Turismo sustentável como vetor de conservação ambiental e inclusão socioeconômica.

Projeto pioneiro em turismo de observação, transformou caçadores de onças em empreendedores do turismo de natureza e sustenta 50 famílias.

Photo of Jussara Utsch
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Nome completo do(a) representante do projeto

Douglas Brian Trent

E-mail

douglas.trent@institutosustentar.net; ecotrent@aol.com

Nacionalidade

norte-americana

Gênero

  • Masculino

Data de Nascimento

16061957

AÇÃO BICHO VIVO -  vídeo no link: https://youtu.be/yr1yUi54kww

Setembro/2020 - Os incêndios que já devastaram a região da Transpantaneira no Pantanal atingem a região de Cáceres/MT, sede do Projeto Bichos do Pantanal, realizado pelo Instituto Sustentar. A Bacia do Alto Pantanal aonde nenhuma ajuda chega e concentra grande número de vida silvestre, com uma das maiores concentrações de onça-pintada do mundo, ganha apoio da Ação Bicho Vivo, criada pelo Projeto com objetivo de levantar fundos para resgatar, tratar e alimentar os animais vítimas dos fogos, além da prevenção de incêndios.

Único Projeto atuando no resgate de animais em Cáceres, Bichos do Pantanal criou o Comitê Fogo da Ação Bicho Vivo –  formado por parceiros do ICMBio (gestores da Estação Ecológica (Esec) de Taimã e da Esec Serra das Araras), setor acadêmico (UNEMAT), representantes do Governo (SEMA – Secretaria do Meio Ambiente e Defesa Civil), Reserva Ecológica do Jaguar, ONGs como Instituto Gaia, entre outros – para avaliar e decidir as estratégias e destinos dos recursos arrecadados na Ação Bicho Vivo.

O Comitê Bicho Vivo fez um levantamento dos lugares estratégicos para destinação de reposição dos alimentos. “Em Cáceres, as regiões mais vulneráveis estão concentradas na divisa de áreas terrestres e Bacia do Alto Paraguai (BAP), onde só é possível chegar de barco”, comenta Jussara Utsch, diretora do Instituto Sustentar e do Projeto Bichos do Pantanal. “Nossa equipe dispõe de duas caminhonetes para deslocamentos terrestres e de dois barcos para percorrer as vias fluviais depositando às margens do rio Paraguai e seus tributários alimentos como frutas e grãos para os animais. Outros pontos estratégicos são abastecidos diariamente com alimentos destinados para diversas espécies concentradas na região”, explica. Contando com os parceiros, temos aproximadamente 10 caminhonetes e 15 barcos que nos ajudam na logística de resgates e alimentação dos bichos”, finaliza Utsch.

Prestação de contas

Até o momento, o montante recebido pela Ação Bicho Vivo está em torno de R$ 25.000,00 doados por pessoas físicas e R$ 150.000,00 pela Petrobras, patrocinadora do Projeto Bichos do Pantanal. O apoio da Petrobras na Campanha permite dobrar a expetativa de arrecadação e atingir R$ 300 mil em prol da fauna impacta com os incêndios no Pantanal.Com o dinheiro arrecado, um pouco mais de 2 toneladas de grãos, frutas e quirela foram comprados para alimentar os bichos até o momento. Cerca de 35 mamíferos foram resgatados na operação e, deles, infelizmente três sofreram eutanásia.Ainda não é possível estimar a quantidade de mortes de animais, que aumenta a cada dia, devido a queimaduras, inalação da fumaça, infecções, desidratação e inanição. O avanço do fogo em Cáceres ameaça o ciclo das águas, reprodução dos peixes e plantas da região, impactando negativamente no meio ambiente e no setor pesqueiro, importante atividade socioeconômica dos pantaneiros.

Efeitos das chuvas após os incêndios
De acordo com Claumir Muniz, coordenador de Ictiofauna do Projeto Bichos do Pantanal e professor na UNEMAT, os peixes migratórios são parte da base da pesca no Pantanal. Com o início das chuvas, inicia-se o período migratório destas espécies. Em consequência dos incêndios, estes peixes vão se deparar com ambientas degradados, também pela Dequada (esgotamento temporal do oxigênio da água) potencializada e não encontrarão frutos dos quais se alimentam. “Isso impacta no desequilíbrio fisiológico que influencia na reprodução dos peixes, que acontece principalmente entre outubro e dezembro”, explica Muniz. “Como o ambiente está impróprio, principalmente para os alevinos (os filhotes dos peixes), a reposição do estoque pesqueiro deve ficar bastante prejudicada”, analisa.
“A tão esperada chuva chegou com pouca intensidade”, prossegue Muniz. Por um lado, a chuva amenizou a situação aumentando a humidade relativa do ar e diminuindo a intensidade de propagação do fogo. Porém, de outro, ainda não é suficiente para encharcar o solo e debelar um fenômeno típico do Pantanal, o fogo subterrâneo. Por causa disso, o ambiente perde a renovação natural de sua vegetação. Em outras palavras, a rebrota natural que deveria acontecer após o fogo, pode ter se perdido pela intensidade do incêndio, podendo gerar um sério problema ecológico para a região.
Dados do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos incêndios florestais do Ibama, mostram que em 2020 a área queimada no Pantanal já passa de 2,3 milhões de hectares, o que representa quase 10 vezes o tamanho das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro juntas. Somente nos últimos dois meses foram atingidos 1.654.000 hectares.

Recuperação da fauna precisa do apoio da sociedade“Já tratamos animais de pequeno e grande porte, como onças, lobetes, iguana, anta, jabuti, garça, jaguatirica, tamanduá, entre outros”, comenta Douglas Trent, diretor de pesquisa do Projeto Bichos do Pantanal e um dos líderes da Ação Bicho Vivo. “Os cuidados aos animais oferecidos por nossa equipe, parceiros e voluntários que estão atuando na linha de frente do atendimento nos postos emergenciais de animais silvestres, fazem parte das ações para diminuir os impactos dos incêndios – ainda não mensurados – na fauna e flora”, comenta. “Nós estamos mobilizados para fazer o controle dessa situação desastrosa, junto com toda a comunidade científica, testando novas alternativas para que possamos passar por este momento mitigando e reduzindo da melhor forma os impactos, e também estabelecendo novas estratégias para que possamos de algum modo estar mais preparados para eventos futuros desta mesma natureza”, finaliza Trent.Para Ação Bicho Vivo, ainda são necessários recursos para aquisição de cochos e bacias para disponibilização de água aos animais que não conseguem se hidratar nos rios afetados com a seca e os incêndios, além de compras de alimentos, medicamentos para trato veterinário, construção de recinto para recebimento e tratamento de animais resgatados. “É uma situação urgente e precisamos agir muito rapidamente para evitar destruições de intensidade ainda maior. Por isso, a arrecadação de fundos é fundamental para ajudar na recuperação da fauna, que se encontra nesse momento completamente desorientada”, finaliza a diretora da Ação, Jussara Ustch.

Sede da organização (UF)

  • Minas Gerais

Site da organização

www.institutosustentar.net www.bichosdopantanal.org

Mídias sociais da organização

https://www.linkedin.com/company/institutosustentar/ https://www.facebook.com/bichosdopantanal/ https://www.youtube.com/user/bichosdopantanal https://twitter.com/bichospantanal https://www.instagram.com/bichosdopantanal/ https://www.instagram.com/institutosustentar/ https://www.instagram.com/bichosdopantanal/

Data em que você iniciou o projeto

07/2013

Estágio do projeto

  • Em expansão (expandindo o impacto para muitos lugares novos ou de várias maneiras novas)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

O ecólogo, operador de turismo de observação de vida silvestre e "birdwatching", Douglas Trent, foi o 1º operador de turismo de natureza no Brasil. Em 1980, ele propôs aos pantaneiros de Poconé/MT, ajuda para entrar no negócio ecoturismo se parassem de caçar a onça-pintada. Em troca, eles ganhariam dinheiro "mostrando" as onças aos turistas. Douglas levantou recursos de pré-reservas junto aos turistas estrangeiros e ergueram uma pousada; foi criado um site em inglês; a comunidade teve aulas sobre "como guiar" os turistas; como elaborar um plano de negócios, taxonomia da avifauna; foi estabelecido o 1º carro de safári do Pantanal e voluntários americanos ensinaram inglês. Entre outras iniciativas, foram realizadas excursões com jornalistas internacionais que fizeram a fama do lugar para clientes de vários países. Quando o projeto se tornou sustentável, hoje 50 famílias vivem da iniciativa, Douglas se mudou para Cáceres/MT, onde continua capacitando guias e coordena Projeto atual.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

O Brasil ocupa o 1º lugar mundial em biodiversidade, além de ser conhecido lá fora, mas a falta de bons guias, de operadoras de turismo profissionais ligadas à observação de vida silvestre e de promoção internacional do país como destino para esta categoria de turismo, resulta em um desempenho com indicadores bem abaixo da expectativa para este tipo de prática. Está provado que o investimento no turismo de natureza pode promover a redução da pobreza e melhorar a preservação do meio ambiente.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

Desenvolvemos uma metodologia que atende à expectativa dos "stakeholders" mapeados na região do Alto Pantanal, que é a transição do turismo de pesca para o turismo de observação de vida silvestre, promovendo a inclusão social e sustentabilidade econômica de artesãos e pequenos proprietários rurais, ribeirinhos, guias e monitores turísticos, dos proprietários e funcionários de empreendimentos turísticos, tais como barcos de pesca, locadoras de carro, agências e operadoras de turismo, proprietários de pousadas, restaurantes entre outros d setor de turismo. Criamos a "Rede de Cooperação Bichos do Pantanal" que trabalha a implantação do projeto de turismo sustentável de observação de vida silvestre e birdwatching. Fizemos um inventário das principais espécies de fauna da região, foi identificada uma nova rota turística, alternativa nomeada Estrada Turística Transpantanal. Os integrantes da Rede de Cooperação e a comunidade local receberam assistência e treinamento para receber turistas interessados na observação de vida silvestre, fotografia e pesquisa científica. O programa de capacitação é ministrado de forma que os parceiros se tornem multiplicadores e atores nos programas de desenvolvimento local, provendo oportunidades iguais p/ todos e igualdade de gêneros. Realizamos capacitação teórica e prática dos guias e monitores locais e cursos sobre "Como planejar, desenvolver e comercializar produtos de ecoturismo promovendo o desenvolvimento sustentável", abertos ao trade.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

Jussara Utsch (Presid. Instituto Sustentar) e Douglas Trent (diretor internac. Projeto Bichos do Pantanal) contam sobre a criação da Estrada Transpantanal, como alternativa à Transpantaneira. Criada pela Rede, a rota de turismo de observação de vida silvestre prioriza a vocação da região. A Rede de Cooperação Bichos do Pantanal é formada por lideranças locais, regionais e internacionais e trabalha pelo turismo sustentável, qualificando pequenos e microempresários para o empreendedorismo .

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

CAPACITAÇÃO, MODELAGEM DE PRODUTOS E TRADE TURÍSTICO: Capacitação dos prestadores de serviço locais, por meio de curso com aulas de inglês, Educação Ambiental, taxonomia, serviços hoteleiros etc. Criação de rotas turísticas, pacotes comerciais e marketing de reputação. Ampliação da Rede de Cooperação para a continuidade das ações; apoio aos saberes tradicionais. Aulas de design de alojamentos, práticas sustentáveis e inclusão digital. Neste momento, realizamos a Ação Bicho Vivo, com objetivo de levantar fundos para os animais acometidos pelos incêndios no Pantanal. Arrecadamos cerca de R$ 25.000,00 (pessoas físicas) e R$ 150.000,00 (doação Petrobras, patrocinadora do Projeto), 4 toneladas de grãos e frutas, além de cochos e água já foram comprados para alimentar os bichos. Equipamentos para brigadistas e para prevenção que aumenta a cada dia, devido a queimaduras, inalação da fumaça, infecções, desidratação e inanição. O avanço do fogo em Cáceres ameaça o Pantanal

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

Na estruturação do turismo sustentável criamos um pacote de desenvolvimento c/ programas de inovação p/ o turismo por meio da capacitação de guias e monitores, que se tornam multiplicadores do conceito de conexão c/ a natureza e da qualificação dos PMEs c/ foco no desenvolvimento e operação do negócio voltado principalmente ao público internacional, alinhados às ODS e protocolos pós Covid-19. O Brasil tem a maior biodiversidade do mundo, mas não aproveitamos adequadamente as oportunidades como o turismo de observação. Essa atividade inclui capacitação e orientação p/ receber turistas internacionais e nacionais, aulas de inglês gratuitas c/ voluntários, taxonomia das espécies, conhecimentos de marketing e comunicação, presença online e assessoria de imprensa especial visando aumento de visitação para observação da natureza. O Projeto conta c/ uma Rede de Cooperação. Neste momento, o Projeto Bichos do Pantanal lançou a "Ação Bicho Vivo" c/ objetivo de levantar fundos para resgatar, tratar e salvar a vida dos animais acometidos pelos incêndios no Pantanal, que já bateram recordes históricos. Arrecadamos R$25 mil e a Petrobras, patrocinadora, está apoiando com R$150 mil, compramos cerca de 4 toneladas de frutas, quirela e combustível para os carros e barcos , além de equipamentos para brigadistas. Nossa equipe se uniu a outros parceiros em uma força-tarefa, para distribuição de recursos aos bichos encontrados em Porto Jofre e Cáceres, além de mapear outros locais críticos.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

O Proj. Bichos do Pantanal - realizado pelo Instituto Sustentar com o patrocínio da Programa Socioambiental da Petrobras, atua na região do Alto Pantanal (Cáceres e Porto Estrela, MT). O foco é nas áreas de Educação Ambiental, pesquisas científicas e turismo sustentável. O Turismo de observação de vida silvestre importante ferramenta de conservação e desenvolvimento local, forma guias e monitores para atuarem em conexão com a natureza, tornando-se multiplicadores do projeto e conservacionaistas, de forma a garantir a perenidade da atividade e a preservação da natureza. O Instituto Sustentar introduziu essa tecnologia em Cáceres/2013, atuando para o desenvolvimento local por meio da articulação de Rede de Cooperação, que capacitou de mais de 3.000 pessoas da cadeia produtiva, para atuarem no turismo de observação de vida silvestre. O Projeto incluiu Cáceres no mapa do turismo internacional, com divulgação em 32 países, desenvolveu a nova rota: “Estrada Turística Transpantanal, fomentou empreendedorismo local e estimulou a preservação da cultura local. Neste momento de pandemia e incêndios devastadores na Bacia do Alto Pantanal, que não dispõe de ajuda e concentra com uma das maiores concentrações de onça-pintada do mundo, entre outras espécies, ganha apoio da Ação Bicho Vivo, criada pelo Projeto Bichos do Pantanal para levantar fundos emergenciais para aliviar o sofrimento causado pelo fogo, que provoca hoje destruição irreparável na biodiversidade do Pantanal.

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

Com o nosso programa ecoturístico houve aumento da oferta de empregos e renda local, contribuindo na transição do turismo de pesca para o turismo de observação de vida silvestre. Barcos-hotéis e pousadas permanecem abertos no defeso, fechamento da pesca, garantindo menor sazonalidade para a cadeia do turismo local. Criamos a rota turística alternativa à Transpantaneira, nomeada Estrada Transpantanal. Alcançamos ampla cobertura de mídia nacional e internacional c/ divulgação em 12 idiomas e 32 países, além das redes sociais e revistas de bordo (turistas nacionais e internacionais). O programa contemplou 45 empreendedores locais PME com cursos de gestão turística responsável. Em Poconé/MT, 50 famílias vivem do projeto, 35 guias se comunicam em inglês e ajudam na preservação ambiental. A Ação Bicho Vivo, em andamento, fez um levantamento dos locais estratégicos para destinação e reposição dos alimentos, priorizando regiões vulneráveis onde só se chega de barco. Incluindo os parceiros, contamos com 10 veículos e 15 barcos que nos ajudam na logística e entrega de alimentos como frutas e grãos para os animais isolados e equipamentos brigadistas.

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Com base na experiência de 4 décadas no Brasil e outros países c/ a Focus Tour - 1ª operadora de turismo de observação, projeto JAGUAR ECOLOGICAL RESERVE e o Projeto Bichos do Pantanal, o Instituto Sustentar tem indicadores de sucesso que permitem replicar o conteúdo p/ várias regiões, com programas inovadores de capacitação para Turismo Sustentável, com base na Conexão com a Natureza, seguindo a metodologia do Programa: 1. DIAGNÓSTICO, 2.CAPACITAÇÃO, FORMAÇÃO DE PRODUTOS E DO TRADE TURÍSTICO,3. DIVULGAÇÃO NACIONAL, TESTES DOS PRODUTOS E IMPLEMENTAÇÃO INICIAL e 4. DIVULGAÇÃO INTERNACIONAL. Pretendemos ampliar as fontes de captação de recursos para a ampliação de nosso programa, tendo como novidades a inclusão digital, visando a requalificação do profissional (redes sociais entre outros); módulos voltados para prevenção e combate a incêndios; adaptação às mudanças climáticas (ações preventivas) e manutenção dos protocolos da pandemia (atualização constante), até que surja a vacina.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

A Rede de Cooperação, criada pelo Instituto Sustentar, em parceria com universidades nacionais e internacionais, governo local e estadual, implantou um programa ecoturístico bem-sucedido aumentando tanto emprego como a renda da população local. O Instituto Sustentar elaborou e mantém "acordos técnicos de parceria e colaboração" assinados com: UNEMAT, IFMT, Univers. Kansas KU/EUA, Universidade da Flórida, SECITEC - Secretaria Ciência e Tecnologia e Secret. Turismo do Mato Grosso, Prefeitura, Secret.Meio Ambiente, Turismo e Cultura, Secret. Educação de Cáceres/MT e Prefeitura Porto Estrela/MT, SEBRAE-MT, ESEC Taiamã e ESEC Serra das Araras/ICMBio, APAC - Ass .Artesãos, APPEC - Ass.Pescadores, Colônia dos Pescadores, Assoc. Comercial de Cáceres, Associação dos proprietários de barcos-hoteis e pousadas, Conselho Municipal de Turismo, entre outros.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

Nas atividades de estruturação do turismo sustentável, trabalhamos com as comunidades para criar um pacote de desenvolvimento, que incluiu programas de capacitação e educação ambiental, ensinando natureza no nível de espécies de cada região (taxonomia) e capacitação de guias e monitores, que são os líderes desta reconexão com a natureza na região. O programa de capacitação também contemplou os empreendedores do segmento, com orientação para gestão de negócios, comercialização e marketing e identificação de oportunidades com foco na sustentabilidade do turismo nacional e internacional na região. Pousadas, hotéis e barcos-hotéis que antes operavam somente com o turismo de pesca já operam com turismo de observação e as pousadas abriram trilhas para "Birdwatching" em suas propriedades, ampliando o foco de atuação, com orientação do projeto. A Ação Bicho Vivo, emergencial, inspira as pessoas a cuidarem efetivamente dos animais e da preservação do meio ambiente, por meio do exemplo.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Patrocínio Programa Petrobras Socioambiental, apoio dos atores da Rede de Cooperação.

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

Diversificação das fontes de captação de recursos, incluindo ações como a qualificação da equipe interna para participação efetiva em editais de fundações nacionais e internacionais. Planejamento anual para expansão das atividades e prestação de serviços desenvolvidas pela equipe multidisciplinar do Instituto Sustentar. Campanhas institucionais para doações. Estabelecimento de metas para autonomia do Projeto por meio de replicação. Percentuais desejados: 25% - doações; 35% - patrocínio; 30% - editais; 10% - lei de incentivo para produtos culturais.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$100.000 e R$500.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • acima de R$ 500.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

O Instituto Sustentar conta com uma equipe multidisciplinar com muita vivência profissional na área socioambiental e de desenvolvimento local. Relação dos Cargos: Coord. Geral do Projeto e Rel. Institucionais - CLT - Coord. Técnico e de Pesquisa do Projeto - PJ - Gestor de Projetos e Marketing - PJ - Supervisor administrativo - CLT - Auxiliar administrativo-financeiro-contábil - CLT Pesquisador de campo (2) - Bolsa Estágio Assistente pesquisador de campo (5) - Bolsa Pesquisa Coordenador de Educação Ambiental - Bolsa Pesquisa Monitores de Educação Ambiental (3) - PJ Assessor de imprensa - CLT Analista de Comunicação - CLT Serviços gerais - CLT Serviços de limpeza - doméstico - PJ Contamos com equipe de capacitação profissional, de pesquisas, de comunicação/mkt terceirizados, visando a formação de multiplicadores para garantir a sustentabilidadedo projeto, sendo que a composição se altera conforme as atividades agregadas dependendo da receita do atrocínio em cd ciclo.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

Contamos com uma equipe composta e coordenada por mulheres, privilegiando a equidade social e de gênero, nossa equipe técnica é formada 8 mulheres, sendo que 75% em cargos de liderança e 8 homens, também em cargos de liderança, técnicos e multiplicadores da educação ambiental. A equipe possui diversidade racial, incluindo brancos e pretos e intergeracional onde membros do corpo técnico variam 19 anos – 65 anos, distribuídos nos diversos cargos. Em relaçãoo aos gênero, não há distinção e a equipe se relaciona também com fornecedores de comunicação e jornalistas de vários países que fazem coberturas sobre as pesquisas e outras contribuições.

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Minorias étnicas
  • Comunidade negra
  • Comunidade de baixa renda
  • Comunidade LGBTQIA+
  • Comunidade rural
  • Comunidade periférica
  • Comunidade indígena
  • Comunidade quilombola
  • Outra Comunidade Tradicional
  • Ribeirinhos

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

Os integrantes da Rede e a comunidade local identificada receberam assistência e treinamento especial para receber estrangeiros e brasileiros interessados na observação de vida silvestre, fotografias e pesquisas científicas. Os guias e condutores receberam treinamento em taxonomia para aprender a identificar as espécies de vida silvestre pelo nome científico, aulas de inglês com voluntários de universidades internacionais parceiras do projeto, alguns equipamentos como binóculo, luneta, livros, playback e APPs com gravação sons avifauna p/ prática birdwatching foram sorteados e os que não ganharam tiveram acesso a financiamento para compra equipamentos. As agências e operadoras de turismo e os empreendimentos como hotéis, pousadas, companhias rent-a-car, comércio de artesanato, restaurantes etc, tbem receberam capacitação para atuar no segmento e receber estrangeiros, com informações e cardápios de padrão internacional, em inglês, e orientação para atendimento em em horários especiais.

16) Como você soube desse desafio?

  • Mídia social
  • Mecanismo de busca
  • Participou de desafios anteriores da Ashoka

17) ADAPTABILIDADE: Como sua iniciativa contribui para a resiliência socioeconômica e cultural da comunidade em que você atua? Ou seja, como ela ajudou a comunidade a se adaptar em uma situação de crise como a pandemia da covid-19?

Projeto Bichos do Pantanal - realizado pelo Instituto Sustentar com o patrocínio da Programa Socioambiental da Petrobras, atua na região do Alto Pantanal (Cáceres e Porto Estrela, MT). O foco é nas áreas de Educação Ambiental, pesquisas que ampliam o conhecimento científico visando a preservação de espécies da fauna pantaneira e a promoção da sustentabilidade local por meio do Turismo Sustentável. O Projeto Bichos do Pantanal é realizado pelo Instituto Sustentar, OSCIP com sede em Belo Horizonte e atuação nacional e internacional. A entidade é dedicada à implementação e execução de projetos que buscam a sustentabilidade econômica, social e ambiental, junto à iniciativa privada, entidades da sociedade civil e setor governamental. O objetivo é promover pesquisas técnico-científicas e boas práticas institucionais e empresariais que permitam o desenvolvimento sustentável de nossa sociedade. No contexto da Covid-19, distribuímos máscaras personalizadas do Projeto, além da realização de todas as atividades seguindo e disseminando os protocolos da OMS. Além da pandemia, o Pantanal sofre hoje uma catástrofe ambiental, causada por incêndios que devastam a fauna e a flora. Neste contexto tão adeverso e comovente, o Projeto criou uma ação emergencial que visa cuidar minimamente dos bichos afetados pelos efeitos do fogo. Estamos em campanha ativa de conscientização, informação para brigadistas e arrecadação de fundos para socorrer e alimentar as vítimas inocentes da destruição: nossos bichos. Até agora foram doados R$25 mil, por pessoas físicas e R$150 mil, pela patrocinadora do projeto, a Petrobras. Estes recursos estão sendo utilizados para viabilizar a compra de alimentos, remédios, equipamentos e combstível para os veículos utilizados na empreitada. Esta ação mereceu ser incorporada ao desafio, porque nasceu da urgência e agora, mais do que nunca, precisamos continuar qualificando as pessoas para a retomada do turismo, grande afetado pela Covid e pelos incêndios.

18) MUDANÇAS SISTÊMICAS: Você diria que sua atuação gera ou visa a mudança sistêmica? Caso sim, por favor explique.

A implementação do turismo de observação da vida silvestre na região de Poconé/MT, na década de 1980, foi a base para o atual projeto Bichos do Pantanal. O turismo focado na biodiversidade e a preservação do meio ambiente é fundamental para o desenvolvimento da comunidade local. Douglas Trent, precursor deste trabalho no Brasil, não se limitou apenas a levantar fundos para o desenvolvimento de negócios locais, mas também capacitou guias turísticos oferecendo treinamento e cursos de inglês para atender o público-alvo: turistas estrangeiros. As onças se tornaram foco de desenvolvimento de negócios. O empreendimento inicial se consolidou na Reserva Ecológica do Jaguar, com energia solar instalada com o apoio da ONG e uma infraestrutura moderna e completa para receber turistas. A presença estrangeira contribuiu para dar fama internacional à Reserva Ecológica do Jaguar. Jornalistas do jornal NY Times e das emissoras BBC e National Geographic, entre outros repórteres convidados por Trent, publicaram reportagens especiais sobre a vida pantaneira e o turismo dedicado à observação da vida silvestre na região. Dez anos se passaram após Douglas Trent deixar a Transpantaneira e permitir que Eduardo e outros pantaneiros assumissem seu futuro. Eles continuaram a trabalhar na Reserva Ecológica do Jaguar, porém contribuíram para dar apoio a várias outras comunidades pantaneiras. Hoje, o trabalho iniciado por Trent sustenta mais de 50 famílias pantaneiras, e o projeto gerou tanto interesse que, atualmente ,temos US$ 7 milhões anuais em turismo na região para observação de onças, o que faz parte de seu legado. “Graças ao apoio inicial do Douglas, muitas outras pousadas surgiram no Pantanal”, conta Eduardo Falcão. “Meu pai adorava o Douglas, acreditava nas suas propostas e aprendeu muito com ele, principalmente a valorizar a biodiversidade do Pantanal e a reconhecer as oportunidades de negócios locais. Desse encontro dos dois, a vida de toda a minha família mudou para melhor".

19) TURISMO COMO VETOR DE DESENVOLVIMENTO: Você consegue exemplificar, a partir da sua experiência, como o turismo pode colaborar localmente para um sistema de criação de valor compartilhado?

As experiências de Douglas Trent na Reserva Ecológica do Jaguar, são provas concretas das vantagens e do crescimento sustentável que o turismo de natureza pode proporcionar, tanto para as cidades onde a atividade se estabelece, quanto para a população local. Cáceres tem potencial para ser um dos destinos de natureza mais procurados. Entretanto, o acesso limitado a informações na internet e a baixa visibilidade nas redes sociais restringem a habilidade do viajante qualificado em conhecer essa opção. Dez anos após o início deste trabalho, o turismo de observação já proporciona média de 7 milhões de dólares anuais e é a fonte de renda para mais de 50 famílias da região . “O público internacional, em especial norte-americanos e europeus, tem uma grande conexão com a natureza e paixão por viagens exóticas para birdwatching e outras espécies. Valorizam a vida silvestre e investem muito dinheiro nesse tipo de turismo. A perspectiva dessa região deve contar com a construção de novas pousadas apropriadas, treinamento de guias bilíngues em português e inglês, marketing e desenvolvimento de comunidades acolhedoras. De acordo com donos de pousadas, o projeto Bichos do Pantanal chegou para agregar ideias inovadoras, como a criação de trilhas para a observação de animais, mudando a mentalidade dos pantaneiros e sua forma de olhar para o meio ambiente e enxergar as diversas formas de vida, bem como ensinaram os nomes de espécies de fauna e flora e a valorização de seu patrimônio natural. “Antes do projeto Bichos do Pantanal, ninguém dava importância para a natureza, enquanto hoje é enquanto hoje é possível observar aqueles, que outrora não a valorizavam, ensinando aos turistas que chegam na região. Descobriram a importância de preservar o meio ambiente e de conduzir o turismo ecológico por meio de boas práticas sustentáveis. "Quanto mais bichos se tem, mais turistas são atraídos e mais desenvolvimento a região desfruta”, explica Thiago Silva, gerente do Hotel Baiazinha.

20) REPLICABILIDADE: Para você, é possível identificar outros projetos que foram inspiradores para sua iniciativa? Em quais aspectos? E como o seu projeto se preocupa em inspirar outras iniciativas e ser replicado em outros contextos? Há alguma estratégia para viabilizar sua replicação?

Se por um lado, percebe-se na sociedade brasileira uma crescente preocupação com o meio ambiente e a preservação dos recursos naturais, verifica-se, por outro lado, pouco conhecimento e algum distanciamento para com o ambiente natural. Dificilmente um brasileiro consegue citar cinco nomes de pássaros ou árvores mais incidentes no bairro em que reside. Enquanto a maioria dos brasileiros acima de 40 anos passou sua juventude em contato com a natureza, nos dias de hoje, grande parte da população vive nas cidades. Pesquisas mostram a importância dessa conexão com a natureza para a criatividade, memória e felicidade das pessoas. É para resgatar a valorização da natureza e melhorar a qualidade de vida da população que a sensibilização por meio de educação ambiental é uma das grandes frentes de atuação do Projeto Bichos do Pantanal. Além da Educação, nosso projeto trabalha com comunidades para receber um pacote de desenvolvimento que inclui programas de educação ambiental e capacitação de monitores e guias de observação de vida silvestre, que serão os líderes desta reconexão com a natureza. Pesquisas mostram a importância da conexão com a natureza para a criatividade, memória e felicidade das pessoas. Aliada ao incentivo à pesquisa científica, o projeto recebeu dezenas de pesquisadores, ecólogos e estudantes, tendo gerado subsídios para diversas publicações, além de cartilhas e livros divulgando as riquezas da biodiversidade singular do bioma Pantanal. Nosso legado vai além da atuação in loco e disponibilizamos em nosso site artigos, releases, relatórios e publicações para os públicos interessados, veja os links: http://www.bichosdopantanal.org/artigos-cientificos-e-teses/; http://www.bichosdopantanal.org/biblioteca/; http://www.bichosdopantanal.org/relatorios/. Além da galeria de fotos dos Bichos do Pantanal, neste momento tão ameaçador à sua preservação, em que atuamos fortemente para combater os efeitos dos incêndios: http://www.bichosdopantanal.org/galeria/

21) UTILIZAÇÃO DO PRÊMIO - Caso sua inciativa seja uma das três iniciativas selecionadas para receber o prêmio em dinheiro, como pretende investir o valor recebido?

Pretendemos investir na ampliação da capacitação para o turismo de observação, complementando a formação atual oferecida com disciplinas relacionadas ao letramento digital, uso de aplicativos e outras ferramentas que contribuam para o aprimoramento das experiências oferecidas aos turistas. Além da inclusão digital, é urgente o investimento na qualificação para a prevenção de incêndios com brigadistas e também o ensino de medidas preventivas, em tempos de mudanças climáticas.

22) a) TURISMO SUSTENTÁVEL: o que é turismo sustentável para você?

A perda de recursos naturais pode deixar a população em situação de vulnerabilidade, revoltada e frágil. As florestas fornecem água, medicamentos, matéria-prima e alimentos para muitas pessoas, além de serem uma base de crescimento espiritual. Milhares de pessoas vivem na pobreza em toda a região dos trópicos, e mais de 40% da população mundial ganha menos de um dólar por dia. Se suas necessidades econômicas continuarem insatisfatórias, não podemos esperar que essas pessoas tenham interesse em preservar o mundo natural. É aí que o turismo sustentável deveria entrar, fortalecendo economicamente as comunidades e protegendo a biodiversidade. Infelizmente, salvas poucas exceções, as comunidades foram deixadas de fora da equação, e é com esse objetivo que a OSCIP Instituto Sustentar e a organização filantrópica Focus Conservation Fund (FCF – Fundo de Conservação Focus/ sediada nos EUA), estão trabalhando para mudar o cenário de desigualdade socioeconômica por meio da qualificação.

22) b) TURISMO SUSTENTÁVEL: Com base na sua experiência, quais você considera serem os principais desafios para a implementação de iniciativas de turismo sustentável na atualidade? Quais caminhos você vislumbra para superá-los?

Em 2020, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) publicou que mais de 31 mil espécies estão ameaçadas de extinção. Isso representa 27% de todas as que foram avaliadas e o início da sexta grande extinção. De acordo com cientistas da IUCN e da Conservação Mundial do Meio Ambiente da ONU, havia 202.467 áreas protegidas em 2016, que cobriam quase 20 milhões de quilômetros quadrados, o correspondente a 14,7% das terras do mundo, excluindo a Antártica. Embora pouco menos de 15% dos parques do mundo desfrutem de alguma forma de status de proteção, muitos continuam sofrendo com incêndios florestais, caça furtiva, extração ilegal de madeira, mineração e desmatamento. Pior, mais de 80% da biodiversidade mundial vive fora dessas áreas. A vontade política e as realidades econômicas impedirão a criação de parques necessária para impedir que a vasta maioria das espécies seja protegida. Milhares de pessoas vivem na pobreza em toda a região dos trópicos e se suas necessidades econômicas continuarem insatisfatórias, não podemos esperar que essas pessoas tenham interesse em preservar a natureza. Uma ferramenta potencial na luta para salvar o mundo natural são os empreendimentos de ecoturismo. O turismo sustentável de base comunitária traz oportunidades significativas tanto para a preservação quanto para o benefício da comunidade local. A maioria dos programas de ecoturismo comunitário que fracassam não leva em conta que nem todas as áreas são adequadas para um projeto se desenvolver de maneira bem-sucedida. É preciso considerar os recursos naturais e culturais, a diversidade de espécies e os locais históricos, bem como seu acesso, o tamanho da comunidade e a concorrência na região.

22) c) TURISMO SUSTENTÁVEL: Quais oportunidades você considera importantes para fortalecer iniciativas de turismo sustentável?

Uma das estratégias do projeto consta do diagnóstico e mobilização para ampliação da “Rede de cooperação Bichos do Pantanal”, que atua para promover serviços e capacitação do trade turístico. Capacitamos monitores em educação ambiental e guias locais, para orientação e atendimento de demandas dos turistas, pescadores e prestadores de serviços nessa área, com foco na preservação ambiental. Os principais fatores de sucesso para projetos de turismo sustentável e comunitário, incluem a formatação de projetos que considerem georeferenciamento, riqueza e diversidade de espécies para observação. Os obstáculos geralmente são a falta de financiamento e de motivação de alguns membros da comunidade. O ideal é iniciar o projeto com fundos ou recursos financeiros que cobrirão os custos. As condições de mercado e competição devem ser incluídas como pontos de referência só quando necessário. Uma análise profunda desses fatores. Outro fator importante a se observar são os interesses econômicos de outras empresas, ameaçados por empresas de ecoturismo de propriedade da comunidade. Ao incluir uma ampla variedade de parceiros (a rede de partes interessadas ou grupo de atores/parceiros), essa ameaça é reduzida. Com o compromisso do governo e uma ajuda externa bem direcionada, é possível criar um grande número de empresas de ecoturismo, baseadas na comunidade. Podemos conectá-las facilmente por meio das redes sociais (globalizadas), o que facilitaria o acesso de turistas internacionais. Os viajantes muitas vezes voltam para uma empresa de turismo que lhes forneceu um bom passeio. As que são de propriedade da comunidade só podem desfrutar de “negócios de retorno” por meio de tal associação. O ecoturismo comunitário pode ser desenvolvido em diferentes locais com vocação para o turismo, desde que a comunidade sinta-se dona do projeto e se possa contar com um grupo de parceiros/atores. O resultado é surpreendente e gera marketing espontâneo ao atrair o interesse da imprensa

Evaluation results

16 evaluations so far

1. IMPACTO: Esta iniciativa demonstra impacto relevante, e com evidências quantitativas e qualitativas?

Com toda certeza. - 62.5%

Sim, há evidências quantitativas e qualitativas de seu impacto na comunidade. - 25%

De forma parcial. - 12.5%

Não, há pouca evidência de resultados de impacto. - 0%

Não. - 0%

2. INOVAÇÃO: Esta iniciativa desenvolveu e implementou uma abordagem inovadora?

Com toda certeza. - 43.8%

Sim, tem características inovadoras. - 37.5%

De forma parcial. - 18.8%

Não, há pouca evidência demonstrada. - 0%

Não. - 0%

3. PLANEJAMENTO FINANCEIRO E OPERACIONAL: A iniciativa tem como base um modelo de negócio viável e mostra planos realistas de longo prazo para a sustentabilidade financeira?

Com toda certeza. - 43.8%

Sim, a iniciativa tem um bom modelo de negócio. - 37.5%

De forma parcial. - 18.8%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

4. REPLICABILIDADE & CRESCIMENTO: Avalie a escalabilidade da iniciativa. Ela tem potencial de ser replicada em outros contextos sociais, culturais e/ou geográficos?

Com toda certeza. - 53.3%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 33.3%

De forma parcial. - 13.3%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

5. AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO: Uma/um agente de transformação social é alguém que se propõem a lidar e encontrar soluções coletivas para o bem de uma comunidade, um grupo, uma localidade. Queremos saber: essa iniciativa ajuda a inspirar e apoiar outras pessoas a se tornarem agentes de transformação em suas comunidades?

Com toda certeza. - 37.5%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 50%

De forma parcial. - 12.5%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

6. DIVERSIDADE: Esta iniciativa demonstra a inclusão de públicos diversos em sua iniciativa, seja nos parceiros com os quais colabora e/ou na composição de sua equipe?

Com toda certeza. - 43.8%

Sim, a iniciativa demonstra potencial. - 31.3%

De forma parcial. - 25%

Insuficiente. - 0%

Não. - 0%

7. AVALIAÇÃO GERAL: De forma geral, você considera que esta iniciativa deve avançar para a próxima fase do Desafio e se tornar um semifinalista?

Sim, com toda a certeza! - 50%

Sim, acredito que sim. - 31.3%

Talvez. - 18.8%

Provavelmente não. - 0%

Não. - 0%

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Team

Olá Jussara e equipe,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

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