EcoVila Teshuvah - turismo ecológico, agrofloresta e permacultura desenvolvendo a comunidade ribeirinha do Rio Paraná.

Desenvolvimento de uma comunidade que defenda e recupere suas relações com a natureza, por meio de atividades econômicas sustentáveis.

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Written by

Nome completo do(a) representante do projeto

Bruno Sales Landim

E-mail

brunolandim.personal@gmail.com

Nacionalidade

Brasileiro

Gênero

  • Masculino

Data de Nascimento

4111984

Sede da organização (UF)

  • Mato Grosso do Sul

Data em que você iniciou o projeto

11/2018

Estágio do projeto

  • Piloto (o projeto está em fase inicial e realizando ajustes)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

Minha relação com a Ilha São Francisco data de 30 anos atrás, quando meu pai adquiriu um terreno na região. Durante esse tempo pude acompanhar o caminho degenerativo que trilhamos como comunidade. Alguns vizinhos tiveram até mesmo que abandonar a Ilha por falta de atividade econômica que garantisse o sustento da família. A pesca, que representa a principal fonte de renda para a maioria dos moradores, dá sinais de escassez, com algumas espécies de peixe sendo ameaçadas de extinção, caso do piracanjuba. Há algum tempo venho estudando temas ligados à permacultura, agrofloresta, formas de coexistência entre comunidades e natureza. Dessa forma passei a ajudar minha família a se relacionar melhor com o ecossistema, buscando maneiras economicamente sustentáveis para que eles pudessem viver no local, melhorando sua qualidade de vida por meio do cuidado com a natureza. Percebi que essa é uma ação que pode se estender para demais famílias da comunidade e daí surgiu a ideia da EcoVila Teshuvah.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

Temos muitos problemas: turismo destrutivo, desmatamento e queimadas, ocupações não ecológicas, caça e pesca ilegais, trabalho infantil. Esses problemas existem pela economia não diversificada na comunidade, onde a pressão recai sobre a atividade pesqueira, que se encontra em decadência pelo desequilíbrio ambiental. Podemos mudar essa realidade abrindo novas frentes de atividades econômicas, sempre de forma sustentável, trazendo renda, protegendo o meio ambiente e regenerando áreas degradadas.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

A ideia da EcoVila se pauta no turismo ecológico, agrofloresta e permacultura. Por enquanto praticamos a atividade num núcleo familiar, mas à medida que o projeto ganha força e se expande, outras famílias da região podem se beneficiar de diversas formas. Pela ótica do turismo podem obter renda por meio de fornecimento de transporte, venda de artesanato, alimentos agroflorestais e mesmo hospedagens. Mas é importante situar esse turismo dentro de uma esfera maior da permacultura, que orienta os moradores para práticas sustentáveis das quais podem obter seu sustento financeiro. A sensibilização da comunidade pode ser amplificada pelos próprios turistas. Dentro da permacultura é comum o turismo de voluntários que ajudam na disseminação dessa prática orientando as famílias sobre como podem adotar medidas que priorizem o bom relacionamento do ser humano com a natureza. Ou seja, o próprio turista acaba sendo um agente de mudança, podendo até mesmo atuar diretamente na casa dos moradores, aplicando novas tecnologias. Mas mesmo o turista que só está buscando um local para descanso e lazer acaba sendo bastante impactado pela experiência de viver em uma casa bioconstruída, com fontes de energia limpa e saneamento sustentável, comendo alimentos de uma agrofloresta. Essas experiências são transformadoras e não são raros os casos de turistas que voltam para a cidade pensando em como aplicar pelo menos alguma prática em sua vida urbana.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

Aqui conto um resumo do projeto e falo como podemos formar um grupo de pessoas interessadas em transformar a relação de uma comunidade com o ecossistema que habitam. Aproveito para convidá-los a conhecer a EcoVila Teshuvah e vivenciar um pouco de nossa história. Tenho certeza que sairão com uma visão ampliada.

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

No trabalho diário, além da recepção dos hóspedes, atuamos no manejo da agrofloresta, incluindo solo e poda. Nosso objetivo é construir trilhas e circuitos ecopedagógicos que terminem nessa agrofloresta, onde poderemos demonstrar todos os benefícios possíveis com a prática desse tipo de plantio. Estamos realizando caminhadas pela floresta em busca de encontrar novos pontos para compor a trilha ecológica e também bambuzais, argila, tipos de solo e outros recursos naturais renováveis que possam ser utilizados nas próximas fases de bioconstruções (atualmente temos duas cabanas construídas com essa técnica, e que foram passadas para uma família local). Num futuro próximo queremos visitar as famílias da região para entender se são utilizadas técnicas agrícolas em sua ocupação e qual sua relação com a fauna e flora nativas. Queremos levar nossa experiência e demonstrar como é possível obter uma relação sustentável com a natureza. Quem sabe possamos formar uma cooperativa agroflorestal.

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

Acredito que o grande diferencial seja a capacidade de unir pessoas com o interesse nos aspectos socioambientais. Estamos apenas iniciando, mas o potencial em nossa comunidade é gigante. Estamos abertos para receber pessoas que desejam aprender e ensinar e juntos mudar a vida dos moradores. Os cursos de permacultura e agrofloresta, além de fomentar o turismo em baixa temporada, produzem mão de obra especializada para a nossa comunidade. Os alunos poderão permanecer um tempo na comunidade logo após o término do curso e já aplicar os conhecimentos adquiridos ou poderão voltar em oportunidades futuras. Também estamos abertos a aplicação de pesquisas científicas nas áreas de energia renovável, ecologia, engenharia florestal, relações socioambientais e muitas outras áreas que encontrem em nós um ponto de conexão, atraindo, assim, pessoas que buscam, além de lazer, conhecimento e apoio a ações ecológicas. As cabanas construídas com técnicas de bioconstrução por si só se tornam um ponto turístico inovador, se hospedar em uma cabana construída em sua grande parte com materiais renováveis, pode e deve mudar o conceito de muitas pessoas em relação a esse tipo de construção. A ideia é demonstrar a replicabilidade para hospedagens turísticas instaladas em áreas ecológicas, e também em projetos de habitações familiares em centros urbanos ou rurais.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

Os nossos objetivos estão interlaçados e a maioria deles cumpre mais do que um papel. Social - a trilha e circuito ecopedagógico serão uma ferramenta para conscientizar grupos escolares, universitários, turistas e ribeirinhos, estimulando uma mudança em seus próprios ambientes. Receberemos voluntários para aprender e praticar técnicas de permacultura e agrofloresta na própria EcoVila e/ou ocupações de famílias da comunidade. Em nossos cursos de permacultura, bioconstrução e agrofloresta teremos vagas sem custo para adolescentes e jovens locais que manifestem desejo em trabalhar e/ou apoiar a ocupação familiar local. Cultural - nossa comunidade vivia de maneira simples, mas com excelente qualidade de vida; a pesca sempre foi abundante e a relação com o meio ambiente equilibrada. Nossa iniciativa busca um retorno a essa origem, quando muitos moravam em casas de barro, produziam seus próprios alimentos e tinham um bom relacionamento em comunidade. Ambiental - acredito que muito do nosso trabalho seja decorrente do intuito da preservação e regeneração da região onde estamos localizados. O ecoturismo, agrofloresta e permacultura já dão uma ideia do que desejamos, e ainda estaremos abertos a toda pesquisa nessas áreas. Econômico - a hospedagem turística não só será um exemplo replicável como também nos ajudará na implementação de agroflorestas em toda nossa região com ajuda dos voluntários, nos permitirá a criação de uma cooperativa agrofloresteira economicamente viável.

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

Nossa primeira ação como projeto de turismo sustentável foi adquirir uma área de aproximadamente cinco hectares, que somados a três hectares cedidos para uso do projeto como empréstimo, resulta em oito hectares em uma única ilha, dos quais aproximadamente 75% ainda é floresta. Isso está nos permitindo garantir não apenas a preservação, mas a regeneração das áreas degradadas através de implantação de agrofloresta, com a ampliação da trilha ecológica e circuito ecopedagógico. As duas cabanas já construídas têm servido de exemplo e são admiradas por seu modelo facilmente replicável para outras famílias da comunidade e turistas, devido ao baixo custo e beleza. Essas cabanas estão localizadas numa área inicial do projeto que negociamos por outra área mais ampla e com mais possibilidades de crescimento. Os novos proprietários locais poderão agora se beneficiar do ecoturismo sustentável. Com as cabanas estávamos recebendo ao menos um grupo de turistas a cada mês e imaginamos que essa frequência possa aumentar com a ampliação do projeto. Também estamos dando apoio na implementação de uma agrofloresta no terreno. Essas novas atividades vão diversificar as fontes de renda da família.

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

O primeiro passo a ser dado para o crescimento do projeto é a institucionalização de nossa iniciativa, pois temos encontrado muita dificuldade com a falta de uma pessoa jurídica. As nossas prioridades também passam pela criação de perfis em redes sociais, nos possibilitando aumentar nossa rede de colaboradores, trazendo mais engajamento ao projeto. Porém, os primeiros passos só farão sentido se estivermos também comprometidos com a melhoria de nossa estrutura física (cozinha comunitária, área de camping, novas cabanas) para receber voluntários, já que boa parte de nossa iniciativa se baseia em muitos atores. Nosso desejo para o próximo ano é solidificar parcerias com outros projetos socioambientais, universidades e escolas, disponibilizando a ecovila para mútua cooperação. Com uma estrutura de hospedagem básica, já poderemos nos cadastrar nas plataformas de voluntariado que atraem pessoas de todo o mundo, para acelerar os processos de transformação, principalmente na comunidade.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

No momento ainda dependemos de muito trabalho na estrutura física de nosso projeto, porém, uma vez concretizada essa etapa, para que o projeto possa se expandir e contribuir com mais pessoas, é indispensável a parceria com prefeituras, universidades, empresas locais ou de fora e associações da sociedade, como a Associação dos Pescadores, com a qual já estamos tendo alguma relação. ATUALIZAÇÃO: Logo depois que nos inscrevemos no Desafio, fizemos contato com o ICMBio da região. Fomos muito bem recebidos e obtivemos várias orientações de como podemos nos fortificar para expandir o projeto. Assim como outros parceiros já tinham apontado, percebemos que um passo fundamental será a constituição do projeto como pessoa jurídica. O ICMBio já nos adiantou que assim que tivermos a constituição legal, poderemos obter o apoio formal deles. Mas de forma antecipada já estão nos apoiando e incentivando.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

Sempre compartilhamos sonhos e projetos com familiares e amigos, consequentemente algumas pessoas começaram a acreditar conosco nessa transformação. Um exemplo é um casal de amigos com uma filha que a partir de outubro estarão vivendo na EcoVila para agregar com seus conhecimentos em Turismo e permacultura. Meu pai é outro exemplo, quando foi morar na Ilha não se preocupava em como construir, pescar, se relacionar com o entorno. Na verdade, ele nem tinha conhecimento de que essa relação podia ser diferente e era resistente a mudar. É um orgulho ver como ele está trabalhando no manejo da agrofloresta, se preocupando com os impactos que traz ao meio ambiente. Próximo ao local onde estamos, temos acesso a um assentamento, onde já realizamos algumas parcerias de voluntariado e aprendizagem mútua. Um outro assentamento mais distante, a 30km de Corumbá, tem se interessado muito em nosso projeto com a intenção de replicá-lo. No próprio desafio da Ashoka já encontramos novos parceiros.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Suporte de amigos
  • Apoio da família
  • Aluguel de cabanas

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

No curto prazo estamos trabalhando com recursos próprios, hospedagem nas cabanas e doações. 40% do investimento até agora veio de meus proventos; 40% de doações da família e amigos, e 20% do aluguel das cabanas. A expansão do projeto de modo que possa trazer benefícios mais amplos a toda a comunidade, no entanto, depende de uma rentabilização gerada em sua maioria pelo próprio negócio. Porém, acreditamos que com incentivos financeiros e doações poderemos ganhar anos de trabalho e, dessa maneira, chegar a muito mais pessoas em muito menos tempo. Nesse sentido, estamos estudando novas formas de financiamento: editais, leis de incentivo, doações (dos voluntários da permacultura, que não se resumem a dinheiro, mas envolvem o tempo e ensinamentos para a comunidade), financiamentos coletivos e ações de pesquisa na região. Esses financiamentos não são determinantes para a continuidade do projeto, mas podem reduzir muito o tempo de concretização das etapas de crescimento. Nossa projeção é que o projeto possa ser implementado em sua totalidade com 262 mil reais. O crescimento da área de hospedaria e agrofloresta pode se financiar pelo próprio aluguel das cabanas, venda de alimentos produzidos localmente, cursos ofertados na EcoVila. Para os trabalhos relacionados com pesquisa e educação precisaremos buscar parcerias e financiamento externo e esses custos ainda precisam ser melhor estudados.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$10.000 e R$50.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • entre R$ 10.000 e R$ 50.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

Juliana e Willian vivem na EcoVila e se dedicam em tempo integral ao projeto. Têm formação técnica em Turismo e experiência com cultivo de orgânicos e agrofloresta. Estudam permacultura e trabalham com a manutenção, bioconstrução, manejo da agrofloresta, recepção dos hóspedes e voluntários. Carlos é um pescador local, com muitos saberes e nos auxilia em muitas empreitadas. Camila e eu (Bruno) ainda não conseguimos ter dedicação exclusiva porque tocamos um hostel em outra cidade. Mas estamos em processo de transição para que possamos viver na EcoVila e contribuir integralmente com o projeto. Com a dedicação parcial, podemos cuidar do planejamento, organização das atividades, buscar recursos, reservas online, responder questões e enviar orçamentos. À medida que o projeto vai crescendo, novas pessoas se juntam a nós. Os voluntários são uma parte importante da equipe, pois assim estamos ganhando capilaridade para atingir mais famílias da região em um tempo cada vez menor.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

Em nossa equipe, o Willian, que é preto, e sua esposa Juliana, que é branca, ambos jovens, são responsáveis por gerenciar o projeto localmente. Carlos é pescador ribeirinho, está na terceira idade e contribui muito com seus saberes locais e relacionamento com outros moradores. Bruno tinha o avô índio, nasceu em Rondônia, é idealizador do projeto e gerencia as atividades não locais e relacionamentos de parceria. Camila é branca, família de descendência italiana, contribui na organização da EcoVila. Porém, como nossa iniciativa é baseada na colaboração de voluntários, as possibilidades de diversidade são inúmeras. Já nas cooperativas, acredito que teremos muitas mulheres e jovens, considerando que a maior parte dos homens trabalham prioritariamente na pesca.

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Comunidade de baixa renda
  • Comunidade rural
  • Outra Comunidade Tradicional
  • Turistas e voluntários, que podem ser de qualquer grupo

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

Ainda estamos com um projeto piloto, os impactos que desejamos estão muito longe do que os que temos, porém já podemos identificar o interesse da comunidade em nossas cabanas por serem bioconstruídas e facilmente replicáveis. Um exemplo é a negociação que acabamos de fechar trocando nossa antiga área com duas bioconstruções por uma nova área ainda sem cabanas mas com melhor potencial de crescimento. O novo dono das cabanas poderá reproduzir a ideia de hospedagem ecológica com o apoio das atividades de turismo sustentável que estamos disponibilizando. Essas interações estão nos possibilitando uma porta de entrada para uma conversa de conscientização ecológica e de que é possível melhorar a qualidade de vida com recursos naturais renováveis. A prova disso é um casal ribeirinho que não só entendeu muitas questões ambientais como também tem nos apoiado em muitas situações, mudando o comportamento degradativo para regenerativo do meio ambiente.

16) Como você soube desse desafio?

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17) ADAPTABILIDADE: Como sua iniciativa contribui para a resiliência socioeconômica e cultural da comunidade em que você atua? Ou seja, como ela ajudou a comunidade a se adaptar em uma situação de crise como a pandemia da covid-19?

O projeto ainda não foi implementado em sua totalidade, por isso não conseguimos relatar situações que já aconteceram, mas podemos prever ações possíveis para cenários de crise. Agora na pandemia, o turismo não poderia ser um recurso a ser explorado, tendo em vista que a Prefeitura de Rosana fechou o acesso de turistas. O projeto da EcoVila se torna mais relevante ainda numa situação como essa, pois o turismo é apenas uma das frentes, não é o único recurso possível. A agrofloresta e a permacultura, de forma geral, continuam oferecendo opções para manter o sustento da comunidade. Um dos objetivos da permacultura é a autossuficiência, ou seja, energia elétrica, gás e água podem ser obtidos por meio de tecnologias sustentáveis; os produtos da agrofloresta, mesmo que não sejam vendidos, podem ser utilizados para a alimentação da população da região. Em outras palavras, mesmo em crises extremas, o projeto pode se adaptar para continuar fornecendo sustento para a comunidade, se não por meio de recursos financeiros, com os recursos naturais necessários para a sobrevivência da população local. No exemplo específico da covid-19, com a impossibilidade legal da prática do turismo, uma saída possível seria o incremento na produção de alimentos para comercialização em cidades da região, pois, com a população passando mais tempo em casa, o consumo aumentou. Se os turistas pudessem chegar até a EcoVila, seria uma opção para cumprir regras de isolamento que a pandemia exige, já que se trata de um local em meio à natureza, sem possibilidades de aglomeração, com entrada e saída controladas. Acreditamos que com o fim da pandemia, esse tipo de turismo tende a crescer muito, pois os hábitos de consumo, de socialização, todo o modo de vida das pessoas está sendo repensado. Temos certeza de que teremos muitas oportunidades de trazer mais desenvolvimento para a região.

18) MUDANÇAS SISTÊMICAS: Você diria que sua atuação gera ou visa a mudança sistêmica? Caso sim, por favor explique.

Um dos objetivos principais da EcoVila é o incentivo para a mudança do modo de vida da região, para que passe de uma relação em desequilíbrio com o ecossistema para uma convivência com vistas ao desenvolvimento contínuo e sustentável. A atuação que começa na EvoVila pode se expandir para toda a comunidade e além dela. Pensamos em ser exemplo para que os moradores reconheçam outras possibilidades de trabalho, para terem opções de sustento da família. Podem perceber que não só da pesca se obtém remuneração, mas do ecoturismo e agrofloresta, por exemplo. As mulheres, que tradicionalmente possuem papel secundário na geração de renda familiar, podem começar a exercer atividades com maior potencial de retorno financeiro. As crianças começarão a ver nas atividades educacionais novas formas de convivência com o ambiente que vivem. Os jovens poderão pensar num futuro promissor no próprio local onde moram. Pretendemos mostrar, com nossa experiência na EcoVila, que não é necessário ir para um centro urbano para ter "sucesso", que realização profissional e pessoal não está relacionada com ter muito dinheiro. Existem alternativas para uma vida saudável e feliz com os próprios recursos locais, basta entender como usar as técnicas para que esses recursos não se esgotem, sejam renováveis e possam beneficiar muitas gerações. Como esses benefícios são obtidos por meio da preservação e regeneração ambiental, eles não ficam restritos a uma comunidade, mas vão se expandindo para o ecossistema. Um exemplo muito simples, na agrofloresta não é utilizada a coivara, mas muitas famílias agricultoras não sabem que existe alternativa para essa técnica. Há 20 anos, uma coivara foi responsável pela devastação de boa parte de uma das ilhas e os efeitos negativos são sentidos até hoje. Com orientação e demonstração dos benefícios possíveis, a comunidade pode quebrar padrões antigos e passar a atuar de modo transformador e beneficamente impactante, deixando o legado para as futuras gerações.

19) TURISMO COMO VETOR DE DESENVOLVIMENTO: Você consegue exemplificar, a partir da sua experiência, como o turismo pode colaborar localmente para um sistema de criação de valor compartilhado?

O projeto tem potencial de um desenvolvimento amplo da comunidade. Hoje a pesca é a principal atividade econômica, mas com o incentivo ao ecoturismo, os visitantes se tornam demandantes de novos serviços. Os pescadores podem vender seus produtos sem atravessadores; artesãos, cozinheiros, piloteiros (guia de pesca) terão público. Se a região se tornar um polo reconhecido do ecoturismo, moradores poderão alugar seus espaços, poderão almejar outras profissões ligadas ao turismo (instrutores de mergulhos, atividades de aventura, ioga, guia turístico), outras opções de hospedagem podem ser construídas. Os produtos agrofloresteiros podem abastecer mercados das cidades próximas, que hoje não disponibilizam alimentos orgânicos e recebem produções vindas de locais distantes. As pessoas que se capacitarem nas atividades de permacultura podem ser replicadoras para outras regiões. O desenvolvimento não fica apenas na comunidade. Os cursos fomentam redes de colaboração para que os aprendizados não fiquem restritos, mas possam se expandir para os locais de origem dos capacitados, num grande intercâmbio de conhecimento. Pelas experiências vividas, os turistas podem ser estimulados a procurar alimentos e práticas mais sustentáveis em seus locais de origem.

20) REPLICABILIDADE: Para você, é possível identificar outros projetos que foram inspiradores para sua iniciativa? Em quais aspectos? E como o seu projeto se preocupa em inspirar outras iniciativas e ser replicado em outros contextos? Há alguma estratégia para viabilizar sua replicação?

Dentro deste Desafio encontrei vários projetos que me inspiraram a evoluir minhas ideias inicias, com os quais estou em contato e já vejo possibilidades de grandes parcerias. Esse foi o aspecto mais inspirador, já que nós estávamos muito isolados nos objetivos do projeto. Foi muito bom receber apoio de muitos outros agentes de transformação espalhados pelo Brasil que me levaram a perceber que faço parte de um todo, e essa rede de pessoas disponíveis realmente pode transformar nossa realidade atual. Foi muito prazeroso descobrir que somos muitos, nos sentimos ainda mais encorajados. Na concepção do projeto tínhamos a preocupação de inspirar outras iniciativas, por isso buscamos compartilhar nossas experiências para que mais pessoas se estimulem para replicar a ideia. Temos um caso em atividade no momento que é uma parceria com um projeto que atua no assentamento São Gabriel, no Pantanal, com 16 famílias. Na metade de 2021 receberemos um grupo de membros do projeto para que apresentemos atividades, ideias e tecnologias que possam ser adaptadas para a comunidade do Pantanal. Temos certeza de que essa é apenas a primeira experiência que teremos com esse propósito. A EcoVila já é um projeto formatado para ser replicado em outras realidades, seja na totalidade ou em partes mais pertinentes para cada situação. Quando recebemos voluntários ou participantes dos cursos, a intenção é justamente mostrar como as práticas da EcoVila Teshuvah podem ser levadas para outros lugares. Podemos receber visitantes que querem levar nossa experiência para suas áreas de atuação, buscando em conjunto a melhor forma de adaptação. Nossa iniciativa parte da ideia da replicabilidade, e a estratégia para isso é ser exemplo do que entendemos que pode ser replicado e dar as ferramentas para que isso seja possível, através da capacitação, prática e disponibilização de mão de obra voluntária para que as transformações sejam possíveis e permanentes, gerando novos replicadores.

21) UTILIZAÇÃO DO PRÊMIO - Caso sua inciativa seja uma das três iniciativas selecionadas para receber o prêmio em dinheiro, como pretende investir o valor recebido?

Em nosso planejamento acreditamos que poderíamos estar com a estrutura física completa em 5 ou 6 anos. Porém, com o incentivo financeiro poderíamos trabalhar em recursos chave para acelerar o processo e ter a estrutura desejada em cerca de 2 anos. Esses recursos são: casa mãe para recepção dos voluntários e servir como sala de aula para nossos cursos, sistema fotovoltaico, um barco para possibilitar o acesso a outras ilhas da comunidade e acesso ao porto (hoje utilizamos um barco emprestado).

22) a) TURISMO SUSTENTÁVEL: o que é turismo sustentável para você?

É um turismo que não degrada a região, que preserva o ecossistema, que contribui para a manutenção e o desenvolvimento constante. É a certeza que ano a ano você encontrará um lugar preservado. É uma atividade que se mantém economicamente saudável, que sustenta financeiramente, de forma digna, a rede de pessoas envolvida. É a manutenção dos recursos naturais do planeta, por meio do contato educacional-ambiental que turistas podem receber em ambientes com uma cultura sustentável.

22) b) TURISMO SUSTENTÁVEL: Com base na sua experiência, quais você considera serem os principais desafios para a implementação de iniciativas de turismo sustentável na atualidade? Quais caminhos você vislumbra para superá-los?

Considero como um dos maiores desafios para o turismo sustentável a conscientização da comunidade do destino turístico. Mesmo com turistas conscientes, a região de destino é o fator que mais impacta na sustentabilidade dessa atividade econômica, tanto na mudança de comportamento de novos turistas, como em suas próprias relações com o ecossistema. Transformar velhos conceitos e desenvolver novas atitudes, não apenas com o meio ambiente, mas também nas relações interpessoais, é um desafio. Para estabelecer a sustentabilidade como ferramenta do turismo temos muito trabalho e dedicação pela frente. Acredito que um dos caminhos para essa transformação seja justamente a eficácia e sucesso das mudanças, juntamente com a possibilidade de continuar a desenvolver uma comunidade sustentável a partir de apoio um dos outros e também de outros atores sociais, como o próprio estado e ONGs. Em parceria com essas mudanças vem a educação de crianças e adolescentes no sentido ambiental, garantindo a continuidade da evolução. Por fim, o turista, consciente ou não, chegando a um local de ecoturismo sustentável, vai se adequar a essa realidade, e quem sabe, quebrar paradigmas ou reafirmar os conceitos ambientais já estabelecidos.

22) c) TURISMO SUSTENTÁVEL: Quais oportunidades você considera importantes para fortalecer iniciativas de turismo sustentável?

Iniciativas como a deste Desafio contribuem para novos projetos. O nosso projeto está nascendo e aqui encontramos uma rede de relacionamento que certamente teríamos mais dificuldade de descobrir sozinhos. Com outros projetos nós aprendemos e evoluímos. Acreditamos que a formação de redes é fundamental para o sucesso dos projetos. Mas não podemos deixar de mencionar que as políticas públicas são essenciais para a efetivação das iniciativas. Não conseguimos implementar os projetos se não houver apoio e incentivo das autoridades e órgãos regulamentadores.

Evaluation results

11 evaluations so far

1. IMPACTO: Esta iniciativa demonstra impacto relevante, e com evidências quantitativas e qualitativas?

Com toda certeza. - 36.4%

Sim, há evidências quantitativas e qualitativas de seu impacto na comunidade. - 45.5%

De forma parcial. - 18.2%

Não, há pouca evidência de resultados de impacto. - 0%

Não. - 0%

2. INOVAÇÃO: Esta iniciativa desenvolveu e implementou uma abordagem inovadora?

Com toda certeza. - 36.4%

Sim, tem características inovadoras. - 45.5%

De forma parcial. - 18.2%

Não, há pouca evidência demonstrada. - 0%

Não. - 0%

3. PLANEJAMENTO FINANCEIRO E OPERACIONAL: A iniciativa tem como base um modelo de negócio viável e mostra planos realistas de longo prazo para a sustentabilidade financeira?

Com toda certeza. - 9.1%

Sim, a iniciativa tem um bom modelo de negócio. - 54.5%

De forma parcial. - 36.4%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

4. REPLICABILIDADE & CRESCIMENTO: Avalie a escalabilidade da iniciativa. Ela tem potencial de ser replicada em outros contextos sociais, culturais e/ou geográficos?

Com toda certeza. - 18.2%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 45.5%

De forma parcial. - 36.4%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

5. AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO: Uma/um agente de transformação social é alguém que se propõem a lidar e encontrar soluções coletivas para o bem de uma comunidade, um grupo, uma localidade. Queremos saber: essa iniciativa ajuda a inspirar e apoiar outras pessoas a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades?

Com toda certeza. - 45.5%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 45.5%

De forma parcial. - 9.1%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

6. DIVERSIDADE: Esta iniciativa demonstra a inclusão de públicos diversos em sua iniciativa, seja nos parceiros com os quais colabora e/ou na composição de sua equipe?

Com toda certeza. - 9.1%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 54.5%

De forma parcial. - 27.3%

Insuficiente. - 9.1%

Não. - 0%

7. AVALIAÇÃO GERAL: De forma geral, você considera que esta iniciativa deve avançar para a próxima fase do Desafio e se tornar um semifinalista?

Sim, com toda a certeza! - 27.3%

Sim, acredito que sim. - 54.5%

Talvez. - 9.1%

Provavelmente não. - 9.1%

Não. - 0%

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Olá Bruno e equipe,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

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Photo of Bruno Sales Landim
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Olá Salvador e equipe, obrigado pelo seu convite, seria um prazer poder fazer parte deste movimento, vou entrar em contato com certeza. Obrigado pela oportunidade.
Um abraço

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Photo of Faby Dickmann
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Olá Bruno !!
Meu nome é Fabiana, sou idealizadora do programa de turismo no espaço rural "Caminhos do Campo", achei muito interessante seu projeto, e estou interessado em conversar a respeito,se poder entrar em contato esse é meu e-mail fabi.dickman@gmail.com
Parabéns pelo projeto...

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Photo of Bruno Sales Landim
Team

Olá Fabiana! Fico feliz que tenha se interessado, toda parceria é bem vinda. Eu já enviei um email para você, caso não tenha recebido, o meu email é brunolandim.personal@gmail.com
Eu também gostei muito do "Caminhos do Campo", espero que continuem se desenvolvendo e auxiliando a comunidade. Um abraço:)

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Photo of Faby Dickmann
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Obrigado, mantemos contato. Abraço.

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Photo of Diaspora.Black Da Silva Filho
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Diaspora.Black está à disposição para qualquer possibilidade de contribuir para o desenvolvimento deste belo trabalho.
Somos uma plataforma de venda de turismo de propósito e se fizer sentido, nos colocamos à disposição.
Grande abraço

Ei, já estava esquecendo de lhe pedir pra dar uma passada em nossa página e se curtir, pode comentar e avaliar, tá? rsrs
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/inscricoes/diaspora-black-promovendo-a-transformacao-no-turismo-atraves-da-tecnologia-e-da-diversidade

Grande abraço

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Photo of Bruno Sales Landim
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Olá pessoal, eu achei incrível o projeto de vocês, já tinha lido antes de iniciar as avaliações em pares, fiquei feliz em saber que este projeto existe e com certeza, eu gostaria de ser uma opção de destino e fomentar uma parceria.
Meu email é brunolandim.personal@gmail.com caso queira entrar em contato.

Um forte abraço a todas/os :)

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Photo of Diaspora.Black Da Silva Filho
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Obrigado Bruno, já estou lhe escrevendo por e-mail.
Parabéns pelo belo trabalho e obrigado pelo apoio!
Abraço

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Photo of Contraponto Espaço Educacional
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Parabéns pela iniciativa! Que a evolução seja constante e que venham muitas conquistas! Depois da uma passadinha aqui https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/avaliacao-i/projeto-contraponto-turismo-sustentavel-pedagogico-e-de-base-comunitaria-na-comunidade-rural-de-extrema-congonhas-do-norte-mg para conferir nosso projeto também! Valeu! Sucesso pra vcs!

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Photo of Casa Rosa e Verde Teresópolis
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Sorte! Já fiz sua avaliação e amo seu projeto!!!! @casarosaeverde

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Photo of Bruno Sales Landim
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Olá, obrigado! Eu tbm amo o projeto de vocês, aliás, temos muitas coisas em comum, espero poder passar um tempo aí com vcs, e aprender muito. Sou grato por essas conexões ;)

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Photo of Angelica Pio
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Parabéns pela iniciativa.
Fiquei interessada em conhecer.
Acho que cada dia mais as iniciativas neste modelo irão fazer a diferença.

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Photo of Bruno Sales Landim
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Olá Angelica, obrigado.
Logo voltaremos a receber hóspedes e voluntários, seria um prazer ter sua colaboração.
:)

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Photo of Angelica Pio
Team

Bruno vcs possuem rede social ?
Gostaria de ve mais do trabalho de vcs.
��

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Photo of Bruno Sales Landim
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Ainda não temos perfil nas redes sociais, estamos em um processo de muitas mudanças na estrutura e ampliando a equipe, aproveitando o momento em que estamos proibidos de receber hóspedes por conta do covid-19, achamos melhor terminar essa etapa para ter uma divulgação mais certeira, acredito que em novembro já estaremos na ativa online;)

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Photo of Angelica Pio
Team

Ok. Boa sorte na retomada.
Nossa rede social é @fdovale2019 .Estarei acompanhando vcs. : )

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Photo of Ekoways Turismo e Sustentabilidade
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Parabéns pela iniciativa! Gostei muito do projeto e espero que no futuro podemos somar forças, acredito nas pontes de transformação entre espaços e pessoas. Juntos por um turismo mais sustentável. :)

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Photo of Bruno Sales Landim
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Olá, obrigado! Ainda temos um longo caminho pela frente, mas tenho certeza, que com o apoio mútuo entre projetos destinados a sustentabilidade, vamos acelerar os resultados positivos. Seria um prazer ter vocês como parceiros. Um abraço forte.

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Photo of Sergio Espada
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Muito lindo esse projeto. Já sou fã da ideia e quero me colocar a disposição para ajudar com o que estiver no meu alcance para fazer ele acontecer!! Um Abraço!

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Photo of Bruno Sales Landim
Team

Olá Sérgio, eu estou impressionado, como os projetos aqui são bons, e o seu projeto é um dos que da vontade fazer junto. Você é nosso convidado, será um prazer ter você aqui fortalecendo a transformação.

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Photo of Alvaro Fiore
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Olá Bruno! Projeto lindo e muito perto de nossa Bombinhas. Acredito que nossos projetos têm o mesmo espírito de restauração e melhora dos sócios ecossistemas e que podemos trabalhar juntos no futuro. Nós estamos na etapa piloto, mas de aqui pouco começaremos em produção. Grande Abraço e muito sucesso!

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Photo of Bruno Sales Landim
Team

Sim Álvaro, podemos ser parceiros com certeza, quero estar atento ao projeto de vocês.