BRAZILIDADE - Cultura e Identidade da Favela

Desconstruindo estereótipos e valorizando o saber, o fazer, a memória, a cultura, a história e o existir da favela.

Photo of Sheila Souza
12 14

Written by

Nome completo do(a) representante do projeto

Sheila Maria Gonçalves de Souza

E-mail

brazilidade.brz@gmail.com

Nacionalidade

Brasileira

Gênero

  • Não binário

Data de Nascimento

29121970

Sede da organização (UF)

  • Rio de Janeiro

Site da organização

www.brazilidade.com.br

Mídias sociais da organização

Facebook: https://www.facebook.com/brazilidade.negociosocial Instagram: brazilidade_ Trip advisor: https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g303506-d2516116-Reviews-Brazilidade-Rio_de_Janeiro_State_of_Rio_de_Janeiro.html

Data em que você iniciou o projeto

Informalmente em 1992 e formalmente em 2010 com nome, logo e identidade visual.

Estágio do projeto

  • Em expansão (expandindo o impacto para muitos lugares novos ou de várias maneiras novas)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

A Brazilidade surgiu a partir do meu engajamento político. Foi assim o inicio de levar as pessoas pro Santa Marta. Depois de formada e pós graduada em Turismo fiquei ainda mais preocupada sobre o que eu queria comunicar desse espaço. A tendência de se falar só sobre a violência, o tráfico de drogas e as coisas que não funcionavam bem ajudavam a marcar e estereotipar a favela como um espaço negativado, sem boas perspectivas e com pessoas marginais e sem futuro. A Brazilidade surgiu pra ser e fazer um contraponto sobre essa perspectiva. Queremos discutir a favela do seu lugar de fala e ressignificar de uma maneira positiva seus processos internos. Garantir que a história, a memória, a identidade e os fazeres da favela sejam respeitados e preservados e dar às novas gerações o que tem sido negado: o orgulho de ser favelado. Também queremos que o turismo seja ferramenta para desenvolver a favela e seus potenciais. É pra isso que a gente trabalha e desenvolve nossas prestações de serviço.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

A favela é retratada pela mídia, em sua maioria, sob um viés negativo, marginal e criminoso. Isso contribui para que o Estado justifique e se apresente nesses espaços com políticas violentas e genocidas, gerando baixa auto estima nos moradores, estabelecendo uma cultura do medo que paralisa ações proativas nesses espaços e matando o futuro das novas gerações. São vários os processos que minam todos os dias a esperança de um futuro melhor. Atuamos internamente pra reverter essa perspectiva.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

A Brazilidade atua visando um olhar positivo pra dentro da favela. Trazemos pros nossos becos e vielas alunos, estudantes, professores, graduandos, pós graduados, mestres, doutores, pesquisadores e também o visitante comum para uma discussão profunda e transformadora. Mas a gente não quer só levar as pessoas pra conhecer o Santa Marta. Queremos provocar reflexões sobre as interações do espaço sem massificar, romantizar ou exotizar a experiência e sem nenhuma pretensão de entreter quem nos visita. Na verdade a gente tira as pessoas de sua zona de conforto com informação e numa perspectiva mais crítica, política, reflexiva e questionadora. Queremos provocar questionamentos e por isso o viés da educação é nossa base. Desenvolvemos 4 produtos: experiência guiada, palestras, palestras + tour, e educatour (o tour de educação), e trabalhamos basicamente com recomendação. Isso significa dizer que não panfletamos ou fazemos propaganda em hotéis e etc. As pessoas recomendam e a gente trabalha. Por incrível que pareça isso funciona! Nossas camisas Brazilidade só são vendidas em nossos tours. Quem compra está literalmente "vestindo a camisa" dessa idéia que a gente vende. E por isso não vendemos em nenhuma outra plataforma pois é o que traduz nossa proposta de valor. Somado a isso somos genuínas contadoras dos "causos" locais. Sempre tem coisa nova pra contar pq a gente vive o dia a dia da favela e também somos engajadas nos processos internos de discussão de melhorias.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

Usamos o turismo como ferramenta de transformação de base para valorizar e divulgar a cultura e a identidade da favela. Nossa abordagem é multidisciplinar com o objetivo impactar dentro e fora da favela e também das pessoas. Estamos abrindo caminho para um discussão mais ampla e também mais humanizada sobre os processos da favela. Queremos um outro olhar, uma outra interação e uma visão mais positiva desse espaço. É esse impacto que queremos deixar marcado porque somos cidade e resistência!

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

Educatour - Tour de Educação com abordagem específica em diversas áreas do conhecimento. Voltado pra escolas, universidades e instituições de ensino em geral. Palestras - Discussão e abordagem dos diferentes aspectos do espaço favela de acordo com os interesses específicos de quem contrata: história, cultura, violência policial, urbanização, Pacificação, ocupação do espaço, empreendedorismo e etc. Experiência guiada - Tour tradicional que atende o visitante que nos procura através de nossas mídias sociais ou que chegam por recomendação. Imersão Virtual - Atividade que atende quem não pode fazer a experiência real de ir à favela. Utilizamos vídeos e fotos em apresentações para que as pessoas possam ver o espaço, entender suas dinâmicas e fazer perguntas. Atividades locais - reuniões, atividades culturais, discussões de melhoria e infraestrutura, e etc. Realização de eventos e projetos que visem a preservação da memória, história e identidade

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

O Educatour é uma atividade que já tinha sido criada e que estamos inserindo num novo contexto de discussão de aspectos da favela de acordo com áreas de atuação especificas (arquitetura, história, geografia, antropologia, sociologia e etc) no nosso projeto Imersão Virtual Brazilidade, que consiste em levar para os espaços acadêmicos a experiência de conhecer a favela sem estar dentro dela. Sempre que acontecia tiroteio ou incursão policial na favela a gente ficava impossibilitado de trabalhar. Agora com a Covid-19 o panorama segue o mesmo curso. A idéia da Imersão Virtual não é fazer tour virtual. É criar um ambiente virtual onde a gente consiga continuar a discussão sobre o espaço favela com um nível de interação maior e mais atrativo. Muitos projetos estão trabalhando o tour virtual no contexto de ter alguém na favela guiando as pessoas por videoconferência. Nós queremos mais interatividade ao invés de um olhar mais contemplativo do tour. Queremos criar uma plataforma mais gamificada (com gamificação) para seguir provocando engajamento e discussões de maneira ampliada e fazendo uso de equipamentos, programas e ambientes mais específicos para que essa experiência se aproxime ainda mais do real. Estamos apostando tb na maneira em como vamos desenvolver o conteúdo que é com um olhar de dentro da favela e customizado no DNA da Brazildade de trabalhar a cultura e a identidade. Esse ambiente de imersão virtual é super replicável em outros contextos e é nossa aposta em inovação.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

A Brazilidade atua e desenvolve suas atividades acreditando no TBC ( Turismo de Base Comunitária) como ferramenta pra valorizar e preservar o desenvolvimento sustentável do turismo. Trabalhamos em rede numa relação de ganha x ganha equilibrada com nossos parceiros. Cada projeto ganha com suas iniciativas. Acionamos os parceiros locais pra fomentar as parcerias, apoiar suas iniciativas e valorizar o que se tem de bom em nossos espaços. É uma maneira de mostrar que a favela está produzindo coisas bem legais e de transformação de base. Temos mapeado iniciativas locais que complementam nosso trabalho para subcontratação de serviços. Apoiamos e participamos de projetos que atuam com educação e cultura no Santa Marta: a Colônia de férias do Grupo Eco, que trabalha com crianças de 6 a 12 anos e é um trabalho voluntário que atua há mais de 40 anos; o Hip hop Santa Marta que é uma atividade cultural que já atua no morro há mais de 10 anos; participação nas atividades da escola de samba local. Estimulamos sempre nossos contratantes a apoiar essas e outras iniciativas pra que a economia local se fortaleça e gere trabalho e renda dentro da favela. Apoiamos o grupo de Percussão Spanta e apoiamos também a Capoeira. Participamos do Coletivo EU QUERO O SANTA MARTA LIMPO que discute e desenvolve ações para manter o Santa Marta um ambiente saudável para seus moradores e também para quem nos visita. Estamos sempre muito atentos a esses movimentos internos participando, apoiando e divulgando.

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

A Brazilidade criou o comitê de Turismo do Santa Marta para discussões de práticas sustentáveis do turismo na favela. Envolvemos várias iniciativas locais quando a atividade começou a ser implementada formalmente no Santa Marta. Conseguimos ações efetivas para barrar empresas com práticas exploratórias e não sustentáveis; organizamos a leitura de dados da pesquisa sobre a atividade turística desenvolvida pela FGV nos primeiros anos do turismo no Santa Marta. Convidamos 20 representantes de outras favelas periféricas para participar da leitura que foi feita por Bianca Freire Medeiros; desenvolvemos o projeto Becos e Vielas para resgatar a memória e a história dos nomes das ruas do Santa Marta. Fizemos uma atividade envolvendo os moradores e uma pesquisa sobre a origem dos nomes das ruas do Santa Marta. Envolvemos a associação de moradores e mais de 50 moradores; participamos do fórum de TBC da Costa Verde para compartilhar a experiência da Brazilidade com outras iniciativas de lá. O fórum reuniu as lideranças caiçaras e das comunidades tradicionais, universidades e estudantes de turismo, empresas privadas que desenvolvem turismo sustentável e lideranças quilombolas.

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Estamos trabalhando estrategicamente no projeto de Imersão Virtual Brazilidade. Iniciamos contato com duas universidades para nos ajudar no desenvolvimento da idéia e busca de parceiros para o desenvolvimento do projeto. Queremos investir em tecnologia para criar uma plataforma de imersão virtual que a gente possa oferecer e vender aos parceiros, e que seja nossa fonte de renda principal pra que fiquemos menos vulneráveis à sazonalidade do turismo. Já havíamos iniciado contatos com algumas universidades com o intuito de levar à sala de aula nosso projeto. Planejamos ampliar a oferta de nossos serviços às universidades americanas conhecidas como HBCU's (Universidades e Faculdades Historicamente Negras). Iniciamos esse contato em 2019 mas por conta da pandemia o processo está parado. Faremos o mesmo com algumas universidades aqui no Rio de Janeiro tão logo a situação comece a se normalizar. Segue em curso a atualização do site e de algumas de nossas mídias digitais.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

Sim, a Brazilidade trabalha em parceria com instituições de ensino públicas e privadas (universidades, escolas, cursos ) no Rio, em outros estados e também países. Trabalhar em rede também faz parte do nosso DNA. Fazemos parte do movimento de Economia Solidária onde recebemos apoio e investimento em equipamentos para desenvolver nossas atividades; fomos contemplados no edital do Rio Criativo, que é uma incubadora de projetos culturais e também um ambiente de inovação focado na economia criativa. Recebemos mentoria e apoio para desenvolver a Brazilidade nesse período. Fizemos parte do Social Starters, que é uma plataforma inglesa que apóia projetos de impacto social pelo mundo entre 2015 e 2018. Somos fellows Redbull Amaphiko. Participamos da plataforma de 2017 até 2018 onde recebemos mentoria e investimento para seguir desenvolvendo a Brazilidade. Trabalhamos também com o CIEE que é uma empresa de intercâmbio que atua no Rio e que nos conectou com as universidades americanas.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

A Brazilidade trabalha duro para estar inserida como um case de referência em TBC. Recebemos muitos convites para compartilhar nossa experiência e inspirar pessoas do turismo e também de outras áreas de atuação. Fomos convidadas a participar do Fórum de TBC da Costa Verde pra compartilhar nossa experiência e inspirar outros empreendedores e lideranças locais caiçaras e quilombolas. Participamos do 1o Congresso de TBC na Rocinha; fomos convidadas pro Colaboramerica em 2016 e 2017; participamos do evento de lançamento do Guia Juventudes nas cidades em 2018 na Lapa aqui no Rio; viajamos por vários Estados Brasil com a Perestroika para motivar e inspirar pessoas e empreendedores; participamos da Colônia de férias do grupo Eco em janeiro de 2019 apoiando e desenvolvendo atividades integradas com apoiadores de universidades estrangeiras parceiras. Nosso modo de fazer negócio e nossa abordagem são nossa matéria prima e grandes geradores de inspiração e reconhecimento.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Suporte de amigos
  • Apoio da família
  • Vendas
  • Mentores / conselheiros
  • Participação em programas de incubação e aceleração

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

Nosso planejamento de curto, médio e longo prazo estão voltados para o projeto de Imersão Virtual Brazilidade. Estamos focando nossas energias no desenvolvimento dessa plataforma com o objetivo de minimizar os efeitos da sazonalidade do turismo em nossas prestações de serviço. Iniciamos o desenvolvimento da 2a fase que implica em aplicar mais profundamente tecnologia, design, e mídias sociais de departamentos específicos de informática na idéia inicial do projeto. Planejamento de curto prazo: Imersão Virtual Brazilidade - 40% de investimento e parceria com duas universidades para desenvolvimento inicial do projeto: confecção do programa de software e compra de equipamentos. Retorno financeiro projetado nas prestações de serviços: palestras 20%; Educatour 50% ; guiamento 30%. Planejamento de médio prazo: focado na implementação e venda da Imersão Virtual Brazilidade onde seguiremos a faixa de investimento de 40% também para compra de equipamentos, melhorias de software e marketing. Retorno financeiro projetado nas prestações de serviços: Tour virtual 40%; Palestras 30%; Educatour 10%; Guiamento 10%; Editais - 10%. Doações projetos locais: 10% Planejamento de longo prazo: ampliação da cartela de parceiros de venda da Imersão Virtual tanto no Brasil quanto no exterior. Calculamos 50% de investimento nessa abordagem com novos clientes. Retorno financeiro projetado nas prestações de serviços: Tour virtual 50%; Palestras 30%; Educatour 15%; Guiamento 5% Doação - 15%

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$1.000 e R$10.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • entre R$ 10.000 e R$ 50.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

Sheila Souza - CEO da Brazilidade. Graduada em Turismo. MBA de Turismo e Negócios. Pós-graduação Lato Sensu de Especialista em História e Cultura Africanas e Afro-brasileiras. Trabalho em tempo integral. Roberta Souza - Coordenação geral. Graduada em Turismo, Guia de turismo regional e América do Sul credenciada pela Embratur. Dominique Sofia Ross - Voluntária. Coordenadora de Divulgação Internacional. Bacharel em artes e Faculdade de Saúde Global em curso. Tempo Integral remoto. Já trabalhamos juntas, eu e a Roberta, há mais de 10 anos. Planejamos seguir trabalhando juntas no médio e longo prazos. Dominique se juntou à equipe em 2018 e planeja também trabalhar com a gente nos próximos 5 anos pelo menos.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

Somos um grupo composto por mulheres negras, faveladas e LGBT. Sheila Souza - responsável pela parte organizacional da empresa: contato com clientes, parceiros comerciais, apresentação da empresa, confecção dos editais, guiamentos nos idiomas inglês e espanhol, palestrante, 49 anos, não binário. Roberta - responsável pela parte financeira, logística, contato com os prestadores de serviços, confecção de produtos pra venda, guiamento nos idiomas português e espanhol, 32 anos, feminino. Dominique - responsável pelos contatos institucionais estrangeiros, divulgação da empresa internacionalmente, fotografia, mídias sociais, traduções de textos e cartas para o idioma inglês, 23 anos, não binário.

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Minorias étnicas
  • Comunidade negra
  • Comunidade de baixa renda
  • Comunidade LGBTQIA+
  • Comunidade periférica

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

A Brazilidade atua focada nos preceitos de inclusão de uma maneira em geral. Algumas de nossas atividades não atendem determinados grupos por conta da infraestrutura da nossa favela, que dificulta muito, por exemplo, uma circulação adequada de pessoas com limitações físicas, mas já atendemos o grupo paralímpico sueco que subiu o morro com a gente, por exemplo. Também já atendemos alunos pretos e periféricos da UFRRJ que não tinham como pagar pelo tour. Nesse caso fizemos um tour colaborativo e atendemos a demanda deles com muito carinho. Temos também muita sensibilidade e carinho pela comunidade LGBTQI+ que procura por nossos serviços. Recebemos pessoas de várias nacionalidades que sempre estão muito curiosas sobre essa realidade dentro da favela. A Brazilidade está sempre muito aberta para todas essas questões no sentido de aprender, trocar, valorizar e respeitar a diversidade em suas mais diferentes manifestações e conectá-las de alguma maneira com a realidade vivida nas favelas.

16) Como você soube desse desafio?

  • Contato Ashoka Brasil
  • Indicação de um Fellow Ashoka

17) ADAPTABILIDADE: Como sua iniciativa contribui para a resiliência socioeconômica e cultural da comunidade em que você atua? Ou seja, como ela ajudou a comunidade a se adaptar em uma situação de crise como a pandemia da covid-19?

No inicio da pandemia eu me encontrava na casa da minha mãe octagenária num outro município aqui no Rio de Janeiro. Optei por permanecer lá pra cuidar dela, portanto não trabalhei e nem atuei no SantaMarta de março até setembro. Antes da pandemia nós já não estávamos trabalhando. A pandemia só fez piorar o que já estava ruim em relação ao turismo na favela e na escassez de trabalho pra nós. Além disso, as poucas pessoas que ainda conseguiram trabalhar sofreram duras críticas da comunidade sobre levar os turistas pra dentro da favela e espalhar a doença lá. A melhor contribuição que pudemos dar nesse momento foi não estar trabalhando. Aproveitamos esse período para traçar estratégias de sobrevivência já que não temos outras fontes de renda. Estabelecemos algumas parcerias e estamos escrevendo nosso projeto de Imersão Virtual Brazilidade para seguir atuando em situações como essa. Tivemos no Santa Marta projetos que atuaram com doação de cestas básicas, máscaras e sanitização da favela. Os projetos com os quais temos parcerias atuaram em diversas frentes. Foi um início bem dificil porque a comunidade não parou a maioria de suas atividades que promoviam aglomeração. O número de casos foi bastante elevado, mas o de óbitos foi bem pequeno. Agora, aos poucos, as atividades começam a se intensificar. Já há pessoas voltando a fazer seus guiamentos e reabrindo seus negócios. A Brazilidade tem se posicionado contra a volta do turismo e ainda não tem previsão de retorno. Estarei de volta ao Santa Marta em outubro bastante cautelosa e atenta.

18) MUDANÇAS SISTÊMICAS: Você diria que sua atuação gera ou visa a mudança sistêmica? Caso sim, por favor explique.

Sim, trabalhamos constantemente pra isso. Quando iniciamos a Brazilidade fomos sempre estimulados a pensar num modelo de competitividade extremo onde os outros empreendimentos eram vistos tão somente como nossos concorrentes e precisávamos ser melhores que eles pra sobreviver no mercado. Conforme fomos adquirindo mais conhecimento percebemos que precisávamos mudar essa maneira de fazer negócio. A mudança de paradigma nos permitiu ver parceiros ao invés de competidores; de estabelecer relações de trabalho baseadas no ganha x ganha; de ter uma relação mais cuidadosa e protetiva de nosso espaço de trabalho mas também de moradia e afetividades; de trabalhar para gerar as mudanças que a gente quer ver ao invés de alimentar um modelo sistêmico de desenvolvimento do turismo baseado em massificação e destruição dos bens culturais, sociais, identitários, históricos, materiais e imateriais. Por esse motivo optamos por trabalhar com foco em educação. Mudamos nossa abordagem e trabalhamos pra mudar a maneira como as pessoas olham e se relacionam com a favela, além de nos preocuparmos sempre em fortalecer a história, a memória, a cultura, o existir e o resistir. Adotamos os princípios da economia solidária, da qual fazemos parte, e que visa o comércio justo. Evitamos ao máximo saturar o espaço com grandes quantidades de pessoas circulando na favela diariamente pois sabemos que isso afeta muito os moradores. Articulamos e trabalhamos com prestadores de serviço que estavam fora do eixo de trabalho constante de turismo. A idéia é que as pessoas olhem pro nosso modelo de negócio e se sintam inspiradas a também mudar de postura e adotar práticas sustentáveis pra fazerem seus negócios. Somos reconhecidas por nossas práticas respeitosas de atuação. Estamos sempre dialogando e buscando soluções para os problemas locais junto à Associação de moradores e também junto aos órgãos governamentais. Buscamos sempre uma atuação ampliada, participativa e positiva em nosso território.

19) TURISMO COMO VETOR DE DESENVOLVIMENTO: Você consegue exemplificar, a partir da sua experiência, como o turismo pode colaborar localmente para um sistema de criação de valor compartilhado?

O turismo é um ramo de atividade que tem o poder de ativar e articular atores de diversos segmentos. É uma grande potência nesse sentido. Eu acredito que quando as pessoas que fazem parte dessa cadeia se atentam que colaboração gera lucro, a gente se relaciona de maneira mais saudável e menos predatória em nossos territórios. A mudança de paradigma nos ajudou a acionar muito mais outros prestadores de serviço complementares ao nosso. Quando o turismo foi oficialmente estabelecido no Santa Marta muitos empreendedores se viram motivados a investir e fazer parte da cadeia. Bares e restaurantes fizeram capacitação pra diversificar seus cardápios e atenderem melhor os visitantes. Mapeamos os empreendimentos que estavam fora do eixo principal da rota turística do Santa Marta e começamos a trabalhar com eles. Ajudamos na confecção de cardápios vegetarianos ( pouco disponibilizados na favela), tradução dos menus, atendimento ao cliente. Muitas pessoas voltaram a estudar pra ampliar seu conhecimento na troca cultural com os visitantes. Muitos investiram em cursos de idiomas ou aprenderam o básico pra conseguirem se comunicar. Muitos jovens se sentiram estimulados no aprendizado de novos idiomas por conta do fluxo de visitantes circulando na favela. Houveram encontros e reuniões para tratar de assuntos sobre a limpeza dos espaços. A favela entendia bem o significado do turismo pra economia local, ainda que muitos dos problemas seguissem acontecendo, mas o senso de que o turismo agregava pra dentro estimulava as pessoas a abrirem novos negócios, a disponibilizar suas lajes para refeições ou pequenos eventos. Isso ampliou o leque de opções pra nós que levamos os visitantes e articulou e diversificou o comércio interno. A cadeia turística do Santa Marta como um todo foi muito fortalecida e estimulou os empreendedores e também a população a querer melhorar e participar dos benefícios do turismo. Então o turismo colabora e muito para um sistema de criação de valor compartilhado

20) REPLICABILIDADE: Para você, é possível identificar outros projetos que foram inspiradores para sua iniciativa? Em quais aspectos? E como o seu projeto se preocupa em inspirar outras iniciativas e ser replicado em outros contextos? Há alguma estratégia para viabilizar sua replicação?

Nós tivemos contato com muitos projetos inspiradores durante a trajetória da Brazilidade a partir de 2010, ano da nossa formalização. Não eram projetos similares aos nossos mas que nos inspiraram por desenvolverem tecnologias inovadoras, abordagens diferenciadas, identidade, metodologias e propostas de valor que incorporamos no nosso modo de ser e fazer negócio. Muitas pessoas individualmente também nos inspiraram: mulheres, mentores, professores, alunos, organizações. Estar em diferentes plataformas nos abriu novas possibilidades de ver e sermos vistos. Fomos convidados para participar de eventos diversos para inspirar e motivar as pessoas em seus negócios. Estamos sempre disponíveis pra trocar com empreendedores de turismo e também de outros negócios. Pra nós essa é uma estratégia importante porque quanto mais pessoas incorporam nossa maneira de fazer negócio, mais parceiros em potencial teremos. Nosso modelo de negócio é replicável em outros contextos porque buscamos valorizar aspectos de cultura, história, identidade e memória, assim como ter uma relação comercial saudável, sustentável e equilibrada, baseada no comércio justo. Temos uma abordagem multidisciplinar bastante conectada com o que somos, fazemos e queremos em termos de mudança estrutural e desenvolvimento da atividade na qual estamos inseridas. Nossa estratégia de replicação e também de divulgação tem como base o trabalho com educação. Temos levado o case da Brazilidade a diversos segmentos educacionais, empresas, grupos e pessoas para divulgar nosso trabalho e mostrar que é possível desenvolver negócio de impacto social em meio a essa estrutura desgastada de mercado que só visa o lucro, a degradação do meio ambiente e o desrespeito às pessoas e os animais. Onde quer que a gente vá queremos oportunizar o conceito de sustentabilidade. Replicar é um ato de resistência, sobrevivência e mudança. Estamos polinizando e replicando sustentabilidade por todos os nossos poros o tempo todo.

21) UTILIZAÇÃO DO PRÊMIO - Caso sua inciativa seja uma das três iniciativas selecionadas para receber o prêmio em dinheiro, como pretende investir o valor recebido?

Pretendemos investir no projeto de Imersão Virtual Brazilidade, que é um programa de tour virtual que queremos desenvolver para não depender exclusivamente do espaço físico do Santa Marta pra desenvolver nossas atividades. Queremos também apoiar projetos locais com uma porcentagem do dinheiro: Grupo Eco que trabalha com crianças e adolescentes e a Folia de Reis Penitentes do Santa Marta. Investir em material de venda: camisas e adesivos que a gente já faz e oferece em nossas atividades.

22) a) TURISMO SUSTENTÁVEL: o que é turismo sustentável para você?

Turismo sustentável é a prática de visita a um local focada no respeito ao ambiente e todas as suas manifestações de existência natural, cultural, histórica, identitária, social e de memória. Eu também acho que a sustentabilidade do turismo está bastante conectada com o protagonismo das populações locais no desenvolvimento do mesmo. Eu tenho muito cuidado com minhas práticas de serviço no Santa Marta porque eu nasci e moro lá e tenho consciência de que tudo que eu produzo em minha atividade de trabalho gera impacto pra comunidade e pro meio ambiente como um todo. Essa conexão afetiva com o espaço ajuda numa atitude de cuidado e proteção. Além disso a própria comunidade meio que regula se a gente estiver fazendo besteira em nossos territórios. Sustentabilidade caminha lado a lado com fazer parte de alguma coisa e estar conectado de uma maneira mais profunda e responsável com o meio ambiente, com as pessoas e os animais.

22) b) TURISMO SUSTENTÁVEL: Com base na sua experiência, quais você considera serem os principais desafios para a implementação de iniciativas de turismo sustentável na atualidade? Quais caminhos você vislumbra para superá-los?

Precisamos encarar de frente que vivemos numa sociedade baseada em desigualdade onde as pessoas não tem acesso a oportunidades de maneira justa e igual. Acho que o modelo e a mentalidade do lucro a qualquer custo precisa ser substituído por uma prática baseada em equilíbrio e relações de ganha x ganha. Existe e é possível uma outra maneira de se fazer e desenvolver negócios. Uma outra economia é de verdade possível. Acho que os princípios da Economia Solidária podem ser um referencial bem bacana pra nós do turismo, assim como o estímulo e investimento no TBC. A idéia de lucrar e ganhar dinheiro destruindo a natureza, romantizando e exotizando a pobreza, explorando e maltratando os animais, desvalorizando história, cultura, identidade e saberes locais já não cabem mais. Muitos projetos de turismo estão voltando suas práticas pra esse modelo mais efetivo de sustentabilidade e as pessoas querem cada vez mais consumir e se sentir responsáveis por estarem contribuindo pra isso. Precisamos criar ferramentas e usar tecnologias mais efetivas para valorizar e multiplicar essas práticas. Precisamos fortalecer e estimular a base comunitária que quer empreender em turismo para que elas não assistam a exploração e degradação de seu ambiente sendo feita por terceiros e gerando lucro somente pra eles. A Brazilidade segue em movimento de luta e resistência sempre priorizando boas parcerias ( parceiros que não querem nos explorar, que respeitam nossa abordagem e nos dão autonomia pra desenvolver as atividades) e práticas sustentáveis. Estamos sempre buscando apoio em plataformas que dialoguem com a ideologia da empresa, apoiando iniciativas e empreendimentos que segue esse caminho e diversificando sempre a cartela de parceiros que nos ajudem a nos manter vivos nesse "jogo". Além disso buscamos apoio em editais para apoio financeiro.

22) c) TURISMO SUSTENTÁVEL: Quais oportunidades você considera importantes para fortalecer iniciativas de turismo sustentável?

Primeiramente mapear e conhecer iniciativas bacanas de turismo sustentável, porque através da informação é um pouco mais fácil o movimento de escolher e apoiar. Estar nesse edital me inspirou e motivou muito a conhecer alguns projetos inscritos, assim como participar da plataforma de alguns que apoiam projetos como o meu. Vou participar com certeza e sei que isso vai gerar muito valor pra mim! Também é importante pensar sempre focado no turismo que a gente está se propondo a desenvolver. Estabelecer conexões para divulgação de trabalho, fortalecimento da rede, criação de ambientes de trocas e trabalho em colaboração. Eu vislumbro como oportunidade que esse edital resulte numa rede nacional com uma lista de projetos de turismo sustentável / e de TBC que seja divulgada e apoiada pelo ministério do turismo, e que a chancela governamental incentive e dê visibilidade aos projetos no site do ministério. Também considero como oportunidade: iniciativas voltadas para incubação de empresas e/ou plataformas de mentoria; acesso à crédito com juros abaixo do mercado, apoio financeiro de acordo com a demanda de cada projeto, acompanhamento e monitoramento dos projetos por pelo menos 2 anos.

Evaluation results

15 evaluations so far

1. IMPACTO: Esta iniciativa demonstra impacto relevante, e com evidências quantitativas e qualitativas?

Com toda certeza. - 40%

Sim, há evidências quantitativas e qualitativas de seu impacto na comunidade. - 53.3%

De forma parcial. - 6.7%

Não, há pouca evidência de resultados de impacto. - 0%

Não. - 0%

2. INOVAÇÃO: Esta iniciativa desenvolveu e implementou uma abordagem inovadora?

Com toda certeza. - 26.7%

Sim, tem características inovadoras. - 66.7%

De forma parcial. - 6.7%

Não, há pouca evidência demonstrada. - 0%

Não. - 0%

3. PLANEJAMENTO FINANCEIRO E OPERACIONAL: A iniciativa tem como base um modelo de negócio viável e mostra planos realistas de longo prazo para a sustentabilidade financeira?

Com toda certeza. - 26.7%

Sim, a iniciativa tem um bom modelo de negócio. - 46.7%

De forma parcial. - 13.3%

Insuficiente. - 6.7%

Não. - 6.7%

4. REPLICABILIDADE & CRESCIMENTO: Avalie a escalabilidade da iniciativa. Ela tem potencial de ser replicada em outros contextos sociais, culturais e/ou geográficos?

Com toda certeza. - 33.3%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 40%

De forma parcial. - 26.7%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

5. AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO: Uma/um agente de transformação social é alguém que se propõem a lidar e encontrar soluções coletivas para o bem de uma comunidade, um grupo, uma localidade. Queremos saber: essa iniciativa ajuda a inspirar e apoiar outras pessoas a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades?

Com toda certeza. - 46.7%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 46.7%

De forma parcial. - 6.7%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

6. DIVERSIDADE: Esta iniciativa demonstra a inclusão de públicos diversos em sua iniciativa, seja nos parceiros com os quais colabora e/ou na composição de sua equipe?

Com toda certeza. - 40%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 53.3%

De forma parcial. - 6.7%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

7. AVALIAÇÃO GERAL: De forma geral, você considera que esta iniciativa deve avançar para a próxima fase do Desafio e se tornar um semifinalista?

Sim, com toda a certeza! - 26.7%

Sim, acredito que sim. - 46.7%

Talvez. - 26.7%

Provavelmente não. - 0%

Não. - 0%

12 comments

Join the conversation:

Comment
Spam
Photo of Salvador
Team

Olá Sheila e equipe,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

View all comments