Bases comunitárias para um turismo libertador

Apresenta o longo processo de organização comunitária para o turismo em uma reserva de desenvolvimento sustentável na Amazônia.

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Nome completo do(a) representante do projeto

Eduardo de Ávila Coelho

E-mail

edu.avilacoelho82@gmail.com

Nacionalidade

Brasileiro

Gênero

  • Masculino

Data de Nascimento

21041982

Sede da organização (UF)

  • Amazonas

Site da organização

Em construção

Mídias sociais da organização

Em construção

Data em que você iniciou o projeto

01/2010 - Início da organização local para planejamento e desenvolvimento do turismo

Estágio do projeto

  • Em crescimento (passaram das primeiras atividades; trabalhando para o próximo nível de expansão)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

Na comunidade Ubim, Reserva Amanã, todos os 55 moradores fazem parte de uma mesma família. Ex-seringueiro, o patriarca Otilio Feitosa passou para todos seus descendentes os ensinamentos da floresta e o gosto pela música. Praticamente todos na comunidade tocam instrumentos, cantam e compõem belas canções que falam sobre a vida na Amazônia. Quem visita a comunidade se encanta com a riqueza e a simplicidade dos modos de vida, em contato direto com a floresta, de onde tiram todo o sustento. Agricultura orgânica, pesca artesanal sustentável, vida cultural animada, trabalho conjunto dos membros da comunidade são alguns dos fatores que cativam os visitantes da região do lago Amanã. A determinação da comunidade para desenvolver seu próprio formato de turismo, em que eles próprios sejam os responsáveis por todas as decisões, respeitando a sabedoria dos mais velhos e o ímpeto dos mais jovens me fez abraçar o projeto, desde 2014, quando passei a viver na região.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

A comunidade já está bem organizada, mas todos tem muitos afazeres na agricultura e na pesca, portanto não podem se dedicar completamente ao turismo e abandonar suas demais tarefas, antes da atividade começar a gerar um fluxo mais constante. Portanto, a principal questão a ser resolvida é: Como alavancar uma proposta diferenciada de turismo mais focado na comunidade, sem a disponibilidade de recursos financeiros para maiores investimentos.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

Iniciamos com a simplicidade. As primeiras viagens se valeram da genuína hospitalidade local e se utilizaram das infraestruturas comunitárias para a locomoção e a acomodação dos visitantes. Barcos, canoas e casas dos moradores foram usadas para propiciar uma verdadeira experiência da Amazônia rural. Os visitantes aprendem como é o trabalho na roça, sobre as inúmeras formas de pesca, a coleta e extração de frutos, a forma de respeitar e conviver com a floresta e seus seres encantados, as histórias dos antigos, do tempo em que tudo era diferente... Aos poucos, foram sendo feitas melhorias nas casas, nos barcos, nas trilhas, a fim de propiciar um pouco mais de segurança e um mínimo de conforto para os visitantes, que não estão acostumados ao ambiente. Isso demanda uma dedicação muito constante dos adultos, que por sua vez, não podem abandonar as atividades de subsistência. Portanto a implementação do projeto segue em uma fase inicial, ainda utilizando apenas estruturas comunitárias, na esperança de conseguir alguma fonte financiadora para dar um passo mais a frente.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

Ao valorizar os modos de vida amazônicos, mostrando como de fato vivem os ribeirinhos, convidando os visitantes a se incorporarem a estas formas de ser e estar na floresta, já conseguimos resultados muito positivos, e até transformadores, quando os turistas passam a se questionarem sobre a verdadeira riqueza da vida. Percebem que as formas de sobrevivência na e da Amazônia, são a principal maneira de manter a floresta viva.

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

Algumas das principais atividades de organização incluem as reuniões com toda a comunidade, os trabalhos em conjunto para abertura de trilhas, limpeza do igarapé para facilitar a passagem das embarcações, limpeza da comunidade, mutirões para trabalhos da agricultura, etc. No caso das atividades com os visitantes, os moradores da comunidade tentam passar a verdadeira sensação de estar na Amazônia, dependendo dela viva e saudável para a nossa própria sobrevivência. Turistas aprendem o valor de um açaí tirado na hora, debulhado a mão, batido de forma artesanal, saboreado com um dos vários peixes da região. O visitante é convidado a participar ativamente da rotina, ajudar a pescar, tomar banho de rio, acompanhar a produção da farinha, entre outras diversas atividades que compõem a dinâmica ribeirinha

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

Nossa iniciativa tenta preparar o turista para visitar a Amazônia, e não o inverso, adaptar a floresta para receber visitantes. Ao invés de usar lanchas rápidas que consomem muita gasolina, o visitante viaja nos barcos regionais, mais confortáveis e econômicos, e com isso aprende sobre o tempo do rio. Ao invés de acomodações luxuosas, a simplicidade e rusticidade propiciam ao visitante a chance de experimentar o dia a dia local, como por exemplo, em um banho na beira do rio. A alimentação também privilegia o uso de itens regionais de acordo com cada estação, reduzindo o uso de produtos industrializados e gerando menos lixo. Mas a questão mais importante é que todas as decisões são tomadas pela comunidade, desde 2010 quando teve início uma pesquisa sobre turismo de base comunitária, até 2014 quando foi criado o Grupo de Turismo do Amanã. A comunidade Ubim se destacou nos processos de organização e tem levado a frente os trabalhos, em parceria com outras organizações locais, como grupos de artesãs, de agricultores e de pescadores. Todo o processo de planejamento é feito em respeito às regras da área protegida e passa por todos os trâmites legais que envolvem órgãos do governo e da sociedade civil. A meta final é envolver cada vez mais pessoas da Reserva Amanã, e conseguir oferecer uma verdadeira experiência amazônica, para aqueles visitantes que estejam realmente dispostos a ir ao encontro da floresta e de seus habitantes.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

SOCIAL - é a própria comunidade que está se organizando, há mais de 10 anos, para construir seu próprio formato de turismo, a fim de conquistar melhorias em diversos campos sociais. CULTURAL - ao valorizar os modos de vida amazônicos, a iniciativa de turismo lança uma luz aos habitantes da floresta, que passam a ser reconhecidos pelos moradores de fora, que por sua vez, começam a valorizar os elementos culturais provenientes da floresta. AMBIENTAL - A vida em contato direto com a floresta amazônica é o principal atrativo da proposta de turismo. Para isso, é preciso que a Amazônia esteja em pé, e quanto mais iniciativas com esse foco, maior será a conscientização dos povos de fora da floresta, que tem também o poder de ajudar a preservá-la. ECONÔMICO - Praticamente toda a renda é gerada para os moradores das comunidades da Reserva Amanã. Pescadores, agricultores e artesãs vendem seus produtos que serão consumidos pelos visitantes. Moradores da comunidade Ubim prestam todos os serviços de hospitalidade e, por vezes, ainda recebem contribuições para a realização de outras melhorias na comunidade.

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

A organização comunitária para o turismo na Reserva Amanã tem também despertado outras comunidades na região a se organizarem para o turismo. Quatro comunidades na Reserva Amanã e outras três na Reserva Mamirauá, tem buscado formas próprias de trabalhar com turismo, valorizando a cultura e os modos de vida locais. Uma pesquisa com 55 moradores de quatro comunidades da Reserva Amanã, mostrou que muitos esperam uma melhoria de vida através do turismo, que inclui maior acesso a conhecimento e melhores oportunidades de trabalho, sem no entanto abandonarem os modos de vida. Por outro lado, pesquisas com visitantes que viajaram até Amanã trazem importantes relatos: D. Simões contou que “fomos tratados com muito carinho e hospitalidade. Conhecemos suas casas, suas rotinas, histórias, comida local, costumes. Uma experiência única. Uma imersão na cultura e modo de vida local. Isso significava abrir mão de alguns confortos habituais”. Outro visitante disse: “hoje não se compra ‘pacotes turísticos’ como uma viagem ao Amanã e é justamente a precariedade turística e a distância, tanto física quanto cultural, que tornam o lugar tão especial" (A. Portilho).

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Atualmente a comunidade Ubim está à frente dos trabalhos com turismo e busca se estruturar melhor para receber visitantes de forma mais frequente. Já estão sendo construídas parcerias com outras comunidades e grupos organizados, no intuito de envolver cada vez mais pessoas no projeto de turismo. Para o futuro próximo, outras três comunidades da Reserva Amanã podem aderir ao projeto de turismo, além de grupos de pescadores, agricultores e artesãs. O plano é estruturar bem uma comunidade e, a partir das experiências de mercado e dos aprendizados, expandir para outras comunidades vizinhas, que já participam do processo de organizam, mas atualmente estão em momentos anteriores de organização interna.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

Governo municipal (Maraã) - abertura de poço para captação de água potável; Governo estadual (Amazonas) - através da secretária de meio ambiente Governo Federal - Através do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá que atua na área e é financiado pelo Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação. CAMURA - Central de associações de moradores e usuários da Reserva Amanã, é a associação que representa as demais associações da Reserva e presta apoio jurídico e institucional FAS - Fundação Amazonas Sustentável, que apoia projetos de geração de renda nas reservas de desenvolvimento sustentável. Pousada Uacari - Iniciativa comunitária de turismo na Reserva Mamirauá, é importante parceiro dos projetos de turismo no Amanã.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

Com a possibilidade do turismo de base comunitária, planejado e desenvolvido pelas pessoas da reserva, outras formas de organização local também ganharam força. Grupos de agricultores se organizaram em cooperativa para construir uma usina despolpadeira de frutas; mulheres artesãs se tornaram ainda mais fortes; grupos de pescadores se dedicam a proteção e ao manejo sustentável dos recursos pesqueiros; todos esses grupos poderão ser parceiros no desenvolvimento do turismo. Da mesma forma, outras comunidades da Reserva Amanã e de outros pontos da Amazônia, se inspiram nos modelos comunitários de turismo, nos quais se inclui a comunidade Ubim e demais comunidades envolvidas. São frequentes os intercâmbios entre as comunidades das Reservas Amanã e Mamirauá. A participação em eventos técnico-científicos também ajuda a divulgar a iniciativa para demais regiões da Amazônia.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Suporte de amigos
  • Apoio da família
  • Vendas

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

O estágio inicial do projeto de turismo inclui o uso de infraestruturas comunitárias. Para melhor estruturar a comunidade buscamos apoio através de projetos como este. Visamos proporcionar uma vivência comunitária da floresta amazônica de forma confortável e segura, priorizando os aspectos mais rústicos e a vida simples dos moradores. O planejamento vislumbra o uso de recursos em estruturas de acomodação e transporte, priorizando formas sustentáveis, como geradores e motores movidos a energia solar. Após estruturada a comunidade, o turismo poderá voltar a acontecer normalmente (os últimos visitantes foram em dez./2020, antes da pandemia). À medida que outras comunidades buscarem se estruturar, novos formas de financiamento serão buscadas. O formato de turismo planejado para o Ubim não visa grandes ganhos para a comunidade, apenas o suficiente para que consigam ter uma vida digna, mantendo seus modos de vida, e sendo capazes de arcar com os custos de operação e manutenção das estruturas. O excedente será utilizado para melhorias para toda a comunidade, com foco em ações que valorizem a cultura, a saúde e a educação dos moradores.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$10.000 e R$50.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • entre R$ 10.000 e R$ 50.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

Atualmente, dois homens e duas mulheres trabalham na coordenação do projeto. Os idosos são como consultores, pois emitem o seu aval para todas as decisões a serem tomadas. Homens e mulheres da comunidade atuam na preparação e recepção dos visitantes, como guias, condutores, cozinheiras, camareiras, tudo feito de forma a priorizar o contato direto entre visitantes e anfitriões. Todos se dedicam a outras atividades, principalmente agricultura e pesca, e recebem diárias para trabalhar com o turismo. A organização interna conta com a participação de toda a comunidade, em reuniões e mutirões de trabalho. Cada vez mais, os jovens se interessam por trabalhar com a atividade e, no futuro, serão provavelmente os que conduzirão todos os processos, por isso é importante que se envolvam desde cedo.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

Uma mulher, liderança local, e presidente da comunidade, junto a seu sobrinho, a liderança jovem, encabeçam os trabalhos de organização e preparação para o turismo. O casal de patriarca e matriarca da comunidade atuam nos bastidores, guiando os mais jovens e autorizando os passos a serem tomados. Seus filhos e filhas e netos e netas realizam todo o trabalho que envolve a preparação para o turismo e recepção dos visitantes. Todos os moradores da comunidade são parte das populações tradicionais da Amazônia, ribeirinhos, caboclos, ex-seringueiros, pescadores e agricultores

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Minorias étnicas
  • Comunidade de baixa renda
  • Comunidade rural
  • Comunidade indígena
  • Outra Comunidade Tradicional

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

A Reserva Amanã é habitada por populações indígenas miscigenadas com imigrantes nordestinos, com maior ou menor influência de cada grupo dependendo da comunidade. Localmente são designados índios (Tikuna, Kokama, Kambeba, Miranha), caboclos, arigós ou simplesmente ribeirinhos. Todos os moradores se dedicam às atividades rurais, pesqueiras e extrativas. Sendo assim, o turismo desponta como uma atividade complementar, que visa um complemento de renda, bem como maior contato com outras culturas, ampliando as formas de conhecimento, além de conscientizar os visitantes sobre a importância de valorizar as culturas da Amazônia, que são os principais responsáveis pela preservação da floresta, da qual dependem.

16) Como você soube desse desafio?

  • Mídia social

17) ADAPTABILIDADE: Como sua iniciativa contribui para a resiliência socioeconômica e cultural da comunidade em que você atua? Ou seja, como ela ajudou a comunidade a se adaptar em uma situação de crise como a pandemia da covid-19?

Trabalhamos na agricultura, dependemos da pesca. Na Amazônia, a natureza nos oferece tudo que precisamos, mas é preciso dedicar tempo e esforço para obter os recursos necessários para a sobrevivência. Nesse sentido, percebemos que o turismo representa uma alternativa para nossos meios de vida, visto que proporciona um complemento de renda, sem abandonar nossas essências. Continuamos trabalhando na pesca, na agricultura, mas trabalhamos juntos com a promoção do turismo, para valorizar nossos meios de vida e nossa cultura, além de proporcionar aos visitantes uma vivência transformadora da floresta amazônica.

18) MUDANÇAS SISTÊMICAS: Você diria que sua atuação gera ou visa a mudança sistêmica? Caso sim, por favor explique.

O turismo libertador pretende oferecer aos protagonistas a sua forma endógena de criar e gerir o turismo. O formato de turismo proposto atende aos anseios dos moradores, busca valorizar os modos de vida locais e pretende mostrar aos visitantes que a forma de fazer turismo pode ser transformadora.

19) TURISMO COMO VETOR DE DESENVOLVIMENTO: Você consegue exemplificar, a partir da sua experiência, como o turismo pode colaborar localmente para um sistema de criação de valor compartilhado?

A pesca e a agricultura podem suprir todas as necessidades. Mas há outras formas de complementar a renda local, mantendo os modos de vida e valorizando as formas de se relacionar com o ambiente. É nesse sentido que entra o turismo libertador, que valoriza os modos de vida e proporciona vivencias libertadoras para visitantes e anfitriões.

20) REPLICABILIDADE: Para você, é possível identificar outros projetos que foram inspiradores para sua iniciativa? Em quais aspectos? E como o seu projeto se preocupa em inspirar outras iniciativas e ser replicado em outros contextos? Há alguma estratégia para viabilizar sua replicação?

Sim. O turismo libertador pode ser aplicado por todas as comunidades que pretendem valorizar suas formas de criar suas experiencias.

21) UTILIZAÇÃO DO PRÊMIO - Caso sua inciativa seja uma das três iniciativas selecionadas para receber o prêmio em dinheiro, como pretende investir o valor recebido?

Valorizando a comunidade

22) a) TURISMO SUSTENTÁVEL: o que é turismo sustentável para você?

Turismo que valoriza o conhecimento local e proporciona uma transformação para os envolvidos.

22) b) TURISMO SUSTENTÁVEL: Com base na sua experiência, quais você considera serem os principais desafios para a implementação de iniciativas de turismo sustentável na atualidade? Quais caminhos você vislumbra para superá-los?

A real participação da comunidade

22) c) TURISMO SUSTENTÁVEL: Quais oportunidades você considera importantes para fortalecer iniciativas de turismo sustentável?

Seguir valorizando o engajamento comunitário

Evaluation results

12 evaluations so far

1. IMPACTO: Esta iniciativa demonstra impacto relevante, e com evidências quantitativas e qualitativas?

Com toda certeza. - 36.4%

Sim, há evidências quantitativas e qualitativas de seu impacto na comunidade. - 36.4%

De forma parcial. - 18.2%

Não, há pouca evidência de resultados de impacto. - 9.1%

Não. - 0%

2. INOVAÇÃO: Esta iniciativa desenvolveu e implementou uma abordagem inovadora?

Com toda certeza. - 18.2%

Sim, tem características inovadoras. - 54.5%

De forma parcial. - 27.3%

Não, há pouca evidência demonstrada. - 0%

Não. - 0%

3. PLANEJAMENTO FINANCEIRO E OPERACIONAL: A iniciativa tem como base um modelo de negócio viável e mostra planos realistas de longo prazo para a sustentabilidade financeira?

Com toda certeza. - 0%

Sim, a iniciativa tem um bom modelo de negócio. - 27.3%

De forma parcial. - 54.5%

Insuficiente. - 9.1%

Não. - 9.1%

4. REPLICABILIDADE & CRESCIMENTO: Avalie a escalabilidade da iniciativa. Ela tem potencial de ser replicada em outros contextos sociais, culturais e/ou geográficos?

Com toda certeza. - 9.1%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 72.7%

De forma parcial. - 18.2%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

5. AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO: Uma/um agente de transformação social é alguém que se propõem a lidar e encontrar soluções coletivas para o bem de uma comunidade, um grupo, uma localidade. Queremos saber: essa iniciativa ajuda a inspirar e apoiar outras pessoas a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades?

Com toda certeza. - 45.5%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 45.5%

De forma parcial. - 9.1%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

6. DIVERSIDADE: Esta iniciativa demonstra a inclusão de públicos diversos em sua iniciativa, seja nos parceiros com os quais colabora e/ou na composição de sua equipe?

Com toda certeza. - 45.5%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 36.4%

De forma parcial. - 9.1%

Insuficiente. - 9.1%

Não. - 0%

7. AVALIAÇÃO GERAL: De forma geral, você considera que esta iniciativa deve avançar para a próxima fase do Desafio e se tornar um semifinalista?

Sim, com toda a certeza! - 9.1%

Sim, acredito que sim. - 63.6%

Talvez. - 18.2%

Provavelmente não. - 9.1%

Não. - 0%

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Attachments (3)

APRESENTACAO_Conselho_Deliverativo_Amanã_TBC_UBIM.pdf

Apresentação feita ao conselho deliberativo da Reserva Amanã para aprovação dos trabalhos com turismo pelos membros.

Turismo de base comunitária - Amanã (SAP2012).pdf

Resultados da pesquisa concluída em 2012, quando os moradores começaram a se organizar para o turismo comunitário.

COELHO - Refletindo sobre TBC em UC na Amazonia.pdf

Artigo científico publicado na Revista Brasileira de Ecoturismo sobre os trabalhos com turismo de base comunitária na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã

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Team

Olá Eduardo e equipe,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

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