Altos da Serramar, Circuitos de Agroturismo

Uma rede de agricultores familiares e produtores rurais, tecida com fios de sustentabilidade.

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Nome completo do(a) representante do projeto

Lia Carla Carneiro Caldas

E-mail

lia.carla.caldas@gmail.com

Nacionalidade

Brasileira

Gênero

  • Feminino

Data de Nascimento

13041964

Sede da organização (UF)

  • Rio de Janeiro

Site da organização

www.altosdaserramar.com.br

Mídias sociais da organização

https://instagram.com/altosdaserramar?igshid=1hnkrqp7ao91f

Data em que você iniciou o projeto

Dezembro de 2014

Estágio do projeto

  • Em crescimento (passaram das primeiras atividades; trabalhando para o próximo nível de expansão)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

O agroturismo é considerado uma estratégia de desenvolvimento, que concilia as potencialidades da APA Macaé de Cima(RJ) e seu entorno: agricultura, turismo e conservação ambiental. Essa foi motivação para construir a rede através da minha pesquisa de mestrado (2014) nos municípios de Nova Friburgo, Bom Jardim e Trajano de Moraes. Em 2018, com financiamento do Programa Rio Rural (EMATER-RJ/Banco Mundial/FAO), a rede foi estruturada pela Associação Casa dos Saberes, que presido atualmente. O coletivo visa um novo modelo de negócio com a incorporação dos princípios de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental na economia local, fortalecendo iniciativas para a conservação da natureza e das expressões culturais tradicionais locais, a transição agroecológica e a integração da produção agrícola ao mercado na região. Possibilita a criação de novos roteiros turísticos e estratégias de redução de degradação ambiental e desigualdade social, agregando valor às práticas desenvolvidas.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

Entraves para o desenvolvimento são: escassez de recursos públicos; assistência técnica e capacitações para receptivo turístico e ampliação de práticas agroecológicas; a comercialização dos produtos e atividades turísticas; a formalização jurídica do coletivo do agroturismo; a destinação dos resíduos do grupo; a divulgação da rede em agências de turismo; mídias digitais; guias de turismo regionais, estaduais e trade turístico, inclusive do site do grupo. A pandemia agravou todos estes problemas.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

Desde o lançamento, buscamos financiamentos públicos e privados, além de parcerias. Nas reuniões mensais, organizamos ações e compartilhamos demandas. Firmamos parceria através de um Projeto de Extensão realizado pelo CEFET/RJ em 2019, para apoio e consultoria turística aos produtores rurais da rede, com dois professores e sete estagiários, criando-se planos de negócio, circuitos turísticos, atualização do site e ações de marketing turístico em redes sociais. Outras iniciativas foram: a inscrição em prêmios e editais, como o Prêmio Braztoa (2019), no qual ficamos entre os 4 finalistas da categoria “Parceiros do Turismo”; e da FGV em inovação na agricultura familiar para as mudanças climáticas, classificados até a semifinal. Integramos o Conselho Municipal de Turismo e participamos das ações do projeto INVESTE TURISMO e de eventos como o I Workshop Internacional em Conservação Ambiental e Ecoturismo, que promoveu um Termo de Entendimento entre a cátedra europeia da UNESCO e o município de Nova Friburgo, com visitas às nossas propriedades. Realizamos oficinas e visitas com Marines Walkowski da Acolhida na Colônia. Participamos de feiras diversas em 2019. Com o SEBRAE: realizamos visitas técnicas em empreendimentos rurais da região serrana do RJ; inscrições no Projeto Turismo; e em capacitações de gastronomia (Viagem e Sabor). Participamos no grupo de whatsapp Rede Turisol. Buscamos recursos para roteirização e organização de FAMTOUR com agências de turismo de experiência.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

A rede deu visibilidade às iniciativas sustentáveis que antes estavam dispersas e isoladas na região, unindo-as em uma rede democrática que estrutura e divulga as atividades. Assim, estimula a conservação de remanescentes florestais e recursos hídricos; a proteção da flora e fauna nativas; valoriza a cultura rural local; fortalece a coletividade e um turismo de base comunitária, que complementa a renda familiar e atenua os efeitos das alterações climáticas mundiais com a transição agroecológica.

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

Sou mediadora do coletivo e o integro através da Casa dos Saberes, que atua como incubadora deste e de outros projetos, funcionando como escritório e local de encontro. Organizo as reuniões mensais onde são definidas prioridades e diretrizes, com decisões democráticas e horizontais. Represento o grupo em eventos de turismo, sustentabilidade e agroecologia; em fóruns ambientais; em instituições de ensino agrícola; nas reuniões do Conselho Municipal de Turismo de Nova Friburgo, etc. Articulo o apoio das associações locais, de universidades e escolas que promovem pesquisa, estágios e visitas de estudantes às propriedades. Pesquiso editais e políticas públicas, coordeno a redação e execução dos projetos. Acompanho dois grupos de whatsapp do coletivo: um onde são oferecidos produtos e serviços e outro para informes e decisões. Participo de grupos e cursos de turismo de base comunitária, de experiência e responsável. Estimulo a formação jurídica da rede e o implemento de regras básicas.

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

A iniciativa é pioneira e única na Região Serrana do RJ, onde se situa. É uma alternativa e um complemento ao turismo convencional, normalmente predatório, ao gerar maior vínculo entre as pessoas envolvidas, desenvolvendo um modelo responsável de turismo que otimiza impactos positivos. Ela se enquadra na frente de atuação de negócios inclusivos e de empreendedorismo, atuando com pessoas de vulnerabilidade econômica, pequenos agricultores e produtores familiares, propondo ações sustentáveis de inclusão sócio produtiva, com a finalidade de agregar valor e renda. Assim, contribui para a melhoria da qualidade de vida e estimula o crescimento econômico de famílias e comunidades rurais. As 39 propriedades integrantes da rede desenvolvem diversos Projetos sustentáveis, sobre: produção agroecológica; reflorestamento; hortos com espécies nativas; meliponicultura; bioconstrução; biossistemas para tratamento de efluentes domésticos; geração de biogás; terapias naturais; equipamentos rústicos, como rodas d'água, casas de farinha, monjolos e engenhos; ações de educação no campo com cursos e estágios nas áreas de agroecologia, cultura popular rural, construção com bambu, etc. Há o interesse de seus integrantes em difundir essas tecnologias. Esses projetos se direcionam para a multifuncionalidade da agricultura, valorizando a produção agrícola aliada à conservação dos recursos naturais, à permanência e reprodução das famílias no campo e à segurança alimentar da sociedade e seus produtores.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

A rede envolve agricultores tradicionais e produtores rurais, através de deliberações comunitárias para ações coletivas, como a comercialização de produtos e serviços, o que fortalece o vínculo social pelo processo participativo de gestão. Isto também promove maior interação com associações de moradores, comerciantes e agricultores, e conselhos municipais. Ao valorizar a troca dos saberes dos seus protagonistas, consolida circuitos curtos de comercialização, como a visitação aos mestres da agricultura familiar e da cultura popular (Folia de Reis e outras manifestações). Atua como agente replicador para práticas turísticas de baixo impacto ecológico, como turismo sustentável e responsável, em propriedades rurais com boas opções de lazer, ecoturismo e observação da natureza. Tem por critério para admissões, a prática agroecológica e produtiva sustentável, tradicional ou inovadora, com cultivo e manejo de espécies nativas e adaptadas, e a utilização racional dos recursos naturais. Estimula a produção agroflorestal e de agroindústrias de geleias e conservas, cosmética natural, ervas medicinais, açaí, etc; e também de arte e artesanato, em superfícies e técnicas diversas. Promove oficinas e cursos de agroecologia, educação ambiental, cultura, técnicos e pedagógicos, para ampliar a aprendizagem e a formação técnica de todos. Gera renda para a comunidade, ao envolver trabalhadores e empreendedores locais, famílias agricultoras, pesquisadores e técnicos, além de produtores culturais.

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

Desde 2018 realizamos cerca de 40 reuniões. De 3 a 10 pessoas laboram em cada propriedade, impactando diretamente mais de 120 pessoas. Em 2019, 60% das propriedades receberam entre 1 e 75 visitantes e 40% receberam até 200 visitantes. Em 2 anos, foram distribuídos 4.000 exemplares de um guia impresso da rede com 88 páginas, 5000 folders, 53 placas indicativas nas vias, e outros materiais; fornecendo aos turistas conhecimento sobre a história, importância ambiental, agricultura familiar da região, além de indicações. Foi publicada uma reportagem sobre a rede na Revista Turismo Êxito Rio (Edição 68/2018). Possuímos um relatório da pesquisa de extensão realizada pelo CEFET/RJ em 2019, identificando atrativos turísticos e apontando melhorias, de acordo com o interesse dos proprietários. Foram realizadas duas rodas de conversa e apresentado um relato de experiência em eventos de agroecologia (1 estadual e 2 nacionais). A conta do Instagram atualmente possui 400 seguidores, com um alcance de cerca de 50 contas por semana em agosto/2020, sendo a maior parte visitantes de Nova Friburgo (31%) e do Rio de Janeiro (12%). O site teve um tráfego orgânico de 230 pessoas de janeiro a agosto/2020.

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Implantar um canal de vendas em nosso site, parcerias com outros canais como a loja virtual Serra Carioca, e com lojas físicas em 3 distritos de Friburgo, de forma a incrementar a comercialização dos produtos, já que a pandemia reduziu o fluxo turístico. Aprimorar o site e sua divulgação em redes sociais e agências, com a contratação de especialistas. Executar planos de gestão de resíduos nas propriedades, vez que os novos protocolos para o turismo ampliam a utilização de descartáveis, necessitando-se de alternativas, descarte correto para reciclagem em parceria com coletores e realização da prática de compostagem por todos. Investir em programas, oficinas e seminários ao vivo para divulgação das práticas sustentáveis da rede, além da produção de vídeos sobre o cotidiano das propriedades. Formalizar juridicamente o grupo com pessoalidade própria. Executar melhorias na Casa dos Saberes para as reuniões e vendas coletivas. Contratar um coordenador geral e um assistente de vendas.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

Realizamos inúmeras parcerias: com o CEFET em 2019, no projeto de extensão do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo; com a UFF Pádua (Educação do Campo) participamos de um novo modelo de vivência agroecológica, com práticas e visitações às propriedades e formação de multiplicadores na formação da prática docente. Com a UFRJ, UERJ e UFRRJ, apoio às pesquisas sobre turismo sustentável e outras, com visitações. Com o Projeto Bagagem, divulgamos a rede em suas mídias sociais. Participamos do conselho da APAMC, das associações locais e do COMTUR (desenvolvimento do turismo no município). Atuamos na coordenação política da Articulação de Agroecologia do RJ e em seus grupos de jovens, mulheres e no regional Serrana Leste. Realizamos festividades na região de arte, gastronomia e agricultura familiar. Realizamos cursos e oficinas para agricultores e comunidade. Com o SEBRAE negociamos consultorias para formalização jurídica e consolidação de roteiros turísticos responsáveis.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

Desde 2014 o número de integrantes cresceu de 21 para 39, o que demonstra potencial de expansão da iniciativa e comprometimento dos participantes. As parcerias com o CEFET/RJ e outras universidades públicas asseguraram práticas de turismo sustentável na formação de dicentes e docentes, e trouxeram inúmeros benefícios à rede com a permuta e divulgação na academia. A participação do coletivo nas associações locais auxilia a estruturação do turismo comunitário, divulgando iniciativas antes invisibilizadas, e inúmeras oficinas realizadas pelo grupo na região. A participação na Articulação de Agroecologia propicia a troca de experiências com outras redes de turismo de base comunitária, o que auxilia no desenvolvimento de todas. A comercialização entre seus integrantes e com o mercado local, influencia positivamente na produtividade e na diversidade de produtos. O crescimento do coletivo atende às expectativas atuais de um turismo positivo no impacto ambiental e seguro às comunidades.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Vendas
  • Programa Rio Rural com projeto grupal pela Casa dos Saberes; subprojetos individuais aos integrantes

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

Nosso plano de negócios prevê investimentos percentuais de cerca de: 30% em marketing digital; 25% com contração de pessoal; 5% na compra de equipamentos; 20% em adequação do escritório e lojas própria e parceiras com mostruários da rede; e 20% na gestão de resíduos sólidos. A curto prazo, investimos em projetos para editais e prêmios que nos auxiliem a impulsionar: atividades de marketing digital; atualização do site e criação da loja virtual; gestão de resíduos sólidos nas propriedades; melhorias na infraestrutura do escritório e para as lojas próprias; compra de computador, máquina de crédito, etc; contratação de pessoal para gestão da comercialização, divulgação e manutenção inicial da estrutura. A médio prazo, estimamos que a arrecadação de comissões de 15% sobre as vendas de produtos e serviços nas lojas da rede garantirá um montante de 3 a 5 mil reais mensais a serem aplicados em pagamento de pessoal, gestão da rede social e ajuda de custo para o funcionamento. Assim que for possível aglomerações, organizaremos eventos festivos, oficinas e participação em feiras, encontros e patrocínios para vendas e consolidação da marca. Com o aumento da comercialização será possível o incremento da produtividade e a arrecadação de uma anuidade dos integrantes, como tivemos em 2019 e que nos garantiu em 2020 o pagamento dos serviços básicos de manutenção. A longo prazo, pretendemos ampliar o coletivo com novos interessados na transição agroecológica e práticas de turismo responsável.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$1.000 e R$10.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • acima de R$ 50.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

As decisões da rede são coletivas, sendo eu a principal articuladora, que dedica de 10 a 30 horas semanais ao grupo, dependendo do momento. A diretora executiva despende em torno de 10 horas por semana neste trabalho. Temos 2 integrantes responsáveis pela tesouraria, 3 que auxiliam na manutenção do site, 1 no incremento da comercialização e 1 na implantação de planos de gestão de resíduos sólidos. Outros integrantes atuam na organização geral de acordo com a necessidade. Formamos grupos de trabalho para atender demandas pontuais, como a escrita de projetos, organização de eventos, etc. Para o futuro, precisamos remunerar os trabalhos já executados e contratar pessoas para: administração e ampliação das vendas em conjunto do grupo em lojas virtuais e físicas; implementação dos planos para gestão de resíduos e compostagem em todas as propriedades; divulgação dos produtos e serviços nas redes sociais; realização de vídeos das atividades; e transmissão de programas com oficinas ao vivo.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

Descrevo a diversidade dos integrantes da rede que deliberam em todas as questões: idades entre 30 e 60 anos, de jovens recém-formados a idosos aposentados; a maioria é de 31 mulheres empreendedoras, das quais 17 casadas, que comandam e desenvolvem práticas que garantem a saúde ambiental e das pessoas, além da manutenção das famílias em atividades agrícolas, agroindustriais, artísticas e terapêuticas. Em uma propriedade há uma cooperativa com 10 mulheres tecelãs. Por origem, 11 integrantes descendem da colonização suíça-alemã da região, representando a cultura tradicional local; 17 são moradores há décadas que já desenvolviam ações individuais e 11 optaram mais recentemente pela vida próxima à natureza. Cada membro traz inovações com experimentações que visam à sustentabilidade. Sou coordenadora e mediadora, formada em Direito e Educação Ambiental, mestre em Práticas para o Desenvolvimento Sustentável/UFRRJ, e a diretora executiva é mestranda em Ciências Ambientais e Conservação/UFRJ.

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Comunidade rural
  • Comunidades de agricultores familiares e produtores rurais; professores, pesquisadores e estudantes.

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

A maioria dos turistas da rede provém das Regiões Metropolitana e dos Lagos (RJ), sendo diverso em idades, estilos e classes econômicas. Buscam passeios de um dia ou de fins de semana, incluindo gastronomia simples até a mais sofisticada, produtos beneficiados e terapias naturais, clima ameno no verão e frio no inverno, sempre atraídos por experiências da vida rural e interação com a natureza. Nosso grupo atende toda essa demanda ao oferecer opções diversas e para todas as classes econômicas com turismo familiar, de lazer, cultura rural, gastronômico e de experiências. Igualmente atende ao lazer das famílias agrícolas e residentes locais nos fins de semana e dias festivos. Recebemos muitos jovens em busca de experimentações e ecoturismo. Destacamos a atuação da rede com universidades em pesquisas, como: a Geografia/UFRJ sobre conservação da natureza; a UFRRJ com erveiros da rede; a UFF/Pádua em uma vivência agroecológica com 40 alunos; todas com visitações às propriedades do grupo.

16) Como você soube desse desafio?

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Photo of Hugo de Castro
Team

Olá,
Parabéns pela linda iniciativa! Esperamos uma linda evolução em seu projeto e que venham muitas conquistas!
Fizemos uma avaliação super positiva de seu projeto, se puder retribuí a gentiliza, ficaremos muito gratos!
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/avaliacao-i/trilha-transmantiqueira

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