Rede Nhandereko de Turismo de Base Comunitária: quilombolas, caiçaras e indígenas promovem o desenvolvimento sustentável na Serra da Bocaina

Formada por comunidades tradicionais que praticam turismo de base comunitária a Rede propõe o apoio inicial a sua Central de Comercialização

Photo of Nhandereko Rede TBC
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Nome completo do(a) representante do projeto

Luciene Reis dos Santos Manoel

E-mail

redenhandereko@gmail.com

Nacionalidade

Brasileira

Gênero

  • Feminino

Data de Nascimento

30031977

O Fórum de Comunidades Tradicionais de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba (FCT), é um movimento social, criado em 2007 que reúne Indígenas, Quilombolas e Caiçaras com o objetivo de "Promover o desenvolvimento sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, com ênfase no reconhecimento e garantia dos seus direitos territoriais." 

A região de atuação do projeto compreende o corredor ecológico da Serra do Mar, o Mosaico Bocaina de Unidades de Conservação, situado entre o litoral norte de SP no município de Ubatuba e sul do RJ, em Angra dos Reis e Paraty. É o maior contínuum de Mata Atlântica ainda preservada, região de beleza cênica inigualável e, ao mesmo tempo, palco de diversos conflitos socioambientais. Abriga comunidades tradicionais caiçaras, indígenas e quilombolas, presentes na região há gerações. Essas populações vêm enfrentando problemas comuns, tais como: ameaças às suas terras pela especulação imobiliária; turismo desordenado; restrições impostas por unidades de conservação de proteção integral; acesso insuficiente a serviços de saúde, educação e saneamento básico; e dificuldades de comercialização de produtos da agricultura, do artesanato, do extrativismo e da pesca. Caracteriza-se, pois, como um território de grande vulnerabilidade socioambiental.

Das mais de 65 comunidades tradicionais mobilizadas pelo FCT, quatorze comunidades tradicionais desenvolvem o Turismo de Base Comunitária (TBC), que em 2017 formaram a Rede Nhandereko de Turismo de Base Comunitária. 

O TBC é um dos eixos de ação prioritária para o movimento, o qual se tornou uma ferramenta valiosa para fomentar a salvaguarda dos saberes, manifestações culturais e de todo o modo de vida tradicional que resiste em uma região explorada intensamente pelo turismo de massa.

O intenso trabalho de comunitários, técnicos e parceiros permitiram o desenvolvimento e a qualificação dos serviços oferecidos. A criação da Rede concretiza mais uma etapa do sonho das comunidades tradicionais, que é impulsionar as atividades turísticas pautadas no protagonismo comunitário, em que caiçaras, indígenas e quilombolas compartilham sua cultura, história, realidade, experiências e permitem a geração de trabalho e renda aos comunitários por meio de seus produtos e serviços .


 

Sede da organização (UF)

  • Rio de Janeiro

Site da organização

A Rede está desenvolvendo seu site, ainda não lançado, e hoje utiliza o site do FCT, www.fct.org.br.

Mídias sociais da organização

https://www.instagram.com/redenhandereko/ https://www.instagram.com/forumdecomunidadestradicionais/ https://www.preservareresistir.org/

Data em que você iniciou o projeto

A criação do Fórum de Comunidades Tradicionais inspira experiências comunitárias de TBC desde 2009.

Estágio do projeto

  • Estabelecido (passou com sucesso pelas fases iniciais, tem um plano para o futuro)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

Para a Rede o TBC é uma das possibilidades de permanência no território, fortalecimento da cultura e do modo de vida das comunidades tradicionais. É por este princípio que foi batizada pelo nome guarani Nhandereko que significa “nosso modo de ser, nosso modo de praticar nossa cultura, dança, e costumes”. Se propõe a concorrer ao desafio por entender que em sua trajetória desenvolveu experiências sólidas e sustentáveis de TBC, que ao serem divulgadas impulsionam novas experiências que promovem avanços em autonomia, protagonismo, geração de renda, conservação dos recursos naturais, manutenção dos modos de vida tradicionais, saúde e bem viver pra dentro dos territórios conectados na Rede e fora deles, em redes e políticas públicas. Se premiada investirá no lançamento e no primeiro ano de funcionamento de sua Central de Comercialização que permitirá de forma regular e legal comercializar roteiros turísticos das comunidades de forma coletiva, fortalecer a Rede e os roteiros comunitários.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

São três os problemas centrais: -as atividades turísticas de massa que degradam recursos locais e excluem o protagonismo, força de trabalho, capacidades e modos de vida das comunidades tradicionais. -a disputa dos espaços dos territórios tradicionais onde em sua maioria as atividades turísticas se desenvolvem sem planejamento e respeito aos costumes locais associada a especulação imobiliária,- dificuldades na gestão interna para empreender e comercializar coletivamente os produtos da Rede.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

Para enfrentar os problemas, possibilitando a permanência nos territórios, inclusão produtiva, geração de renda e valorização da cultura, o TBC desponta como nova forma de garantir sustentabilidade. Interligando a atividade turística às demais atividades que compõem os modos de vida tradicionais, como as expressões de arte e cultura, produção agroecológica, extrativismo, o artesanato e a conservação da natureza. Fortalece laços de solidariedade e cooperação entre as comunidades. O investimento em formação política, organização comunitária interna e em rede e a qualificação de capacidades em gestão interna, financeira e as trocas entre as experiências e empreendimentos comunitários possibilitará contribuir com avanços nas atividades de TBC e nos arranjos produtivos comunitários articulados na Rede. Para enfrentar o desafio da comercialização coletiva dos produtos, serviços e roteiros de TBC é proposta a criação da Central de Comercialização da Rede. Que incialmente para se estruturar vem captando recursos para seu capital de giro inicial e pretende se sustentar com seu funcionamento. Em resumos os objetivos da Central são: - vender serviços turísticos, produtos e ativos culturais;- valorizar a cultura e identidade de cada comunidade;- fortalecer a imagem das comunidades tradicionais na sociedade;- melhorar a renda e a sustentabilidade comunitária;- promover conexão entre roteiros singulares e produtos;- garantir estratégia de comercialização adequada e disputar mercados.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

Disponibilizamos dois vídeos lançados pela Rede Nhandereko, um produzido durante o Projeto em parceria com a APA Cairuçu/ICM-Bio em 2017. O outro lançado recentemente em 2020 durante a Pandemia da Covid-19.

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

- Partilha TBC, ferramenta consolidada na formação da Rede, inspirada na metodologia Campesino-Campesino, que propõe troca de experiências na construção de conhecimentos; - Oficinas temáticas para o desenvolvimento de capacidades; - Pesquisa de Mercado, realizada pelas lideranças comunitárias com assessoria da ONG Capina, www.capina.org.br, está em andamento para subsidiar a Central de Comercialização; - Comercialização de roteiros comunitários; - Elaboração e gestão de projetos; - Articulação com experiências, redes, parceiros, como a Rede Turisol, Articulação Nacional de Agroecologia; - Participação em espaços de controle social e políticas públicas como Conselhos Municipais de Turismo, da APA Cairuçu, do Parque Nacional Serra Bocaina e Rede Turisol; - Comunicação constante da coordenação da Rede, com lideranças comunitárias e com parceiros; - Participação nas ações de defesa territórios; - Fortalecimento empreendimentos comunitários; - Governança e gestão intern

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

Com a trajetória construída e acumulada em experiências de turismo de base comunitária que se iniciam já em seguida a criação do FCT desde 2007, nasce a Rede, que promove e consolida coletivamente pelo protagonismo comunitário uma nova lógica para o turismo, que ao mesmo tempo, gera renda, respeita o modo de vida, o meio e a permanência e defesa dos territórios tradicionais. Constituindo-se como arranjo produtivo inovador capaz de promover o desenvolvimento sustentável, saudável e solidário, pautado na diversidade étnico-cultural. Não com foco somente na comercialização de produtos, mas sim na oferta de vivências aos interlocutores, como são tratados os visitantes, sensibilizados para a transformação de sua forma de interagir com as realidades locais. Inspirados na própria cultura e conhecimento sobre o uso da biodiversidade cada comunidade opera roteiro único, articulando diversos empreendimentos singulares (restaurantes, casas de artesanato, pousadas, pousos, campings); microempreendedores (processadores de juçara e polpas, lanches, doces, barqueiros); Griôs; agricultores (flores, espécies nativas, agroflorestal, casas de farinha); Pescadores (pesca, cercos); condutores; Oficineiros (cestaria, agrofloresta, plantas medicinais) entre outros serviços demandados como de jardinagem e limpeza. A Central propõe potencializar a comunicação e comercialização dos roteiros locais, apoiar a formação dos atores, estabelecimento de acordos de gestão locais e qualificar os roteiros.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

Os resultados percebidos pela Rede no desenvolvimento do TBC reafirmam o que outras experiências mundiais de implementação do desenvolvimento sustentável em comunidades locais ou cidades sustentáveis, abordam considerando que o turismo surge com grande destaque entre as oportunidades de formação de arranjos produtivos e de negócios inovadores com impactos positivos nos parâmetros da sustentabilidade. São muitas as experiências de desenvolvimento local que tem o turismo como vetor de desenvolvimento econômico justo, com valorização da cultura, respeito ao meio ambiente e as pessoas. O TBC praticado pela Rede é uma destas experiências se viabilizando na manutenção dos quatro pilares da sustentabilidade, essenciais no seu conceito, princípios e práticas como afirma a “Carta de Princípios da Rede”, em anexo. Como exemplo, podemos citar nas práticas de TBC da Rede experiências na conservação dos recursos naturais e manejo áreas baseado em práticas agroecológicas que possibilitam saúde e segurança alimentar das famílias, abastecem os empreendimentos e roteiros e a economia solidária. Quanto pela valorização das identidades e manifestações culturais, como jongo, samba, fandango, saberes ancestrais e dos mais velhos, culinária tradicional, história e luta pela permanência em seus territórios, inclusão de jovens e mulheres e a geração de trabalho e renda.

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

Como impactos internos são elencados formação dos comunitários e o apoio ao desenvolvimento para a autogestão das comunidades. Entre as ações de formação, foram realizadas cinco partilhadas de TBC e duas oficinas de pesquisa de mercado envolvendo ao mínimo dez comunidades. Além das ações de formação a Rede articula 14 comunidades envolvidas por meio de reuniões para o diálogo e compartilhamento das ações de TBC de cada comunidade, entre os envolvimentos direta e indiretamente temos cerca de 3000 pessoas impactadas pelo TBC. Como um dos resultados de impacto quantitativo das atividades de TBC apresenta-se o estudo de caso da experiência do Quilombo do Campinho em 2019, anexo 5. Com larga trajetória em TBC a Associação de Moradores do Quilombo do Campinho(AMOQC) é gestora de suas atividades e empreendimentos comunitários e desenvolve um dos mais amadurecidos roteiros da Rede, que esta comercializado entre os roteiros iniciais oferecidos pela Central. Disponibilizará suas dependências para o funcionamento inicial da Central e contribui disponibilizando sua experiência de gestão de empreendimentos, credibilidade e CNPJ para ancorar projetos da Rede incluindo esta concorrência.

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Os avanços da Rede e do FCT impulsionam anseios pela estruturação de mecanismo de gestão e comercialização coletiva proposto na criação da Central de Comercialização. Que venha gerenciar e comercializar roteiros comunitários, estruturar e adequar o TBC às normas e exigências legais do turismo. É no fortalecimento da Rede, roteiros e na criação da Central que se espera garantir o crescimento e sustentabilidade do TBC, logo é uma das estratégias para diminuir a vulnerabilidade das comunidades na sua relação com o mundo dos negócios. Os objetivos da Central são: -Vender serviços turísticos, produtos e ativos culturais;- Valorizar a cultura e identidade das comunidades;-Fortalecer a imagem das comunidades tradicionais na sociedade; -Melhorar a renda e a sustentabilidade das comunidades com o TBC;-Promover conexão entre roteiros singulares e produtos das comunidades;-Garantir estratégia de comercialização adequada;-Identificar espaços para mercados institucionais;- Disputar mercados.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

A Rede possui parcerias com diferentes atores tanto privados, como do poder público e da sociedade civil com as quais interage, troca conhecimentos, comercializa produtos, constrói programas e políticas públicas, capta recursos e fortalece as atividades do TBC em diferentes instancias e a Rede em si. Destacam-se entre estes: - Unidades de Conservação: APA Cairuçu, Parque Nacional da Serra da Bocaina, Parque Estadual da Serra do Mar, Unidade de Conservação da Juatinga-REEJ;, Estação Ecológica de Tamoios; - Entidades de Ensino: Universidades, Escolas Públicas e Privadas; -SESC; Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina, uma parceria do FCT e da FIOCRUZ, FUNAI, Prefeituras Municipais, Instituto Linha D’Água e outras Organizações Não Governamentais, Agências e empresas privadas, Prefeituras Municipais, Fórum de Comunidades Tradicionais, Associações Comunitárias de 17 comunidades tradicionais e Grupos Informais.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

A Rede incidiu e influenciou em sua trajetória em diferentes avanços no TBC, destacando-se alguns: Na Área de Proteção Ambiental (APA) Cairuçu, unidade de conservação federal a Rede ocupa vaga no Conselho da APA e contribuiu na revisão de seu Plano de Manejo em reconhecer o TBC como alternativa de uso sustentável da APA. Contribui para formulação do conceito de TBC nas Unidades de Conservação no âmbito nacional, criando como resultado de projeto em parceria um Caderno de Experiências para ser usado por analistas ambientais do ICM-Bio. Na comunidade de Picinguaba-SP a Rede contribuiu para a normatizar junto ao Ministério Público Federal o TBC como alternativa ao turismo predatório e de massa na Ilha das Couves. Experiência que está sendo desenvolvida a um ano. Em parceria com o Quilombo da Fazenda e do Parque Estadual Serra do Mar a Rede contribuiu no desenvolvimento e lançamento formal Roteiro de TBC do Quilombo. Em Paraty propõe decreto que institucionalize em política pública o TBC.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Vendas
  • Participação em programas de incubação e aceleração
  • Prêmios
  • projetos desenvolvidos e geridos diretamente pela Rede e seus parceiros.

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

No anexo 2, disponibilizamos a planilha detalhada com a proposta de uso dos recursos do prêmio. A curto prazo a perspectiva de captação de recursos da Rede é através de projeto captado e em andamento com o Instituto Linha D´água (com término em 2021) e o apoio em Assessoria técnica e de comunicação do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina-OTSS. Que serão complementados com a possibilidade de entrada dos recursos previstos no prêmio. Este conjunto de apoios financeiros contribuem em disponibilizar de capital de giro necessário para apoio ao lançamento, custos de funcionamento do primeiro ano da Central de Comercialização e fortalecimento da Rede e dos roteiros comunitários com processos de formação diversos. A médio e longo prazo a perspectiva é que a Central vá se auto-sustentando até se estabilizar financeiramente e se consolidar como empreendimento viável economicamente. Atualmente o projeto em parceria com o Instituto Linha D´Água representa 80% dos recursos captados pela Rede e a parceria com o OTSS os outros 20% do total de sua fonte de renda.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$10.000 e R$50.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • acima de R$ 100.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

A Rede Nhandereko é representada por quatro coordenadores, duas mulheres e dois homens de cada uma das etnias do território: caiçaras, indígenas e quilombolas. Os aspectos de governança local como a democracia interna, a autonomia, o protagonismo, a comunicação e a participação são discutidos nas oficinas da Rede Nhandereko. A gestão da Rede Nhandereko é realizada de forma participativa com o envolvimento dos comunitários das 14 comunidades organizadas na Rede, da coordenação da Rede e possíveis contribuições de parceiros. Com o lançamento da Central de Comercialização é previsto para o seu primeiro ano de funcionamento equipe composta por: Integrantes da Coordenação da Rede e a contratação de dois colaboradores por período integral, um para a função de gestão da Central; e outro para a gestão financeira da Central. Serão contratados também serviços contábeis.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

Na sua essência a Rede é formada com a diversidade de três diferentes etnias caiçaras, quilombolas e povos indígenas Guarani. Na sua composição é relevante o estímulo a participação de jovens e mulheres, inclusive em sua coordenação e nos espaços de tomadas de decisão. A questão racial é enfrentada de frente tanto pela Rede Nhandereko como pelo Fórum de Comunidades Tradicionais, sendo uma de suas principais bandeiras a luta anti-racista e a defesa das minorias na sociedade. Um dos lemas defendidos pela Rede é a afirmação "Nós por Nós Mesmos"!

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Comunidade rural
  • Comunidade indígena
  • Comunidade quilombola
  • Outra Comunidade Tradicional

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

A Rede Nhandereko é uma iniciativa protagonizada por diferentes comunidades, empreendimentos coletivos, individuais e familiares de caiçaras, indígenas e quilombolas integrantes do Fórum de Comunidades Tradicionais. Ainda que as iniciativas guardem entre si consideráveis diferenças, em relação à estrutura disponível e experiência vale destacar suas similaridades e acúmulos relacionados a implementação dos princípios do TBC, quais sejam: a luta pelo território, busca de vida digna e ocupação no território, reprodução dos meios de vida tradicionais quando sustentáveis, proteção do meio ambiente, geração de trabalho e renda, envolvimento dos jovens, relações entre gerações e a visibilidade ao protagonismo feminino. Acredita que o turismo de base comunitária promove formação, autonomia e o protagonismo por meio de iniciativas turísticas, baseadas na valorização de seus modos de vida, gerando renda dentro das comunidades em que é praticado.

16) Como você soube desse desafio?

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17) ADAPTABILIDADE: Como sua iniciativa contribui para a resiliência socioeconômica e cultural da comunidade em que você atua? Ou seja, como ela ajudou a comunidade a se adaptar em uma situação de crise como a pandemia da covid-19?

Durante a Pandemia o turismo e a circulação nas comunidades foi fechada a partir de barreiras sanitárias organizadas por lideranças comunitárias. A Rede e o FCT investiu seu esforço coletivo em mobilizar lideranças comunitárias, juventudes, famílias agricultoras e pescadoras e parceiros em diferentes frentes de trabalho, como captação e gestão de recursos, logística, mobilização de políticas públicas e de gestores municipais e construções de estratégias coletivas para realizar ações emergenciais de isolamento e cuidado com as comunidades tradicionais, que possibilitou o estabelecimento de uma rede de solidariedade e trabalho que foram muito além do que as ações emergenciais propostas podiam alcançar. Contribuíram para reforçar ligas dentro e entre as comunidades e no fortalecimento do reconhecimento e pertença com o FCT. Em perceber, mapear e sistematizar em números o potencial produtivo da pesca e da produção agroecológica, o olhar para as possibilidades e demandas na produção de alimentos, os acessos às políticas públicas emergenciais, às famílias mais vulneráveis. Em mobilizar e despertar lideranças comprometidas com as ações solidárias, fortalecendo suas capacidades com o processo de logística na elaboração, compras e preparo das cestas básicas e complementos em produtos agroecológicos e da pesca artesanal, com os cuidados necessários de higiene e segurança nas entregas. Assim como criou e ampliou capacidades na gestão física, financeira e de comunicação nos projetos e campanhas de arrecadação que estão sendo geridos por um coletivo de trabalho formado por lideranças do FCT, da Rede e parceiros locais. Ressalta-se de positivo, além da atuação da equipe, a recepção das comunidades e o valor que foi dado ao movimento e aos parceiros, e o desejo das comunidades de voltarem a plantar. As pessoas contempladas com as ações se sentiram cuidadas pelo FCT para além da contribuição concreta em sua alimentação, cuidados com a saúde, isolamento social e sobrevivência.

18) MUDANÇAS SISTÊMICAS: Você diria que sua atuação gera ou visa a mudança sistêmica? Caso sim, por favor explique.

O TBC vai na contramão ao turismo de massa que utiliza a mão de obra das comunidades de forma precária e com pouco valor, não as reconhecendo como patrimônio vivo da cultura e seu papel de guardiões na conservação dos recursos naturais e dos bens comuns, nem as sabedorias e tecnologias sociais acumuladas pelas populações tradicionais que compõe a beleza cênica e a riqueza natural cobiçada na Serra da Bocaina. Como também disputa em muitas das vezes os espaços territoriais das comunidades para o seu desenvolvimento com a especulação imobiliária nos territórios. E violenta o tempo, capacidade e os limites das comunidades tradicionais, impactando severamente nos modos de vida locais e gerando impactos como a violências, a abertura para atividades ilícitas, degradação dos territórios e mudanças nos modos de vida. O TBC por sua vez tem conseguido como um modelo de gestão da visitação protagonizado pela comunidade gerar benefícios coletivos, promovendo a vivência intercultural, a qualidade de vida, a valorização da história e da cultura dessas populações, bem como a utilização sustentável para fins recreativos e educativos, dos recursos locais. As atividades, atrativos e abordagem promovidas pelos empreendimentos integrantes de TBC têm alto potencial de conscientização dos seus interlocutores (turistas, agências e outros) sobre as questões ambientais e socioculturais. Por princípio o TBC, além da gestão compartilhada, da valorização da cultura e do diálogo geracional, tem a conservação do ambiente e dos conhecimentos associados ao seu uso como elementos centrais. Valoriza os saberes tradicionais, os saberes dos mais velhos, os grios como são chamados e possibilita o envolvimento dos comunitários e de suas capacidades diversas, gerando trabalho e renda associadas a qualidade, manutenção modos de vida e da cultura. Para além dos impactos positivos gerados aos comunitários e interlocutores as experiências de TBC tem pautado e incidido sobre a elaboração de políticas

19) TURISMO COMO VETOR DE DESENVOLVIMENTO: Você consegue exemplificar, a partir da sua experiência, como o turismo pode colaborar localmente para um sistema de criação de valor compartilhado?

Usaremos como exemplo de roteiro da Central, a experiência de TBC do Quilombo do Campinho da Independência, desenvolvido pela Associação de Moradores do Quilombo (AMOQC), um dos roteiros como maior experiência acumulada na Rede. A AMOQC iniciou sua experiência em 2000, logo após seu território ser reconhecido e titulado como Território Quilombola em 1999. A garantia do território impulsionou a AMOQC a pensar alternativas de sustentabilidade interna, a partir de seus recursos e capacidades internas, como artesanatos, gastronomia, sua história e trajetória de luta no reconhecimento do território e identidade, na sabedoria tradicional para os cuidados e conservação da mata atlântica e no uso e manejo sustentável para a agricultura e extrativismo, por meio da agroecologia. Resgate da cultura com manifestações culturais como o jongo, hip-hop, samba, etc. A contação de histórias e visitas a diferentes espaços e empreendimentos do Quilombo, como o restaurante comunitário, casa de artesanato, visita aos núcleos e roças familiares, viveiro, sistemas agroflorestais. O que demandou da AMOQC a busca por capacidades e ferramentas de formação política e gestão interna. Pelo levantamento de dados organizado pela AMOQC e parceiros percebeu-se no levantamento de 2016 o envolvimento de 256 comunitários nas ações que o TBC mobilizou na comunidade. Nesta experiência podemos visualizar a interação de diferentes vetores do desenvolvimento sustentável que o TBC incide. Seja socialmente nas capacidades de organização social e gestão comunitária, na autonomia e protagonismo gerados. Na geração de renda com a compra de produtos agroecológicos para o restaurante e a contratação de serviços e colaboradores para os empreendimentos e roteiros. Ambiental com a agroecologia como meio de pensar o uso dos recursos locais e da agricultura e com a cultura tradicional como base. Nos demais roteiros que compõe o cardápio da Central estes elementos vem sendo desenvolvidos de acordo com seu contexto.

20) REPLICABILIDADE: Para você, é possível identificar outros projetos que foram inspiradores para sua iniciativa? Em quais aspectos? E como o seu projeto se preocupa em inspirar outras iniciativas e ser replicado em outros contextos? Há alguma estratégia para viabilizar sua replicação?

Sim, a Rede teve trocas com experiências inspiradoras para a construção de sua experiência, tanto ao conhece-las como no esforço sistematizar sua própria experiência para interagir com as demais. Cita-se como exemplo projetos de TBC em Unidades de Conservação de outros estados, como com outras redes de Turismo Solidário e exemplo da Rede Brasileira de Turismo Solidário, da Rede Cearense de Turismo Comunitário- Rede Tucum e em interações com o edital do Ministério do Turismo de 2008, o qual a rede foi contemplada. As partilhas, ferramenta estratégica na consolidação das experiências de TBC da Rede, tem como objetivo promover a troca de conhecimentos e estimular a partir das experiências nos territórios a formação e acúmulos sobre temáticas específicas prioritárias para a Rede e os roteiros comunitários. consolidando a construção de conhecimentos teóricos e práticos. Esta metodologia é inspirada na metodologia Campesino a Campesino, que propõe o intercâmbio de experiências como estratégia para construção e validação do conhecimento e já foi realizada entre as comunidades dos territórios da Bocaina e com comunidades de outros municípios e estados, a exemplo da interação com o Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras-PEAC em temas como o TBC, o trabalho e organização das mulheres, protocolo de consulta livre prévia e informada e educação diferenciada, realizados em Sergipe e na Bocaina. Acrescenta-se as interações já citadas na pergunta 11 deste questionário a incidência em políticas públicas e trocas com outras redes e experiências como a interação com a experiência do Quilombo da Tapera no Rio de Janeiro. O processo de incidência na conquista de Paraty como Patrimônio Mundial da Humanidade em que a Rede e as comunidades tradicionais foram identificadas como determinantes para a escolha.

21) UTILIZAÇÃO DO PRÊMIO - Caso sua inciativa seja uma das três iniciativas selecionadas para receber o prêmio em dinheiro, como pretende investir o valor recebido?

Os recursos do prêmio serão utilizados para gerar capital de giro para o primeiro ano de funcionamento da Central de Comercialização. Apoiando com recursos a contratação de equipe mínima para gestão operacional e financeira da Central seus custos operacionais fixos e de funcionamento de sua sede. Contribuirá também com os custos para viabilizar atividades de formação direcionadas aos roteiros comunitários e a Rede Nhandereko. A planilha de utilização financeira está disponibilizada nos anexos.

22) a) TURISMO SUSTENTÁVEL: o que é turismo sustentável para você?

O Turismo Sustentável para a Rede passa pelo respeitar as capacidades e limite das comunidades para receber o turismo, levando em conta sua capacidade e organização interna nas comunidades e localidades em geral. Que se desenvolva respeitando o local, as pessoas, seus hábitos, modo de viver, a história, a cultura, sua trajetória de desenvolvimento, a forma de se organizar. Que possibilite envolver a força de trabalho e gerar economia local. Que dialogue com a conservação dos biomas e praticas sustentáveis de manejo, com a qualidade de vida e bem viver. Que incida na visão de mundo dos turistas para a necessidade de levar em conta as populações e recursos naturais garantindo sua manutenção para as próximas gerações e bem viver da sociedade. Que promova elementos para o desenvolvimento local sustentável com a utilização dos recursos disponíveis em cada região que o turismo é praticado.

22) b) TURISMO SUSTENTÁVEL: Com base na sua experiência, quais você considera serem os principais desafios para a implementação de iniciativas de turismo sustentável na atualidade? Quais caminhos você vislumbra para superá-los?

A maior parte da cadeia econômica do turismo funciona em bases não sustentáveis, mesmo quando os ativos oferecidos são ambientais. Não obstante há diversos projetos, programas e iniciativas em funcionamento que tem no turismo ativo importante, mas que buscam verificar além de seus potenciais seus limites, abordando o desenvolvimento de forma sistêmica, articulando diversas cadeias e aproveitando o potencial do turismo pra fortalecer processos locais e sustentáveis. A falta de políticas públicas voltadas a estruturação do TBC e a desconstrução de políticas estruturantes para o campo e comunidades tradicionais, o desmonte da estrutura de governança ambiental do estado e o desinteresse pelo meio ambiente na gestão pública. A mobilização, articulação local, o fortalecimento dos vínculos e os laços locais de solidariedade, a busca por financiamentos particulares, de ONGs e cooperação, a criação de circuitos curtos de comercialização e no âmbito do TBC a diversificação das atividades dos comunitários envolvidos. A criação e regulamentação de políticas públicas locais e estaduais, como as criadas no Rio, Bahia e Minas Gerais.

22) c) TURISMO SUSTENTÁVEL: Quais oportunidades você considera importantes para fortalecer iniciativas de turismo sustentável?

É muito importante para o turismo sustentável e o turismo de base comunitária que políticas públicas reconheçam e valorizem esse modo de fazer e desenvolver o setor. Bem como, o reconhecimento pelas Unidades de Conservação, especialmente na Bocaina do TBC como estratégia de desenvolvimento sustentável para uso público. Também é importante o incentivo financeiro e apoio por meio de parcerias para que as atividades tenham possibilidade de se estruturar inicialmente e conseguir se autogerir. Os editais, investimentos privados, as parcerias com agências e operadoras locais. O fortalecimento dos espaços públicos de incidência ( como os Conselhos) e a criação de políticas públicas e programas, em diversos níveis, especialmente estadual e local. O fortalecimento dos empreendimentos com base em estratégias pós pandemia. A comunicação com a sociedade e as estratégias de marketing são elementos fundamentais para potencializar o turismo sustentável. Por fim, para o TBC, assegurar os direitos dos povos e comunidades tradicionais como o acesso aos territórios é muito importante para que as atividades culturais e o modo de vida permaneçam, pois são a chave de um turismo de base comunitária.

Evaluation results

17 evaluations so far

1. IMPACTO: Esta iniciativa demonstra impacto relevante, e com evidências quantitativas e qualitativas?

Com toda certeza. - 58.8%

Sim, há evidências quantitativas e qualitativas de seu impacto na comunidade. - 29.4%

De forma parcial. - 5.9%

Não, há pouca evidência de resultados de impacto. - 5.9%

Não. - 0%

2. INOVAÇÃO: Esta iniciativa desenvolveu e implementou uma abordagem inovadora?

Com toda certeza. - 35.3%

Sim, tem características inovadoras. - 47.1%

De forma parcial. - 11.8%

Não, há pouca evidência demonstrada. - 5.9%

Não. - 0%

3. PLANEJAMENTO FINANCEIRO E OPERACIONAL: A iniciativa tem como base um modelo de negócio viável e mostra planos realistas de longo prazo para a sustentabilidade financeira?

Com toda certeza. - 5.9%

Sim, a iniciativa tem um bom modelo de negócio. - 64.7%

De forma parcial. - 23.5%

Insuficiente. - 5.9%

Não. - 0%

4. REPLICABILIDADE & CRESCIMENTO: Avalie a escalabilidade da iniciativa. Ela tem potencial de ser replicada em outros contextos sociais, culturais e/ou geográficos?

Com toda certeza. - 29.4%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 64.7%

De forma parcial. - 5.9%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

5. AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO: Uma/um agente de transformação social é alguém que se propõem a lidar e encontrar soluções coletivas para o bem de uma comunidade, um grupo, uma localidade. Queremos saber: essa iniciativa ajuda a inspirar e apoiar outras pessoas a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades?

Com toda certeza. - 58.8%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 35.3%

De forma parcial. - 0%

Insuficiente. - 5.9%

Não. - 0%

6. DIVERSIDADE: Esta iniciativa demonstra a inclusão de públicos diversos em sua iniciativa, seja nos parceiros com os quais colabora e/ou na composição de sua equipe?

Com toda certeza. - 58.8%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 35.3%

De forma parcial. - 5.9%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

7. AVALIAÇÃO GERAL: De forma geral, você considera que esta iniciativa deve avançar para a próxima fase do Desafio e se tornar um semifinalista?

Sim, com toda a certeza! - 47.1%

Sim, acredito que sim. - 47.1%

Talvez. - 0%

Provavelmente não. - 0%

Não. - 5.9%

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Planilha Detalhada Proposta Uso de Recursos Prêmio Ashoka.xlsx

Anexo 2. Planilha Detalhada Proposta de Uso Recursos Prêmio Ashoka

CARTA DE PRINCIPIOS_REDE NHANDEREKO.pdf

Anexo 1. Carta de Princípios da Rede Nhandereko. Este documento consagra a comunhão entre um conjunto de experiências de Turismo de Base Comunitária (TBC) que se articulam enquanto rede desde 2009. Fruto desta trajetória em janeiro de 2018 consolidam entre as diferentes experiências e olhares sua "Carta de Princípios "e batizam a rede por "Rede Nhandereko", que em Guarani significa, "nosso modo de ser e viver". Estavam mobilizadas neste processo quatorze comunidades tradicionais.

EVENTOS_PROJETOS_ATIVIDADES REDE 2018, 2019, 2020.xlsx

Anexo 3. Detalhamento das principais atividades da Rede Nhandereko de 2018 a 2020.

Anexo 4, O TBC na Agenda 2030.docx

Anexo 4, O TBC na Agenda 2030

TBC CAMPINHO 2019.pdf

Anexo 5. Descritivo Quantitativo TBC no Quilombo do Campinho ano 2019.

Anexo 6. Rede Nhandereko- Projetos Desenvolvidos.pdf

Anexo 6. Projetos executados e em execução pela Rede Nhandereko

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Team

Olá equipe Nhandereko Rede TBC,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

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