintes afirmações descreve melhor o tipo de iniciativa que tiveste?

  • Apoiei uma campanha ou movimento, já existente, de outra pessoa, ou reagi diretamente ao problema perto de mim. Exemplos: Assinei uma petição, juntei-me a um protesto ou manifestação, ensinei a língua local a refugiados, fiz voluntariado numa casa de acolhimento para sem-abrigo, doei comida/roupa aos sem-abrigo, etc.

9.3. Estás a apoiar outros a serem agentes de mudança de alguma das formas aqui descritas?

  • Dando oportunidades de voluntariado
  • Ligando pessoas/grupos que de outra forma não se conectariam
  • Banco Alimentar; União Zoófila: campanhas de recolha de alimentos e voluntariado no gatil.

11. Edição de Ideias // Definição de Pressupostos

Em anexo

12. Edição Ideias // Plano para de Ação para Validação de Pressupostos

Em anexo

13. Depois deste tempo a validar os pressupostos que definiste, queres alterar o problema, a solução, o factor X ou qualquer outro ponto da ideia que inicialmente propuseste?

  • Sim

13. a) Quero alterar os seguintes elementos:

  • Solução
  • Factor X

13. c) SOLUÇÃO - reformulação

Criação de safe spaces (espaços seguros) onde jovens, familiares e amigos de doentes de oncológicos,  possam partilhar sem tabus as suas preocupações. Os safe spaces são locais de encontro (físicos ou digitais) onde jovens de várias regiões do país poderão conversar de forma aberta, informal, confortável, natural e segura sobre os desafios relacionados com esta doença. Os espaços físicos inicialmente seriam apenas na região de Lisboa, enquanto que os espaços digitais estariam abertos a todo o país. Estes espaços poderão servir para uma simples conversa, jogos ou outros tipos de atividades e eventos que sirvam o propósito da partilha de experiências e entreajuda. A solução passará pela criação de uma App que permitirá a todos os que procuram um espaço seguro registarem-se e juntarem-se a uma rede. A informação sobre os encontros será partilhada via App. A divulgação da App passará pelas redes sociais e pelo contacto direto com associações e instituições oncológicas.

13. d) FACTOR X - reformulação

Através de uma pesquisa pelas palavras chaves: «associações combate cancro», «psico-oncologia», «oncologia», «cancro», «associações oncologia»:

foram identificadas algumas iniciativas/associações/instituições (ex: MamaHelp, liga portuguesa contra o cancro, sns - cancro contactos, tenho cancro e depois, infocancro, academia portuguesa de psico-oncologia, sociedade portuguesa de oncologia, ipo, champalimaud, pulmonae ) mas nenhuma visa ajudar especificamente jovens, que sejam familiares e amigos de doentes de oncológicos.

Considerando esta ideia uma iniciativa elaborada por de jovens, para jovens. 

13. e) OUTRAS ALTERAÇÕES / DESCOBERTAS

Durante a validação dos pressupostos elaboramos um questionário cujo 56% das repostas foram de Lisboa, 35% Porto, 2.7% Aveiro, 2.7% Setúbal, 2.7% Braga e 5.4% não responderam. A distribuição geográfica das respostas permitiram perceber que os espaços seguros (digitais) poderão ajudar jovens das várias regiões de Portugal. No processo da validação dos pressupostos, percebemos que a nossa ideia inicialmente deverá ser aplicada apenas a familiares e amigos de doentes de oncológicos, pois já existem outros projetos que visam ajudar os pacientes e pelo facto de não termos conseguido estabelecer uma interação com pacientes no questionário (0 respostas de pacientes, 39 de familiares e/ou amigos de pacientes). Outro aspeto a realçar foi o facto de a comunicação por email com os indivíduos, que responderam ao questionário e deixaram os seus contactos, quase não ter sido possível. Só recebemos uma resposta ao email com a proposta das entrevistas, dificultando assim a realização desta

22 comments

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Photo of Catarina Ramos
Team

Parabéns pela ideia! Muito útil (e necessária) :)

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Photo of Beatriz Silva
Team

Obrigada Catarina! :)

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