Rede Anfitriões do Litoral do Paraná

Fomento ao Ecoturismo e Cicloturismo de base comunitária. Educação para inovação, governança participativa e sustentabilidade do turismo.

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Nome completo do(a) representante do projeto

Beatriz Leite Ferreira Cabral- UFPR LITORAL

E-mail

beatriz.cabral.ufpr@gmail.com

Nacionalidade

Brasileira

Gênero

  • Feminino

Data de Nascimento

15091983

Nós, da Universidade Federal do Paraná, pretendemos dar continuidade às ações de ensino, pesquisa participativa e extensão que fomentam o turismo inovador, de base comunitária e construído com a Rede Anfitriões do Litoral do Paraná. 

Sede da organização (UF)

  • Paraná

Site da organização

www.litoral.ufpr.br

Mídias sociais da organização

https://www.facebook.com/anfitrioesdoturismolitoralPR/ - Rede Anfitriões do Litoral www.facebook.com/UFPRLitoral- UFPR LITORAL http://www.proec.ufpr.br/maiscultura/index.html Projeto Mutirão UFPR- Eixo de Economia Criativa

Data em que você iniciou o projeto

Fevereiro/ 2015

Estágio do projeto

  • Em crescimento (passaram das primeiras atividades; trabalhando para o próximo nível de expansão)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

A presente proposta é fruto da atuação inovadora da UFPR que, desde 2015, fomenta no litoral do Paraná, o turismo de base comunitária com foco na sustentabilidade. Em 2018 fomos responsáveis pela configuração da Rede Anfitriões do Litoral, formada por 15 comunidades caiçaras. Em 2019 o projeto esteve entre os finalistas do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2019/2020 (OMT, ONU, MMA e Mtur) na categoria academia / menção honrosa. Desde janeiro, em parceria com Programa Ciclovida e Governo do Estado do PR, estamos coordenando a cocriação da Ciclorrota Caiçara. Acreditamos que este edital possibilitará a mobilização de atores sociais, para constituir a governança participativa do turismo de base comunitária e o cicloturismo, ambos focados na sustentabilidade. Nos inspiramos nas seguintes iniciativas: Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA), Prainha do Canto Verde (CE), Projeto Acolhida na Colônia (SC), Cicloturismo no Vale do Itajaí (SC) e Reserva Extrativista Mandira (SP).

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

Em 05 anos de atividades, identificamos os seguintes problemas: (I) Falta de oportunidade de trabalho e renda para famílias e sobretudo jovens de comunidades tradicionais. (Ii) Modalidades de turismo pouco impactantes, em comunidades e unidades de conservação ainda são incipientes e pouco reconhecidas como possibilidade de desenvolvimento, por moradores da região. (iii) Iniciativas vinculadas ao turismo sustentável ocorrem de forma fragmentada e não condizem com o potencial da região.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

A Universidade será responsável por cocriar soluções, juntamente com os parceiros da instância de governança participativa do ecoturismo e cicloturismo de base comunitária. Nossa estratégia para ampliar a geração de renda para famílias e jovens da região é a realização de cursos, intercâmbios, oficinas, além de assessorias, encontros e investimento em marketing. Os cursos serão elaborados e ministrados pela UFPR e especialistas com experiência em temáticas específicas. Também serão realizadas oficinas culturais, a serem conduzidas por mestres da cultura local. O processo formativo visa atender aos novos paradigmas, captar recursos, monitorar e ordenar o fluxo de visitantes e planejar atrativos turísticos inovadores. Para consolidar propostas de turismo sustentável, pretendemos assessorar os anfitriões, para aprimorar o protagonismo da Rede Anfitriões, consolidar lideranças e com eles configurar uma estrutura organizacional participativa, que envolva parceiros de órgãos públicos e privados, responsáveis pela gestão do ecoturismo e cicloturismo nas UCs. Este espaço de decisão será importante para definir estratégias de receptivo turístico, tratando-se do contexto pós-pandemia e a busca pela sustentabilidade. Para cocriar estratégias de gestão e ordenamento da visitação aos atrativos e produtos turísticos. Pretendemos realizar famtours, viagens de benchmarking, formar parcerias comerciais estratégicas e replicar ações de endomarketing junto às escolas e empresas turísticas.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

Neste vídeo busco sistematizar os principais aspectos que diferenciam e caracterizam a ação inovadora da UFPR, para fomentar o turismo sustentável no litoral do Paraná e gerar, de modo participativo, soluções para as problemáticas identificadas. Acreditamos que o cicloturismo e o ecoturismo de base comunitária viabilizam propostas de geração de renda, valorização da cultura e território caiçara e da Floresta Atlântica, através de cursos, intercâmbios, ações de benchmarking e endomarketing.

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

Para cocriação de ações voltadas para a sustentabilidade do turismo, evidencia-se a necessidade de uma atuação universitária inovadora, sendo a extensão um eixo pedagógico estratégico para atender as demandas sociais da região. Fora da pandemia, nosso trabalho é marcado por reuniões, planejamento de eventos, encontros, intercâmbios, assessoria aos anfitriões das comunidades, realização de pesquisa, ações de marketing digital e construção da metodologia e materiais que embasam os processos formativos. Além de desenvolvermos ações de extensão e ensino ao público alvo do projeto, concomitantemente realizamos pesquisas participativas que propiciam a constante análise dos impactos de nossas ações, além de publicarmos artigos, capítulos de livros e materiais paradidáticos para difusão do nosso trabalho, conhecimento produzido e replicabilidade de metodologias, ações e processos. A produção acadêmica associada ao projeto também reforça a importância do tripé ensino-pesquisa-extensão.

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

O projeto inova tanto em termos de metodologias criadas para viabilizar as ações, nos conteúdos utilizados para geração de conhecimento e como nos produtos turísticos gerados por processos participativos. Estivemos entre os finalistas do Prêmio Braztoa- categoria Academia. O desenvolvimento de uma iniciativa de extensão universitária focada na elaboração de uma rota para o cicloturismo que engloba os sete municípios do litoral do Paraná e do turismo de base comunitária, em região que apresenta baixo IDH com diversos déficits públicos, constitui-se uma inovação social. O processo de construção das propostas e configuração da equipe, englobando universidade, poder público e sociedade é algo inovador para que iniciativas de turismo desta Rota sejam protagonizadas pelas comunidades locais. Os produtos turísticos são inovadores ao gerarem novas possibilidades de visitação e para a melhoria do ambiente, promoção da cultura local, visando o protagonismo comunitário na governança para sustentabilidade, bem como reconhecimento político de comunidades que muitas vezes foram invisibilizadas nos processos de planejamento territorial. O estabelecimento de ações educativas e de sensibilização sobre o potencial da região para o turismo sustentável e de base comunitária também é relevante. Os vídeos promocionais de turismo de base comunitária são uma ferramenta inovadora na região e no país, sendo um deles premiado no 37º Seminário de Extensão Universitária da Região Sul.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

A importância estratégica desta proposta para conservação ambiental ocorre na medida em que o planejamento do turismo de base comunitária e o cicloturismo apresentam-se como propostas de atividade econômica que geram impactos reduzidos em comunidades tradicionais situadas em proximidade ou sobrepostas a Unidades de Conservação. Os anfitriões detêm conhecimentos específicos sobre a natureza do local visitado, como por exemplo, sobre os manguezais, aves, baías e fauna local. O ecoturismo e turismo de base comunitária emergem, portanto, como uma via conciliatória entre as demandas de subsistência das comunidades tradicionais e a conservação da biodiversidade no litoral do Paraná. Em relação ao cicloturismo, a região possui um relevo propício para uso da bicicleta como forma de mobilidade saudável e não poluente, o qual poderá ser associado ao uso de transportes aquaviários. A atividade de cicloturismo é uma forma de turismo ativo, saudável e sustentável. Seu fomento, com a valorização da cultura e de empreendimentos familiares situados ao longo do seu trajeto, contribuem para a sustentabilidade do turismo. Neste contexto, acredita-se que o projeto tem um papel importante como organização capaz de promover formas de, em conjunto com outras organizações, desenvolver um modelo de turismo que possa ser inovador e atraente para os visitantes; ao mesmo tempo que promove inovação social e uma alternativa de baixo impacto socioambiental para o uso público dos Parques Nacionais.

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

Cerca de 800 pessoas foram mobilizadas entre instituições públicas de diferentes esferas de atuação, empresas, associação de moradores das comunidades, anfitriões, ciclistas visitantes, professores e estudantes, seja no planejamento ou execução de ações extensionistas. Realizamos nove cursos, quatro encontros, cinco materiais gráficos, seis vídeos promocionais, sete intercâmbios culturais, organização de cinco eventos e seis oficinas temáticas. Gedivaldo Amorim relata: “O curso Anfitriões mudou o pessoal que trabalha com o turismo, porque as pessoas não têm a visão de como receber os turistas, sobre os atrativos, melhorando, inovando. Dar nome para as coisas, valorizar o que muitas vezes a gente não dá tanto valor quanto os turistas. Eu gosto da natureza e por isso vivo nela, mas o turista tem outro olhar. A gente acaba valorizando mais o que pra gente é normal. O curso ajudou a gente a ter mais contato com outras comunidades”. Elvisley Ferreira: “[...] com a oportunidade da UFPR, de a gente poder estar fazendo esse curso também, se especializar melhor em como receber, como atender esse cliente, como orientar numa trilha. Muita das vezes tem pequenas coisas que fazem diferença".

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Pretendemos realizar as seguintes ações, já testadas durante a existência do projeto: Divulgação e estruturação da Ciclorota Caiçara e curso de formação dos empreendedores situados ao longo do percurso. Encontros das Comunidades, realizados de forma itinerante. Realização de novos cursos voltados para gestão financeira, captação de recursos, organização em rede, marketing e sustentabilidade. Realização de ações de benchmarking com outras iniciativas semelhantes no Brasil; e de endomarketing, voltada para empresários da região, agências especializadas em turismo sustentável e escolas. Realização de intercâmbios, para troca de experiências e planejamento participativo do turismo sustentável, com participação das comunidades, prefeituras, órgãos responsáveis pelas UCs, gestores da cultura e do meio ambiente e projetos da região. O objetivo será mapear os atrativos, identificar estratégias de gestão e definir papéis e cronograma de ações.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

O principal público é constituído por famílias de comunidades tradicionais da região, sobretudo as que integram a Rede Anfitriões do Litoral e Ciclorota Caiçara. Também colaboramos com o trabalho de instituições e projetos de turismo, prefeituras e governo do estado do Paraná, além de participarmos do Conselho do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, do Parque Nacional Guaricana e APA de Guaratuba, da federação de cicloturismo e do grupo de pesquisadores da Turisol, Rede de Turismo Solidário e de Base Comunitária do Brasil. Nossa colaboração nestas instâncias é para planejar de modo participativo, estratégias de ação, pesquisas e publicações. Também buscamos sensibilizar a população local sobre a existência de modalidades de turismo que sejam distintas ao turismo de massa, como é o caso de escolas municipais e via entrevistas em programas televisivos. Também levantamos as preferências e hábitos de 202 viajantes, o que nos permite gerar produtos turísticos adequados.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

Conforme relatos dos anfitriões do litoral, a participação deles nas ações de extensão foi transformadora, pois passaram a conhecer mais sobre a cultura e lugares do litoral e a desenvolver novas habilidades e iniciativas. Nove anfitriões foram entrevistados em programas televisivos sobre cultura e turismo do litoral e três deles participaram de lives nas redes sociais sobre TBC. Nota-se que, após o curso, anfitriões passaram a integrar Conselhos Consultivos de Unidades de Conservação e associações de moradores. Também destaca-se a realização de “mutirões” para limpeza das trilhas e organização da comunidade e investimentos pessoais em empreendimentos familiares, aprimorando a estrutura de hospedagem e de alimentação. E, por fim, o curso serviu para que a história de muitas famílias e comunidades fosse resgatada pelos próprios anfitriões. O projeto impacta na vida dos estudantes extensionistas e na atuação das instituições parceiras, em processos de gestão do turismo.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Suporte de amigos
  • Vendas
  • Projeto Mutirão UFPR (recurso do então Ministério da Cultura), entre 2015 e 2018.

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

Em 2021 teremos um aporte financeiro de 15 mil, obtido via editais internos, tendo em vista que o Programa Ciclovida foi uma das propostas mais bem avaliadas na UFPR. Tal recurso será destinado para viabilizar ações de formação de parcerias, mapeamento e divulgação de atrativos vinculados ao cicloturismo de base comunitária. No entanto, para que o projeto desempenhe suas atividades e alcance seus objetivos de modo satisfatório, fazem-se necessários investimentos complementares, que garantam investimento em logística (transporte, alimentação e hospedagem) para viabilizar a realização de encontros, intercâmbios e cursos previstos. Os recursos propiciarão renda às famílias que prestarão serviços nas comunidades. Há também necessidade de confeccionar materiais impressos e audiovisuais, para viabilizar as ações de marketing e elaborar o material de apoio aos cursos. Espera-se que gradativamente a comunidade e gestores do turismo assumam mais o protagonismo da governança da sustentabilidade e venham a participar dos investimentos que viabilizem a manutenção das ações. Atualmente, 100% dos nossos investimentos são oriundos de recursos da própria universidade. Pretendemos gradativamente obter outras fontes de recurso via parcerias e sermos aprovados em editais, além de apoio do governo do estado do Paraná, com o qual o projeto já desenvolve ações conjuntas, para que seja viabilizada a implantação de estrutura na Ciclorota Caiçara. Nossas atividades serão alavancadas com recursos.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$1.000 e R$10.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • acima de R$ 50.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

Dedicação de 12h/ semana: Coordenadores: Beatriz Cabral, bacharel em turismo, especialista e mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento, responsável pelas ações de turismo de base comunitária. José Pedro Da Ros, bacharel e doutor em Turismo, especialista em ecoturismo. José Carlos Belotto, doutorando em Sustentabilidade Ambiental Urbana e responsável por coordenar a cocriação da Ciclorrota Caiçara. Estudantes de Gestão de Turismo: Felipe Souza, coordena ações de marketing, Allana Araújo e Altair Francisco participam do planejamento da ciclorrota; e Ytalo Augusto, estudante integrante da Rede Anfitriões. Dedicação eventual: Alini Nunes, bacharel em Geografia, pós-doutoranda em Turismo; e professor doutor Luis Mestre, ornitólogo e especialista em elaboração de mapas. Pretendemos convidar para participar do projeto Joice Mendes, representante da Rede Anfitriões e Associação de Moradores do Costão; e servidor do ICMBio/ PNSHL. A equipe será mantida até o término da execução do projeto.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

O incentivo do desenvolvimento da proposta do turismo de base comunitária no litoral paranaense também significa a valorização das dezenas de comunidades tradicionais (neste caso, Caiçaras) que habitam a região, juntamente de sua diversidade e especificidades. Além da valorização de sua cultura e modo de vida, ou seja, de sua identidade, ao mesmo tempo que promove inovação social e uma alternativa sustentável para o uso público das Unidades de Conservação da região. A equipe é composta por pessoas de diferentes locais de residência, favorecendo múltiplas relações e compreensões sobre o turismo na região e que correspondem a múltiplas áreas de conhecimento, de modo a promover o diálogo interdisciplinar e troca de experiências. Há também, diferenças etárias e de aptidões entre os estudantes, participação de moradores da região e colaboração de representante do ICMBio PNSHL. A diversidade propicia uma compreensão ampliada da realidade e favorece a cocriação de soluções e propostas.

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Comunidade periférica
  • Outra Comunidade Tradicional
  • Comunidades Caiçaras, entre elas comunidades situadas na área rural ou em regiões periféricas.

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

O incentivo do desenvolvimento da proposta do turismo de base comunitária no litoral paranaense também significa a valorização das dezenas de comunidades tradicionais (neste caso, Caiçaras) que habitam a região, juntamente de sua diversidade e especificidades. Além da valorização de sua cultura e modo de vida, ou seja, de sua identidade, ao mesmo tempo que promove inovação social e uma alternativa sustentável para o uso público das Unidades de Conservação da região. A equipe é composta por pessoas de diferentes locais de residência, favorecendo múltiplas relações e compreensões sobre o turismo na região e que correspondem a múltiplas áreas de conhecimento, de modo a promover o diálogo interdisciplinar e troca de experiências. Há também, diferenças etárias e de aptidões entre os estudantes, participação de moradores da região e colaboração de representante do ICMBio PNSHL. A diversidade propicia uma compreensão ampliada da realidade e favorece a cocriação de soluções e propostas.

16) Como você soube desse desafio?

  • Mídia social
  • Recomendado por outras pessoas

17) ADAPTABILIDADE: Como sua iniciativa contribui para a resiliência socioeconômica e cultural da comunidade em que você atua? Ou seja, como ela ajudou a comunidade a se adaptar em uma situação de crise como a pandemia da covid-19?

Desde março, nós do Projeto de extensão “Fortalecimento da Governança participativa do ecoturismo, turismo de aventura e turismo de base comunitária” (iniciado em 2015) estabelecemos parceria com o “Programa Ciclovida” (com início em 2008) com o objetivo de fomentar o cicloturismo e ecoturismo de base comunitária no litoral. Após início da pandemia, priorizamos o planejamento participativo da Rota de Cicloturismo Caiçara. Para tanto, organizamos 11 encontros virtuais para levantamento participativo e georreferenciamento dos atrativos e serviços turísticos, além de “Conversas com Especialistas” de outras regiões do Brasil. Assim foi possível compreender o "estado da arte" sobre o cicloturismo na região. Nossa relação com o público alvo de nossas ações, os integrantes da Rede Anfitriões do Litoral, foram modificadas. Viabilizamos a participação de três anfitriões da Rede, em “lives” sobre o TBC da Rede Anfitriões, a convite de ONG nacional. Estamos dialogando com os anfitriões sobre adaptações no pós pandemia. Ademais, avançamos em pesquisas e publicações referentes à experiência de 05 anos de atuação do projeto. Realizamos sondagem do consumidor do ecoturismo, turismo de aventura e turismo de base comunitária com 202 viajantes de todo o país, cujos resultados favorecem a definição de estratégias de marketing. Em estudo sobre culinária caiçara e turismo, identificamos que 12 comunidades da Rede Anfitriões proporcionam serviços e experiências de visitação associadas à cultura alimentar caiçara. Foi finalizada a versão digital do fascículo “Turismo nas Escolas”, a ser distribuído em 2021 às escolas municipais da região, que registra nossas ações educativas em escolas, acerca do turismo e sustentabilidade. Participamos de programa da RPC-GLOBO, sobre o turismo de base comunitária no litoral, durante e pós pandemia. Duas organizações entraram em contato, para estreitar parcerias, processo em andamento. No atual momento, estamos pesquisando sobre metodologias para Redes.

18) MUDANÇAS SISTÊMICAS: Você diria que sua atuação gera ou visa a mudança sistêmica? Caso sim, por favor explique.

Promovemos ações extensionistas inovadoras, capazes de promover novos modelos de governança participativa e cocriar estratégias para a sustentabilidade do turismo, a longo prazo. Em 2019 o Projeto recebeu o Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2019/2020, na categoria “Academia”. Entre as inúmeras ações desenvolvidas neste período, destacam-se os cursos de extensão: “Anfitriões da Baía de Guaratuba” e “Anfitriões do Litoral”, bem como o curso de “Culinária e Turismo de base comunitária”, que tiveram como propósito a qualificação dos serviços turísticos da região, bem como a valorização do território, cultura e atrativos. Assim, o desenvolvimento de roteiro regional de cicloturismo de base comunitária e propostas de visitação às comunidades tradicionais configuram um novo modelo de turismo para o litoral do Paraná. Neste sentido, a UFPR, como instituição cocriadora de roteiros, rotas e experiências de turismo que valorizam os atributos naturais da região e as práticas culturais de comunidades, além de favorecer o empreendedorismo e geração de renda às pessoas que vivem em Unidades de Conservação onde as oportunidades de trabalho são limitadas. Participamos do Conselho de dois Parques Nacionais (Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange e Parque Nacional Guaricana); e fomentamos o trabalho de anfitriões e o cicloturismo em um Parque Estadual, duas Áreas de Proteção Ambiental e outro Parque Nacional. O Ciclovida representa a UFPR no conselho paranaense de ciclomobilidade e fazemos parte do Grupo de Pesquisadores da Rede Nacional de Turismo de Base Comunitária- Turisol. Tais participações influenciam processos de formulação de políticas públicas, planejamento e pesquisas sobre o turismo sustentável na região. Outra mudança sistêmica está na organização do turismo em Rede, em um modelo de relações que pressupõem parcerias, diálogo, transparência e colocam as comunidades locais como agentes de transformação que protagonizam a gestão do Turismo de base comunitária.

19) TURISMO COMO VETOR DE DESENVOLVIMENTO: Você consegue exemplificar, a partir da sua experiência, como o turismo pode colaborar localmente para um sistema de criação de valor compartilhado?

O turismo desenvolvido nas comunidades tradicionais do litoral envolve serviços de alimentação em restaurantes familiares e casas de família; hospedagem em casas de moradores, serviço de transporte náutico (realizado em embarcações de pequeno porte) e trabalho de condução nos passeios. Após o Curso Anfitriões, cada pessoa decidia qual das atividades optaria por realizar e identificamos que há uma complementaridade, tanto em termos de prestação de serviço, quanto em termos de características de atrativos que cada comunidade dispunha. Tal fator favorece a cooperação entre as pessoas que participam do receptivo turístico nas comunidades. Sabe-se que o trabalho é organizado na família, sendo normalmente conduzido por no mínimo duas pessoas da família. O fato de a Rede dos Anfitriões ser composta por representantes de diferentes comunidades amplia as possibilidades de visitação à região, contribuindo para que o visitante possa permanecer por mais dias na região, ou que venha a retornar outras vezes, para conhecer outras localidades. O serviço é prestado por unidades familiares que trabalham de forma complementar entre si. Em diálogo com os anfitriões, eles demonstram que há necessidade de expandir a quantidade de pessoas dispostas a receber o visitante na comunidade, caso o fluxo de visitantes seja aumentado. Em estudo sobre a culinária e cultura alimentar caiçara e turismo de base comunitária identificamos que a oferta de experiências gastronômicas de base comunitária valorizam e otimizam a produção de alimentos das comunidades (cultivo de ostras, pesca, extração de caranguejo, coleta de frutas, produção de farinha, entre outras), ao gerar valor agregado e incluir novos agentes que passam a ser beneficiados, ainda que indiretamente, pelo turismo nas comunidades. Desde o início das iniciativas de TBC, foram desenvolvidos e formalizados 08 novos empreendimentos geridos por pessoas que integram a Rede, mostrando a possibilidade de formalizar e qualificar a Rede.

20) REPLICABILIDADE: Para você, é possível identificar outros projetos que foram inspiradores para sua iniciativa? Em quais aspectos? E como o seu projeto se preocupa em inspirar outras iniciativas e ser replicado em outros contextos? Há alguma estratégia para viabilizar sua replicação?

Desenvolvemos ações para replicabilidade interinstitucional, entre instituições de Ensino Superior e gestores de UCs onde nosso projeto ocorre; intercomunitária, entre comunidades da região e até mesmo via diálogo com comunidades de fora do litoral, via intercâmbios formativos e eventos. Já pudemos replicar algumas ações, desenvolvidas inicialmente com comunidades da Baía de Guaratuba, em parceria com órgãos públicos das três esferas de governo e escola de educação infantil em outras comunidades do litoral paranaense. Também pretendemos replicar ações vinculadas ao cilcoturismo. Nossa principal estratégia para replicar ações é desenvolver publicações científicas ou materiais audiovisuais que propiciem o contato com o trabalho desenvolvido nestes anos e oriente para o desenvolvimento de ações semelhantes, tal como o fascículo “Turismo na Escola”, material anexado que retrata ações educativas conduzidas por nossa equipe e orientações para que as mesmas sejam desenvolvidas na realidade de diferentes escolas. Também produzimos um capítulo de livro intitulado “Relato de Experiências”, para registro dos detalhes das experiências realizadas. Ademais, participamos de eventos de extensão internos à UFPR e que contam com a participação de outras instituições, como é o caso do SEURS, desenvolvemos diversos vídeos relatando sobre o desenvolvimento das ações do projeto e concedemos entrevistas a programas de televisão sobre turismo na região. Acolhida na Colônia nos inspira, ao demonstrar a viabilidade de adotar um sistema de organização em rede, que estabelece acordos internos, padrão de qualidade condizente com a realidade dos agricultores, além de ter uma excelente inserção no mercado regional, nacional e internacional. Uma das nossas missões nos processos de cocriação de estratégias de desenvolvimento do turismo sustentável e formação das pessoas é mobilizar pessoas e instituições, para que integrem e desenvolvam ações de modo integrado e com vistas à sustentabilidade.

21) UTILIZAÇÃO DO PRÊMIO - Caso sua inciativa seja uma das três iniciativas selecionadas para receber o prêmio em dinheiro, como pretende investir o valor recebido?

Para gerir o recurso, pretendemos formalizar uma instância de governança participativa do ecoturismo e cicloturismo de base comunitária, para que o recurso seja utilizado de forma transparente e condizente aos objetivos dos atores sociais que comporão tal instância. Pretendemos dar continuidade aos processos formativos realizados de forma itinerante, realizar benchmarking (aprendizagem com outras experiências), endomarketing (mkt "interno") encontros interinstitucionais e intercomunitárias.

22) a) TURISMO SUSTENTÁVEL: o que é turismo sustentável para você?

Para mim, é um turismo que seja condizente aos anseios das populações que residem no território turístico e que não prejudique a qualidade do ar, das águas, do solo e da vida animal. É o turismo que não exclui os moradores do seu território mas que sim, oferece condições atraentes que os leve a permanecer no seu local de morada. A sustentabilidade do turismo garante condições para qualidade de vida humana e manutenção de outras espécies no local visitado. É um turismo que gera renda e também, condições mais dignas de vida para pessoas que conduzem serviços e produtos vendidos direta ou indiretamente aos visitantes. É um turismo que semeia esperança para gerações futuras, propicia trocas, amizades, colaboração e cocriação. Ele atrai visitantes que adotam posturas responsáveis durante sua permanência no local visitado, que são conscientes dos danos que a atividade pode gerar, e que estão dispostos a aprender, trocar e interagir com o território.

22) b) TURISMO SUSTENTÁVEL: Com base na sua experiência, quais você considera serem os principais desafios para a implementação de iniciativas de turismo sustentável na atualidade? Quais caminhos você vislumbra para superá-los?

O principal desafio é a mudança de percepção e, por consequência, de atitude em relação ao turismo, por parte daqueles que gerem a atividade em seu território. A mudança de percepção requer novas relações com o território e com as pessoas que ali vivem, com as quais estabelecemos vínculos. Pudemos identificar isto nos processo formativos, no módulo denominado “Nossa cultura, nossa comunidade”, que seria para moradores desenvolverem um novo olhar sobre aspectos que aparentemente eram rotineiros, desinteressantes ou até mesmo motivos de vergonha. Mudar a percepção e enxergar o valor agregado que o turismo pode gerar para as práticas culturais e lugares das comunidades tradicionais é algo desafiador. Outro entrave é a baixa capacidade de as pessoas participarem dos processos de tomada de decisão sobre seu território e baixíssimo incentivo para o empreendedorismo local. A mudança de percepção e o empoderamento das pessoas para que passem a se organizar coletivamente e para que gerem transformações no seu território é algo bastante dificultoso, pois pressupõe o diálogo, a transparência, respeito e corresponsabilidade, aspectos que não fazem parte da nossa educação e espaço cidadão. Portanto, nossos cursos e assessorias são voltados para aprimorar os processos de gestão do turismo, seja no âmbito familiar, como também no âmbito da Rede Anfitriões. Acreditamos que a governança participativa é fundamental, para que haja sustentabilidade do turismo, a longo prazo. Portanto, também concebemos processos de planejamento participativo e formação também dos parceiros, para que reconheçam a importância da atuação coletiva para atingir objetivos comuns, que sejam favoráveis ao território. Outro desafio está em atrair os visitantes responsáveis e que entendam que as iniciativas ainda são embrionárias e possuem outro “padrão de qualidade”. Para tanto, pretendemos adotar estratégias de marketing digital, endomarketing e formação de parcerias com instituições e iniciativa privada.

22) c) TURISMO SUSTENTÁVEL: Quais oportunidades você considera importantes para fortalecer iniciativas de turismo sustentável?

Ao longo da nossa trajetória de atuação, geramos e identificamos diversas oportunidades que poderão favorecer o alcance dos nossos objetivos. As principais oportunidades estão associadas às possibilidades de novas parcerias, tendo em vista que nesta etapa de desenvolvimento do projeto, organizações de diferentes âmbitos de atuação (municipal, estadual ou federal) estão estabelecendo aproximações, para desenvolver ações em conjunto. Uma oportunidade relevante é o aumento da visibilidade de modalidades de turismo que sejam mais sustentáveis e viáveis para o litoral do Paraná, tanto por órgãos gestores, como também para visitantes e pessoas das comunidades. Isto se dá pelo reconhecimento do ecoturismo e cicloturismo como estratégias de desenvolvimento para a região, no recém desenvolvido “Plano de Desenvolvimento Sustentável do Litoral do Paraná-PDS”, desenvolvido de modo participativo, como instrumento de gestão da região. Há também de se ressaltar a importância dos programas televisivos, para alcance e sensibilização do público. Ademais, estudos indicam que a busca por modalidades de turismo sustentável em destinos regionais é uma tendência, tendo em vista o contexto de pós-pandemia. Assim, é necessário que as pessoas e empreendimentos familiares estejam preparados para receber os turistas que terão comportamentos e demandas específicas. Assim, o cicloturismo e ecoturismo de base comunitária são modalidades propícias para atenderem às novas demandas. Outra oportunidade interessante é o fato de estarmos inseridos em Conselhos que influenciam diretamente no uso público das Unidades de Conservação, em que o turismo é uma das principais alternativas para os parques estaduais e federais. Consideramos que o reconhecimento do projeto em concursos representa uma oportunidade para obtenção de recurso que viabilize a continuidade do nosso trabalho, como é o caso deste edital.

Evaluation results

12 evaluations so far

1. IMPACTO: Esta iniciativa demonstra impacto relevante, e com evidências quantitativas e qualitativas?

Com toda certeza. - 25%

Sim, há evidências quantitativas e qualitativas de seu impacto na comunidade. - 50%

De forma parcial. - 25%

Não, há pouca evidência de resultados de impacto. - 0%

Não. - 0%

2. INOVAÇÃO: Esta iniciativa desenvolveu e implementou uma abordagem inovadora?

Com toda certeza. - 16.7%

Sim, tem características inovadoras. - 66.7%

De forma parcial. - 8.3%

Não, há pouca evidência demonstrada. - 8.3%

Não. - 0%

3. PLANEJAMENTO FINANCEIRO E OPERACIONAL: A iniciativa tem como base um modelo de negócio viável e mostra planos realistas de longo prazo para a sustentabilidade financeira?

Com toda certeza. - 0%

Sim, a iniciativa tem um bom modelo de negócio. - 50%

De forma parcial. - 41.7%

Insuficiente. - 0%

Não. - 8.3%

4. REPLICABILIDADE & CRESCIMENTO: Avalie a escalabilidade da iniciativa. Ela tem potencial de ser replicada em outros contextos sociais, culturais e/ou geográficos?

Com toda certeza. - 16.7%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 58.3%

De forma parcial. - 25%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

5. AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO: Uma/um agente de transformação social é alguém que se propõem a lidar e encontrar soluções coletivas para o bem de uma comunidade, um grupo, uma localidade. Queremos saber: essa iniciativa ajuda a inspirar e apoiar outras pessoas a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades?

Com toda certeza. - 25%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 58.3%

De forma parcial. - 16.7%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

6. DIVERSIDADE: Esta iniciativa demonstra a inclusão de públicos diversos em sua iniciativa, seja nos parceiros com os quais colabora e/ou na composição de sua equipe?

Com toda certeza. - 33.3%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 25%

De forma parcial. - 16.7%

Insuficiente. - 25%

Não. - 0%

7. AVALIAÇÃO GERAL: De forma geral, você considera que esta iniciativa deve avançar para a próxima fase do Desafio e se tornar um semifinalista?

Sim, com toda a certeza! - 25%

Sim, acredito que sim. - 41.7%

Talvez. - 25%

Provavelmente não. - 8.3%

Não. - 0%

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Rota Caiçara - apresentaçãp completa (1).pptx

Esta apresentação sintetiza a proposta da Ciclorota Caiçara, que é inovadora ao aliar cicloturismo e turismo de base comunitário e promover o uso de ícone de mobilidade sustentável. Foi construída de modo participativo, com estudos sobre o "estado da arte" sobre cicloturismo e diálogos com especialistas.

FLYER DIVULGAÇÃO.png

Divulgação dos roteiros

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Team

Olá Beatriz e equipe ,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

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