Acolhendo em Parelheiros

Turismo social agroecológico comunitário: pedagogia de resistência, desenvolvimento local, sustentabilidade e reconhecimento de potências

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Nome completo do(a) representante do projeto

Isabel Aparecida dos Santos Mayer

E-mail

bel@ibeac.org.br

Nacionalidade

Brasileira

Gênero

  • Feminino

Data de Nascimento

26071967

Sede da organização (UF)

  • São Paulo

Site da organização

www.ibeac.org.br

Mídias sociais da organização

Site do projeto: www.acolhendo.ibeac.org.br Insta: @ibeacoficial - www.instagram.com/ibeacoficial/?hl=pt-br Facebook: @ibeac - www.facebook.com/ibeac/ LinkedIn: Ibeac - www.linkedin.com/company/ibeac?trk=similar-pages_result-card_full-click Youtube: Ibeac DH - www.youtube.com/channel/UCKr-llm3tcldDuzqfCgnyRQ

Data em que você iniciou o projeto

02/2016

Estágio do projeto

  • Em crescimento (passaram das primeiras atividades; trabalhando para o próximo nível de expansão)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

Desde de 2008 o IBEAC desenvolve em Parelheiros, periferia sul da cidade de São Paulo com segundo pior IDH do município, seu Programa de Direitos Humanos, focado na promoção, defesa e garantia desses direitos sob o bojo da valorização das potencialidades territoriais. Após o intercâmbio metodológico com a Associação Acolhida na Colônia (em 2016), o IBEAC vem reaplicando em Parelheiros, em parceria com a Acolhida, a sua metodologia de turismo de base comunitária na agricultura familiar. A interlocução com os agricultores orgânicos locais visando uma alimentação saudável no território, juntou-se ao diálogo com coletivos e projetos sociais desenvolvidos na região para dar continuidade ao empreendedorismo feminino, expandindo o escopo das ações para o turismo pedagógico sustentável, habilidades de acolhimento local destas mulheres, coletivos, projetos e, também, dos associados da Cooperapas – Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

Segundo a ONU, os agricultores familiares produzem 80% dos alimentos do mundo. De acordo com o Censo Agropecuário 2017, na cidade de São Paulo existem 320 propriedades de agricultura familiar. O CEBRAP identificou em 2019 que mais de 50% destes agricultores possui renda média familiar inferior a mil reais por mês. Parelheiros, área rural e de ecoturismo, tem o 2° pior IDH (0,747) do município e o turismo explorado na região é majoritariamente de massa e não considera a sustentabilidade local.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

A solução propõe um turismo pedagógico social e agroecológico como forma de geração de renda, fortalecimento territorial e aprendizagem pelo estudo do meio. Isto porque, o projeto conta com propriedades da agricultura familiar, mas a também com o empreendimento feminino de alimentação saudável Amara Cozinha e os projetos sociais Vargem Grande Comunidade Saudável (alfabetização e permacultura), Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura (livro, leitura e literatura como direito) e Centro de Excelência em Primeira Infância (cuidados com a primeira infância desde a barriga). A solução pauta-se na formação continuada, economia inclusiva e colaborativa, desenvolvimento local, agricultura familiar orgânica e turismo sustentável. O projeto tem potencial comprovado na complementação de renda das famílias de agricultores, contribui para geração de postos de ocupação produtiva no meio rural, valoriza o saber comunitário e a produção agroecológica e orgânica. Atualmente, as propriedades participantes do projeto é maior que o total de propriedades rurais que atuavam com turismo na cidade em 2017 (1,5% - IBGE). Uma única visita de um grupo de 20 pessoas por 08 horas gera uma receita de R$ 1.400,00, superior à renda mensal média das propriedades de agricultura familiar. Ademais, o projeto coloca na centralidade do conhecimento os saberes e fazeres comunitários, mostrando a potência e presença do conhecimento nas/das periferias

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

O Acolhendo em Parelheiros é uma inovação em turismo sustentável pois leva em consideração a sustentabilidade social, econômica, ambiental e cultural do território. Ele tem fortalecido a comunidade local, seus saberes e fazeres. Hojé é referência em turismo de base comunitária e exemplo de transformação local, empoderamento e melhoria coletiva da qualidade de vida e valorização do ser

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

• Aproximação do mercado, comercialização e realização de roteiros agroturísticos pedagógicos, principalmente com escolas. • Planejamento, gestão e supervisão do projeto de forma compartilhada e colaborativa • Visitas de reconhecimento e sensibilização para conhecer e conversar com os agricultores, apresentar a proposta do projeto e cadastrar as adesões. • Visitas técnicas a experiências que já funcionam para ampliar a motivação e engajamento com o projeto e com o desenvolvimento desta nova atividade produtiva. • Encontros de Diagnósticos Participativos, para análise das potencialidades e fragilidades das propriedades participantes e interessadas em fazer parte do projeto • Oficinas de Práticas de Campo, oficinas de formação em temas relacionados ao turismo e com base nas fragilidades identificadas nos diagnósticos • Certificação das propriedades conforme as normas da Acolhida na Acolônia e formalização da entrada no Grupo de Agroturismo de Parelheiros

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

O Acolhendo em Parelheiros é uma experiência de turismo de base comunitária em área rural e periférica da maior metrópole da América Latina, contrapondo-se ao turismo de massa em grande escala na cidade. É uma iniciativa que contribui para a produção orgânica e familiar em um grande centro urbano e valoriza a periferia como locus de produção de conhecimento e de estratégias de enfrentamento às desigualdades sociais. Esta experiência está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável já que tem potencial e contribui de forma propositiva com a qualificação da educação, com o desenvolvimento local de forma sustentável, com o incentivo a produção e consumo de alimentos saudáveis, além do respeito e reconhecimento da diversidade e direitos das mulheres (ONU, 2016). Ademais, ao usar o potencial sócio-econômico do GAP (Grupo de Agroturismo de Parelheiros), a partir dos princípios do trabalho associativo, agricultura familiar, sustentabilidade ambiental e turismo de convivência, estes moradores desencadeiam uma importante estratégia de empreendedorismo local, fortalecimento e conservação territorial/ambiental e geração de renda, proporcionando, assim, melhores condições de vida para si e suas comunidades. Observa-se ainda que a realização dos roteiros de visitação turística pedagógica integra as ações relacionadas à área do turismo e da educação com outras áreas de políticas públicas (meio ambiente, trabalho, agricultura, cultura, segurança alimentar, assistência social).

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

Do ponto de vista do social, a projeto é realizado em área periférica cujos indicadores sociais estão entre os piores da cidade. Todas as atividades olham para o desenvolvimento de ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da comunidade,seja pela interlocução com as políticas públicas locais ou pelas estratégias comunitárias. Isso se dá pelo fortalecimento do Grupo de Agroturismo de Parelheiros que desenvolve ações locais e gratuitas de alimentação saudável, estudo e preservação do meio ambiente, acesso à literatura e comunicação como direito humano, bem como tecnologias sociais de segurança alimentar e promoção da saúde e cuidado com as crianças desde a barriga. No que tange ao aspecto cultural, é parte da essência do projeto a vivência/experiência pelo compartilhamento com os visitantes dos fazeres e saberes dos comunitários. Já em relação ao aspecto ambiental, o Grupo de Agroturismo utiliza sistemas e práticas agroecológicas, dialoga sobre seus conhecimentos sobre o tema com os visitantes, incentivando a adoção de práticas também no meio urbano, Ademais, agem diariamente produzindo natureza ao preservar o território, produzir orgânicos, recuperar nascentes, etc. Por fim, a questão econômica pode ser observada pela geração de renda a partir da comercialização dos roteiros de visitação e venda de produtos de fornecedores locais,bem como pela adoção de uma tabela de preços transparente, com preços diferenciados de acordo com as condições do grupo de visitantes

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

• Crescente a apropriação do TBC, autovalorização e articulação solidária do Grupo de Agroturismo de Parelheiros(GAP); • Frutífera articulação com parceiros estratégicos para constituição e divulgação dos roteiros - parcerias com universidades (nacionas e internacionas) escolas (públicas e privadas), SESC e Agência Araribá; • Realização de visitas pedagógicas as propriedades e geração de renda para o GAP - 145 horas de visitação turística de estudantes de escolas públicas, privadas e universidades realizadas, com a participação de 450 pessoas; • Formação e constituição do GAP, constituído por 6 propriedades, 1 empreendimento social comunitário e 3 projetos sociais – outros agricultores estão interessados em fazer parte do grupo; 116 horas de reuniões realizadas de gestão e planejamento do projeto; 65 horas de oficinas de formação realizadas; • Divulgação ativa do projeto - participação em 13 eventos presenciais para compartilhar sobre a experiência e divulgação em 08 mídias de grande circulação; redação de 03 artigos em parceria com universidades para periódicos.

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Os planos de crescimento são o fortalecimento das parcerias já existentes e constituição de novas, principalmente no que diz respeito a maior comercialização dos roteiros e ampliação do Grupo de Agroturismo de Parelheiros. Nesse sentido, uma das ações será intensificar a interlocução com as unidades do SESC, já que o roteiro do Acolhendo em Parelheiros está incluso na programação de Turismo Social do SESC, e a visita ativa as escolas privadas para apresentação da proposta de visitação e adoção de visitas de escolas públicas. Além disso, temos diálogo com órgãos governamentais para a inclusão de visitas turísticas ao Acolhendo nos planejamentos pedagógicos anuais das escolas públicas. Em relação a ampliação do GAP, o IBEAC e o grupo estão buscando captar recursos com governo, empresas e fundações para que outras 20 propriedades de agricultura familiar possam participar do grupo.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

O projeto é realizado em cooperação com a Associação Acolhida na Colônia e as ações sociais que o compõe são realizadas em parcerias com os equipamentos públicos locais da saúde, educação, e assistência social. O Acolhendo conta com a parceria da Araribá Cultura e Turismo e do Sesc (Serviço Social do Comércio) de São Paulo na estruturação e comercialização dos roteiros. Também se articula com a Cooperapas (Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo) no que diz respeito ao envolvimento dos agricultores e produção orgânica. O projeto é desenvolvido junto com Grupo de Agroturismo de Parelheiros (GAP), que planeja, gere e executa os roteiros de visitação. Além disso, tem parcerias com universidades (ex: USP, UFSC, Unifesp, Mackenzie, Escola Schumacher, Breda University, FGV), escolas públicas e privadas (ex: Lourenço Castanho, Avenues, EMECE, Colégio Sidarta, Colégio São Domingos) na divulgação e aquisição dos roteiros.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

O Grupo de Agroturismo atualmente constituído é composto de agricultores, empreendedores e lideranças locais que foram provocados a fazer parte do projeto. O IBEAC, após realizar o intercâmbio metodológico com a Associação Acolhida na Colônia, reuniu pessoas e propôs a reaplicação coletiva da experiência em Parelheiros. Até então, esse coletivo, que hoje é comprometido com aos princípios do TBC e alinhado com as normas da Acolhida na Colônia, que incluem a transição da produção agrícola convencional para a orgânica, nunca tinha atuado com TBC de forma sistêmica. O IBEAC atua hoje como facilitador desse processo e observa que a atuação do GAP está impactando outros coletivos locais e interessados em fazer parte do Acolhendo em Parelheiros. O GAP não só é parte do projeto, mas, são pessoas sem as quais o projeto não acontece e a capilaridade das transformações que ele promove não se ampliam no território e fora dele, já que esse coletivo já é referência em TBC.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Suporte de amigos
  • Apoio da família
  • Vendas
  • Mentores / conselheiros
  • Participação em programas de incubação e aceleração
  • Prêmios
  • Captação de recursos em editais

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

Tendo em vista que o projeto é recente e está em fase de ampliação, no curto prazo a estratégia de financiamento dependerá do apoio financeiro de empresas e fundações, e eventualmente, uma pequena parcela de recursos públicos. Ainda que os roteiros estejam inseridos na programação turística do SESC e tenha uma grande demanda de escolas a procura do turismo de base comunitária promovido pelo projeto, ainda se faz necessário aperfeiçoar as estruturas físicas dos membros do Grupo de Agroturismo de Parelheiros, bem como aumentar seu número de membros para ampliar a capacidade de atendimento do grupo. Ademais, nesse espaço de tempo, é preciso fortalecer o fundo atual do projeto para que os recursos destinados à ele permitam a manutenção de uma pessoa dedicada a gestão administrativa das atividades turísticas. No médio a longo prazo, com o programa de turismo de base comunitário consolidado, a experiência da Acolhida na Colônia nos mostra que é possível que o projeto se sustente com base na prestação de serviços e gestão de um fundo composto de um percentual da comercialização dos roteiros turísticos e vendas dos produtos locais durante as visitações. Do total, e com base no histórico de captação de recursos e orçamento de anos anteriores, a distribuição percentual seria de 60% editais, empresas e fundações; 10% com governo, 25% em serviços e 5% em doações.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$10.000 e R$50.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • acima de R$ 100.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

Hoje a equipe integral é composta por 02 coordenadoras gerais (uma doutora em serviço social e uma mestranda em turismo), 03 gestoras de projetos (uma doutoranda em enfermagem, uma pós graduanda em gestão de projetos e uma bacharel em teatro e especialista em literatura). A gestão administrativa e financeira é realizada por 02 administradoras de empresas e a comunicação por 01graduando em educomunicação. Esta é a equipe que está à frente do desenvolvimento e gestão organizacional como um todo, incluindo os projetos do Programa de Direitos Humanos, entre eles, o Acolhendo em Parelheiros. Em relação a gestão no território, são 32 pessoas entre articuladores locais, mediadores de leitura, mulheres empreendedoras e agricultores familiares, sendo 16 representantes membros do Grupo de Agroturismo de Parelheiros. O projeto conta com supervisões técnicas temporárias de especialistas em agronomia, educação, turismo (especificamente de base comunitária) e comunicação.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

A equipe envolvida no projeto é multidisciplinar (das áreas de gestão de políticas públicas, enfermagem, teatro, pedagogia social, assistência social, administração de empresas, educomunicação, agronomia, turismo, gestão ambiental e gestão de projetos) e conta com representantes da comunidade de Parelheiros (agricultores, mães, mulheres, educadores populares, cozinheiras e mediadores de leitura). O grupo de 40 pessoas é majoritariamente feminino e negro (60%), sendo 45% da faixa etária de 18 a 40 anos, 30% de 40 a 50 anos e 25% com 50 anos ou mais. Em relação aos cargos e vínculos, são coordenadores gerais e locais, gestores de projetos, articuladores locais, comunicador, gestores administrativos financeiros e especialistas técnicos, sendo 50% de pessoas jurídicas e os outros 50% de voluntários ou que recebem uma bolsa auxílio para apoiar o desenvolvimento das ações no território.

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Comunidade negra
  • Comunidade de baixa renda
  • Comunidade rural
  • Comunidade periférica
  • Comunidade indígena
  • Adolescentes e mulheres

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

O projeto é desenvolvido em Parelheiros e com o envolvimento da comunidade do território. Parelheiros é um dos distritos com os piores indicadores socioeconômicos da cidade de São Paulo, área rural com forte presença de agricultura familiar, primeiro em presença indígena e segundo em presença negra do município. O GAP é constituído de representantes dessa comunidade e com esse perfil. Ademais, os roteiros turísticos realizados baseiam-se na vivência e nas ações que o projeto realiza para e com a comunidade local. A alimentação saudável é produzida e compartilhada por e entre agricultores familiares, além do coletivo de mulheres da Amara Cozinha, que realiza encontros de formação sobre alimentação saudável em equipamentos públicos, com mães, gestantes, mulheres e crianças. As mães mobilizadoras do Centro de Excelência em Primeira Infância visitam e acompanham mulheres a partir do uso de tecnologias sociais focadas na saúde e cuidados com gestantes e seus bebês. A biblioteca comunitária

16) Como você soube desse desafio?

  • Mídia social
  • Mecanismo de busca
  • Recomendado por outras pessoas
  • Contato Ashoka Brasil
  • Notícias (meios de comunicação)
  • E-mail

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Team

Olá Claudia e equipe,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

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