Rede BATUC - Turismo Comunitário da Bahia em Movimento

Desde 2015, a Rede BATUC apoia a articulação, capacitação e comercialização dos empreendimentos de Turismo Comunitário da Bahia.

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Nome completo do(a) representante do projeto

ELIZANGELA LOPES LIMA

E-mail

ascomamatarandiba@gmail.com

Nacionalidade

Brasileira

Gênero

  • Feminino

Data de Nascimento

1031973

Sede da organização (UF)

  • Bahia

Site da organização

Site da Associação Comunitária de Matarandiba - ASCOMA http://cirandas.net/ascoma

Mídias sociais da organização

I- Mídias Sociais da Organização ASCOMA Página do Grupo de Turismo de Base Comunitária de Matarandiba - ViverTur https://www.facebook.com/matarandibavivertur II- Mídias Sociais (de membros) da REDE BATUC Página Facebook - Turismo Comunitário Bahia http://turismoporummundomelhor.blogspot.com/ www.comuniculturi.com / instagram @comuni.culturi instagram @bahiaautêntica

Data em que você iniciou o projeto

Julho/2015

Estágio do projeto

  • Em crescimento (passaram das primeiras atividades; trabalhando para o próximo nível de expansão)

Elegibilidade I: Você atende a todos os critérios de elegibilidade?

  • Sim, eu tenho mais de 18 anos de idade.
  • Sou brasileira/o ou estrangeira/o residente no Brasil.
  • Tenho atuação direta e comprovada no projeto.
  • Não sou funcionário nem familiar de funcionários da Ashoka e da CTG Brasil.

Elegibilidade II: O projeto inscrito:

  • É um projeto já implementado e posso comprovar nas respostas, fotos e documentações a serem apresentadas nesta inscrição..
  • É um projeto que tem como foco pelo menos dois (2) dos quatro (4) pilares do turismo sustentável (social, cultural, ambiental e econômico) descritos na seção "Escopo e áreas de foco".

Ao se inscrever, você concorda que possamos apresentar seu trabalho nas mídias sociais e outras publicações da Ashoka e CTG Brasil, relacionadas ao Desafio?

  • Sim, eu concordo.

1) Viagem pessoal: qual a história por trás da decisão em iniciar este projeto?

A decisão de iniciar este projeto vem da participação do nosso grupo de turismo, Vivertur, nas atividades do Movimento e agora Rede de Turismo Comunitário da Bahia. Nós participamos em 2015 do Encontro Nacional de Turismo Comunitário, onde encontramos outras iniciativas do segmento e pudemos aprender muito com elas. Também reconhecemos o quanto crescemos em coletivo ao elaborarmos junto a vários voluntários do Brasil o II FGTS/2018(ANEXO D), onde firmamos o compromisso com práticas de turismo sustentável. Enquanto membro da Comissão da Rede BATUC (2019/2020) vemos que um dos nossos grandes desafios consiste em ampliar a diversidade geográfica na composição da comissão e nas ações da rede. O que temos buscado mesmo durante a Pandemia, conhecendo virtualmente as comunidades e desenvolvendo ações de planejamento para os próximos anos. Penso que estamos no caminho certo, nos adaptando às novas realidades, pautados na solidariedade e no coletivo como estratégia para um turismo melhor.

2) O problema: que problema você está ajudando a resolver?

Na esfera do turismo, o desenvolvimento local costuma pautar-se na oferta e demanda de atores externos. Assim, as transformações promovidas pelo e para o turismo se baseiam em interesses econômicos, desconsiderando diferentes usos do espaço e reais necessidades das comunidades. O que reflete em: Escassez de políticas públicas de TC; Práticas predatórias e desconhecimento das formas de gestão nas comunidades; Ações de qualificação, comunicação e comercialização inadequadas às demandas locais.

3) Sua solução: como seu projeto responde a esse problema? Compartilhe sua abordagem específica.

Desde o seu surgimento, a Rede BATUC atua para fortalecer a articulação entre as comunidades, gerando aprendizado através de formações apropriadas e do intercâmbio entre os empreendimentos de turismo comunitário. Através do alinhamento de uma estratégia de comunicação em Rede que auxilie cada empreendimento em seu território a propor atividades turísticas que atendam as necessidades dos visitantes, mas que resultem em mínimos ou inexistentes impactos negativos ao passo promovem a valorização e preservação dos seus elementos (ambientais, culturais e sociais) aliados ao fortalecimento da economia local. Assim, este projeto, ao promover o fortalecimento da Rede, contribuirá para que se atenue o desequilíbrio organizacional entre os empreendimentos na medida que serão implementadas ações compatíveis voltadas para comunicação, expressão, roteirização pós-pandemia e elementos necessários à comercialização; oficinas de aprendizagem, custeio de transporte para um maior número de iniciativas participaram de espaços políticos, eventos, cursos, e intercâmbios. A Rede BATUC acredita que o protagonismo dos empreendimentos de turismo comunitário e suas lideranças são práticas a serem ensinadas e replicadas para outras comunidades. O alinhamento aos princípios da sustentabilidade com foco no social e econômico engloba a cultura e o meio ambiente e a solidariedade e estabelece um forte elo que promove o desenvolvimento endógeno consciente.

4) Que tal incluir um vídeo sobre sua iniciativa?

A BATUC traz a inovação social em práticas sustentáveis. Os nossos empreendimento, alinhados aos principios da sustetabilidade, solidariedade e do desenvolvimento local justo, congregam do Turismo Religioso, Etnico, de Lazer, Cultural, Gastronomico, de Natureza, etc. Em uma variedade de ações e práticas comunitárias que se abrem para transformar outras realidades, seja no contato com agencias de viagens, universidades, ou governos, todos aprendem sobre como conseguimos viver e manter o ambiente.

5) Atividades: Destaque as principais atividades que você realiza no dia-a- dia do seu projeto.

Divulgação e mobilização de assuntos e pautas relativas ao turismo, turismo comunitário ou temáticas relacionadas às características dos empreendimentos; Participação em postagens e comunicação entre os pares nas mídias sociais; Discussões para implantação da Rede BATUC com projeto de apoio que remunere articuladores comunitários e técnicos regionais; Elaboração de programas de capacitação para atender às necessidades das iniciativas de turismo comunitário; Elaboração de projetos para acesso a recursos (editais, prêmios, projetos, etc) para atender às necessidades das iniciativas e da REDE BATUC; Fortalecimento das estratégias (comunicação, promoção e comercialização) das iniciativas de turismo através de voluntários e apoio local, nacional e internacional (com operadoras e com universidades); Assessoria no processo de regulamentação da Lei Estadual junto a SETUR/BA; Cooperação na realização e participação de encontros, eventos e produção de conhecimento.

6) Inovação: Qual inovação sua iniciativa está desenvolvendo ou adaptando para solucionar problemas na área do turismo? Como se diferencia de outras iniciativas no setor?

O diferencial da REDE BATUC está em promover a inovação social aplicada ao Turismo. Cooperamos para uma articulação social através de práticas de gestão do turismo desenvolvidas localmente nos territórios que também possuem como objetivo a valorização da vida em sociedade. A Rede BATUC abrange também algumas redes locais, como conselhos quilombolas e redes indígenas, cada uma tendo uma conjunto de iniciativas e empreendimentos voltados à gestão e oferta do turismo. Nossa principal singularidade é a atuação geográfica em nível estadual e a diversidade de práticas que abrange o turismo religioso, de lazer, etnico, cultural, gastronômico, etc. Além disso, atuamos para visibilizar e promover a articulação política dos temas contemplados por essa diversidade. Que envolve questões éticas, relacionadas à terra, à luta por direitos sociais, civis e políticos estão totalmente integradas à gestão da atividade turística comunitária. A nossa comunicação está pautada na solidariedade, cooperação e sustentabilidade. Assim, atuamos com base na estratégia dos três C's (Cooperação; Comunicação e Cooperação para Comercialização) tecendo articulação com organizações sociais, operadoras e agências de viagem, turistas nacionais e estrangeiros, visitantes, alunos e pesquisadores universitários, bem como entes públicos e da iniciativa privada e todos aqueles que estejam comprometidos com os princípios adotados pelas comunidades que fazem parte da Rede.

7) a) Pilares do Turismo sustentável: Quais dos seguintes pilares do Turismo Sustentável o seu projeto contempla?

  • Social - iniciativas que melhorem a qualidade de vida das comunidades envolvidas, que sejam capazes de contribuir em aspectos da educação, saúde, articulação social, diversidade e atuação das comunidades.  
  • Cultural - iniciativas que valorizem as identidades e culturas locais, a preservação das histórias e os saberes tradicionais.  
  • Ambiental - iniciativas que reduzam o impacto ambiental, que ofereçam soluções de compensação, que cuidem da conservação e do uso de recursos naturais, que se proponham a regenerar áreas degradadas e que promovam educação e sensibilização ambiental.     
  • Econômico - iniciativas que atuem a partir da proposta de desenvolvimento local, que gerem emprego e renda localmente, que valorizem fornecedores locais, que construam parcerias e que fortaleçam redes de produção e serviços junto a outros agentes locais.  

7) b) Pilares do Turismo Sustentável: explique como os pilares que sinalizou na pergunta anterior estão presentes na implementação do seu projeto.

Social - Promovendo a auto-estima dos comunitários através do sentimento de orgulho da sua história, modo de viver e cultura e fortalecendo a atuação coletiva de membros diversos da comunidade (empreendedores, ONGs, artistas, agricultores familiares e comerciantes). “O turismo comunitário contribui para a comunidade, trazendo um astral diferente e participação, e permitindo que os bairros periféricos sejam vistos de forma diferente, trabalhando a autoestima e estimulando as trocas e a cidadania”. (Marilene, Uruguai, Salvador) Cultural - Através da valorização da cultura local, tradições, saberes e fazeres das comunidades e pela importância da preservação e do compartilhar desses conhecimentos nas próprias comunidades e para pessoas de diferentes culturas. Ambiental - As iniciativas pertencem aos próprios comunitários que cuidam e preservam as suas terras e meio-ambientes através do cultivo agroecológico, da produção artesanal de alimentos, do uso de PANCs, da plantação de hortas e frutíferos. Buscando sempre fazer um turismo de baixo impacto, acompanhado por condutores locais. Econômico - Complementando a renda existente das comunidades de forma significante, sobretudo das comunidades tradicionalmente excluídas, como quilombolas, povos originários e favelados. “O turismo comunitário incentiva as práticas locais, como o artesanato, a culinária, a música, a agricultura, a pesca, e outros produtos associados” (Assentamento Caimã, Adustina)

8) Impacto: quais impactos seu projeto causou até agora? Considere impactos internos na estabilidade da sua organização e externos em relação ao pilares do turismo sustentável, utilize dados

Atualmente a Rede BATUC está presente em 7 das 13 Zonas Turísticas do estado e em 10 dos 27 Territórios de Identidade, complementando a oferta turística da Bahia fazendo um turismo sustentável, responsável e solidário, apoiado na agroecologia, na economia solidária, na educação popular, quilombola, indígena e do campo e no bem viver. Estão envolvidos cerca de 674 comunitários diretamente (além dos comunitários que são beneficiados indiretamente). Incluem-se aí 127 condutores de visitantes/guias locais. Salientamos que em cada iniciativa ou empreendimento de turismo comunitário não só eles têm atividade remunerada na forma de autogestão, mas também aqueles que cuidam das hospedagens domiciliares e comunitárias (94 pessoas), dos serviços de gastronomia (115 pessoas), das atividades culturais, dos museus comunitários e espaços de memória (219 pessoas), da produção associada, incluindo o artesanato (80 pessoas), e de outras funções (39 pessoas) como gestão das mídias sociais, da comercialização, da vigilância e os bombeiros civis. Essas atividades estão interligadas e são exercidas em coletivos e em rotatividade.

9) Estratégias de crescimento: Quais são seus planos para fomentar o crescimento de sua iniciativa?

Para os próximos anos (2021-2023) temos como Ações Prioritárias: ARTICULAÇÃO Construir o regulamento e manual da Rede com encontros presenciais; Implementar a Lei Estadual do Turismo Comunitário; Criar a secretaria executiva da Rede; Promover intercâmbios com iniciativas de turismo comunitário em nível estadual, nacional e internacional. CAPACITAÇÃO Orientar as comunidades sobre práticas pós-pandemia; Desenvolver Programas de Capacitação nas comunidades; Formar de parcerias para a realização de capacitação técnica especializada. COMERCIALIZAÇÃO Organizar o Seminário de Turismo Comunitário e Stand na Feira de Agricultura Familiar e Economia Solidária, como parte da FENAGRO-BA; Desenvolver parcerias com operadores de turismo e instituições acadêmicas, incluindo a realização de visitas promocionais às iniciativas da Rede BATUC; Implementar estratégia de marketing: criação do logotipo, textos promocionais, folder/catálogo, vídeos, redes sociais e site da Rede.

10) Colaboração: como a sua iniciativa colabora com outros atores (governos, universidades, empresas, associações da sociedade civil) para fazer a diferença? Você realiza alguma parceria?

Realizamos parcerias em todas as nossas ações, seja no diálogo, na luta por direitos, na geração de informações e defesa de causas sócio-ambientais. A exemplo da nossa articulação com a Rede TURISOL e realização do II Fórum Global de Turismo Sustentável 2018 e pelo pleito da Lei Estadual do Turismo Comunitário na Bahia em 2017, promulgada em 2019 e articulação com a SETUR/BA. Somos parceiros da SDR-BA para inclusão de stand do Turismo Comunitário na FEBAFES (garantindo espaço para o TC), de Operadoras de Turismo (Comuniculturi, Tours Bahia International e Tatur Turismo e em processo com a Bahia Experience, AllTour, Araribá Turismo e Cultura, Viare Travel e Samauma Viagens), da Incubadora (ITES/EAUFBA), de ONGs (Turismo pela Paz, Conectando Territórios, Movimento Slow Food, entre outras). A REDE é ainda um conjunto de parceiros, entre iniciativas de Turismo Comunitário da Bahia e técnicos voluntários, e participa de palestras e eventos comunicando temáticas relacionadas.

11) Inspirar novos agentes de transformação: você tem influenciado outras organizações e pessoas a se envolverem no seu projeto e/ou a se preocuparem com o Turismo Sustentável? Se sim, como?

A Rede é resultado de um crescimento e de articulações coletivas de iniciativas em prol do fortalecimento do turismo comunitário e tem entre seus princípios básicos a sustentabilidade dos povos e comunidades tradicionais. Somos procurados por grupos quilombolas, comunidades de manguezais e ribeirinhas, do campo e da cidade. Anterior à Rede, em 2013 éramos 4, em 2020 já somos 34 e há outras iniciativas buscando integrar a rede e desenvolver o TC nos moldes dos empreendimentos já existentes. Dentre as últimas ações temos o estabelecimento de parceria com a SDR, cujo stand na FEBAFES nos próximos anos será para empreendimentos da Rede BATUC. Também inspiramos estudantes pesquisadores universitários, que corroboram conosco no registro e legitimação da prática de turismo de nossas comunidades, bem como na colaboração para estruturação, discussões e construção de estratégias de gestão que são compartilhadas para assim alcançar os mais diversos espaços de aprendizado e das comunidades.

12) a)Quais dos seguintes recursos sua organização obteve até o momento?

  • Suporte de amigos
  • Apoio da família
  • Vendas
  • Mentores / conselheiros
  • Participação em programas de incubação e aceleração
  • Prêmios
  • Mutirões, Fundo Rotativos, participação em Editais das inciativas públicas e privadas.

12) b) Planejamento Financeiro: como você planeja financiar o seu projeto a curto, médio e longo prazo?

No curto prazo nossas ações têm sido desenvolvidas através de financiamento coletivo com recursos (financeiros, tecnológicos, humanos, etc) cedidos pelos técnicos e pelas comunidades. Esses recursos são fruto de: Captação de recursos externos via apoiadores financeiros privados e públicos - 20% Mobilização a partir da solidariedade através de recursos financeiros e não monetários (compartilhamento de serviços, equipamentos, etc) e financiamentos coletivos e autofinanciamento (ex. doações individuais, bingos, rifas, leilões, vaquinhas); - 50% Comercialização de produtos e serviços pelos empreendimentos (Venda de pacotes turísticos, pães, artesanato, alimentos e bebidas em festejos, cachê para apresentações culturais, etc.) - 30% Para ações futuras, no médio e longo prazo, além das fontes citadas anteriormente, buscamos incluir as seguintes formas de financiamento: Implementação da Lei Estadual para pleitear orçamento público e emendas parlamentares via SETUR/BA para estruturação e promoção da Rede; Elaboração de projeto através da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e parceria com a SDR/BA para a realizar o 2º Seminário e Stand de TC na próxima FEBAFES; Colaboração dos operadores de turismo parceiros para realizar visitas promocionais, formações e capacitações; Participação em editais, prêmios e participação dos municípios para realizar encontros presenciais, programas de capacitação e ações de marketing.

12) c) Quanto você já investiu no seu projeto para a operação deste ano?

  • Investimento entre R$1.000 e R$10.000

12) d) Qual é o orçamento necessário para o funcionamento do seu projeto durante 1 ano?

  • acima de R$ 100.000

13) Equipe: qual é a atual composição da sua equipe (papéis, qualificação, tempo integral x temporários, etc)? Como essa composição se transformará no futuro do seu projeto?

- Comissão Est. da Rede BATUC 2019/2020 Ananias Viana: Artesão, Coreógrafo, Músico, Quilombola e Ativista do Quilombo Kaonge, Cachoeira. Elizângela Lopes: Pescadora, Voluntária Social na comunidade de Matarandiba, Vera Cruz. Gabriel Dias: Graduado em Comunicação Audiovisual, Educador Social e Condutor Turístico na comunidade do Uruguai, Salvador. Rosângela Leite: Aux. Administrativo, Produtora e Mobilizadora Cultural, Social e Educacional na comunidade de Plataforma, Salvador. Auxiliares Técnicos Alberto Viana: Turismólogo, Geógrafo, Mestre em Educação do Campo, Consultor e Pesquisador do TBC, Slow Food e Agricultura Familiar. Aline Bispo:Turismóloga, Administradora, Mestra em Estado e Sociedade, Profª da EPTEC Bahia. Diana Rôde: Turismóloga, Mestranda em ADM. Pesquisadora da Incubação Tecnológica de Economia Solidária (ITES-UFBA). Julia McNaught: Guia e Gestora de Turismo, Linguista e Educadora Popular. Realiza capacitação e comercialização do TC em Salvador desde 2007.

14) Diversidade na equipe: descreva a diversidade de sua equipe e inclua informações sobre a distribuição de cargos.

Atualmente a nossa equipe conta com 5 mulheres e 3 homens com idades entre 25 e 58 anos, que se auto declaram como negras e negros, afro-indígenas, de origem urbana, rural, local e internacional. Residentes em diferentes locais da Bahia (Salvador, Itaparica, Cachoeira e Porto Seguro). Entre os membros temos pessoas que vivem em comunidade pesqueira e quilombola e em periferias. Esse grupo de voluntários possui formação nas áreas de Turismo, Humanidade, Geografia, Administração, Gestão Social e Comunicação. Entre as ações desempenhadas temos a criação de mídias, comunicação com entes públicos e privados, planejamento e organização de eventos (presenciais e virtuais), elaboração de projetos, atividades de secretaria executiva. Todas essas atividades são desempenhadas de forma colaborativa e rotativa entre os membros da equipe, visto que o trabalho desenvolvido é feito de forma voluntária em conciliação com as atividades de cada profissionais.

15) a) Diversidade do público de sua iniciativa: o seu projeto tem como foco específico algum dos seguintes grupos?

  • Minorias étnicas
  • Comunidade negra
  • Comunidade de baixa renda
  • Comunidade rural
  • Comunidade periférica
  • Comunidade indígena
  • Comunidade quilombola
  • Outra Comunidade Tradicional
  • Assentados da Reforma Agrária

15) b) Diversidade de público da iniciativa: Dê exemplos reais de como o seu projeto está conseguindo impactar todos os grupos que você indicou na pergunta anterior.

Estamos localizados em 7 das 13 Zonas Turísticas do Estado e em 10 do 27 Territórios de Identidade, e complementamos a oferta turística da Bahia fazendo um turismo sustentável, responsável e solidário, apoiado na agroecologia, na economia solidária, na educação popular, quilombola, indígena e do campo e no bem viver. Alcançamos resultados positivos na instituição da politica pública de turismo comunitário da Bahia; na conquista permanente do stand da FEBAFES (feira estadual); na promoção de atualização na agenda de pesquisas acadêmicas para novos modelos do turismo; na elabora II FGTS (evento global realizado por nós em Salvador); palestra nossa no 39` Congresso Brasileiro de Guias e Turismo, Salvador 2019; no levantamento de demandas para assistencia emergencial e elaboração de protocolo no processo pós Pandemia. Atraímos mais recursos financeiros para os territórios, gerando trabalho e renda dignos, participação política; valorização da diversidade ambiental e cultural da Bahia.

16) Como você soube desse desafio?

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  • Contato Ashoka Brasil

17) ADAPTABILIDADE: Como sua iniciativa contribui para a resiliência socioeconômica e cultural da comunidade em que você atua? Ou seja, como ela ajudou a comunidade a se adaptar em uma situação de crise como a pandemia da covid-19?

Apesar das sérias dificuldades enfrentadas pelas comunidades durante a Pandemia, a Rede BATUC continua atuando virtualmente (através do grupo de whatsapp com 110 integrantes de cerca de 31 iniciativas e membros colaboradores do turismo comunitário). Curiosamente, a crise dada pela Pandemia fez com que diversas entidades nos procurassem para conhecer/propor comercialização de roteiros de turismo comunitário. Há oportunidades reais para a Rede, dada às limitações das fronteiras internacionais e pela ênfase ao turismo nacional, pela maior sensibilidade da sociedade para a sustentabilidade da vida, da cooperação e autocuidado, e isso nos impeliu a pensar ações que incluem a nossa participação neste Desafio: 1. Compartilhamos informações, links e avisos relevantes, assim possibilitando uma maior participação em “lives”, leituras, aprendizagens, cursos online etc. 2. Mobilizamos levantamentos sobre os pratos típicos, grupos culturais e artistas de cada comunidade, com recitais de poesia e histórias compartilhadas. 3. Levantamos a renda perdida e o número de pessoas afetadas pela falta de visitantes. Elaboramos e veiculamos carta assinada por 22 iniciativas, com reivindicações de material de biossegurança, auxílio emergencial financeiro, e apoio na constituição do Protocolo do TC Bahia Pós Covid 19. Tivemos uma reunião excepcional, presencial com 02 membros da Comissão e a SeTur-Ba, traçando o início de diretivas para o Protocolo. 4. Virtualmente, elegemos o nome da Rede BATUC – Turismo Comunitário da Bahia, lançado nas redes sociais no dia 02/07/2020 (Dia da Independência da Bahia), causando boa repercussão nacional. 5. Articulamos 03 intercâmbios virtuais com outras Redes de TC, com vários representantes nossos e da Rede TUCUM(CE), da Rede Caiçara (PR) e a Rede Nhandereko(RJ). 6. Estamos desenvolvendo formas de pré-tour virtuais, como elementos de publicidade, porém essa tarefa depende de uma estratégia de segurança sanitária e comunicacionais.

18) MUDANÇAS SISTÊMICAS: Você diria que sua atuação gera ou visa a mudança sistêmica? Caso sim, por favor explique.

A nossa atuação se dá, principalmente, pela necessidade de constituirmos uma estratégia para pautar a comunicação das nossas iniciativas de turismo comunitário e propor mudanças no cenário político-econômico do turismo estadual e em nos conhecer para melhorar as nossas práticas internas e assim formarmos uma estratégia para comercialização em Rede. Passamos então a demandar do legislativo uma política pública de turismo que reconhecesse as nossas práticas comunitárias. Passamos a ocupar espaços públicos e de debate para o turismo, buscamos apoio e articulação de outros setores públicos. Demos um grande passo com a promulgação da Lei nº 14.126/19. Continuamos atuando na atribuição de recursos legais que sejam possíveis de serem acessados pelas iniciativas do Turismo Comunitário na Bahia. Assim, nossa atuação vem proporcionando mudanças, e influenciando órgãos do turismo de municípios que têm buscado conhecer e apoiar suas iniciativas locais ao verem a atuação delas em REDE. A atuação na comunicação do/para o turismo comunitário tem também provocado uma quebra de paradigmas sociais. Uma ação desafiadora para a BATUC que perpassa por transformar a rasa percepção social de que a simplicidade e os modos de ser/fazer tradicionais são lugares, inerentemente, caracterizados por um alto grau de exclusão econômico-financeira e, portanto vinculados como lugares de políticas reparadoras. Percebemos ainda que as nossas ações têm contribuído para que alguns parceiros (pesquisadores, operadoras e guias de turismo) se abram para o estudo e a reflexão do turismo comunitário, na colaboração para a construção de uma agenda crítica e subversiva da visão exclusivamente financeira da atividade do turismo (que copia e cola modelos de turismo desproporcionais às características locais do nosso estado) e que pesquisem propostas de formas de turismo que revelem sua natureza complexa, intersetorial e interdisciplinar.

19) TURISMO COMO VETOR DE DESENVOLVIMENTO: Você consegue exemplificar, a partir da sua experiência, como o turismo pode colaborar localmente para um sistema de criação de valor compartilhado?

A cadeia de produção associada ao turismo movimenta setores de receptivo, transportes, gastronomia, hospedagem, cultura, etc. A pesca, mariscagem, o plantio e produção de alimentos da terra, a hospedagem familiar, a produção/venda de artesanatos, a apresentação de grupos culturais como samba de roda e a história de personalidades locais somam-se na gestão da atividade receptiva que também envolve pesquisa, planejamento e avaliação. Aos atrativos locais juntam-se os atrativos naturais (rios, cachoeiras, praias, etc.) na promoção do cuidado, do ensino e aprendizado na preservação destes para as gerações futuras de nativos e visitantes. Através do plantio agroecológico, presentes em muitas comunidades, ao mesmo tempo que as hortas são atrativos, elas fornecem o alimento para ser preparado, por restaurantes ou domicílios. Os banco sociais e suas moedas locais, por exemplo, fornecem incentivos e empréstimos sociais para que famílias possam investir em empreendimentos locais, fazendo com que boa parte dos recursos financeiros circulem localmente, aquecendo a economia dos territórios. A REDE BATUC considera toda a cadeia produtiva do turismo, com um novo modelo sistêmico de fazer turismo que tem a perspectiva de trazer a sustentabilidade para as famílias através de suas atividades cotidianas, de fortalecer lideranças e inserir jovens, ao passo que consideramos a produção associada ao turismo comunitário como de fundamental importância para o empoderamento dos envolvidos. Visitantes chegam para conhecer, fazer, aprender, comer, e comprar os produtos existentes, e ao interagir localmente inserem dinheiro na localidade que são espalhados por famílias envolvidas diretamente na gestão da atividade, mas que também geram benefícios indiretos a cadeia mais ampla do turismo e da economia. Dessa forma, o desenvolvimento local é promovido pelo aquecimento econômico e protagonismo social que juntos configuram o turismo comunitário como potencial efeito multiplicador nos territórios

20) REPLICABILIDADE: Para você, é possível identificar outros projetos que foram inspiradores para sua iniciativa? Em quais aspectos? E como o seu projeto se preocupa em inspirar outras iniciativas e ser replicado em outros contextos? Há alguma estratégia para viabilizar sua replicação?

Nós temos como principais referências os trabalhos da Rede Tucum (por sua dinâmica de comunicação interna e pela firme atuação na agenda do TC); da Rede Turisol (por sua capacidade de conectar entidades do turismo no Brasil) e da Rede Local Ecosmar (pelo exercício dos princípios de uma economia mais justa e solidária). Os desafios enfrentados e os resultados atingidos por esses projetos serviram de inspiração para estruturarmos a Rede BATUC, sobretudo no que se refere à comunicação interna e externa, a articulação política e a busca por reconhecimento institucional em matéria de políticas públicas do TC. O que resultou, por exemplo, na Lei nº 14.126/19, que instituiu a Política Estadual de Turismo Comunitário no Estado da Bahia, porque já tem servido de modelo para outros estados, a exemplo de Minas Gerais e Santa Catarina. Soma-se a isso a busca por capacitação contínua, a melhoria da qualidade das práticas de turismo comunitário e o planejamento da comercialização em rede, sempre respeitando as singularidades de cada iniciativa que faz parte desse coletivo. Dessa forma, acreditamos que a BATUC vem construindo um conjunto de diretrizes com grande capacidade de reaplicação, tanto internamente, por parte de cada membro em seus contextos locais, quanto por projetos que existam ou que venham a surgir em outras regiões do país e que se interessam em atuar em rede no campo do turismo comunitário. Chamamos de (re)aplicabilidade a capacidade de promover trocas e intercâmbios de aprendizados, formas de gestão, ferramentas, compartilhamento de recursos, etc. Acreditamos no potencial de transformação sistêmica que tem a reciprocidade como princípio, um elemento básico do nosso processo de fortalecimento. E para viabilizar esse compromisso temos a preocupação constante de sistematizar e compartilhar as nossas experiências e de nos conectarmos a outros grupos, pesquisadores, gestores públicos, câmaras temáticas interessados na temática do TC.

21) UTILIZAÇÃO DO PRÊMIO - Caso sua inciativa seja uma das três iniciativas selecionadas para receber o prêmio em dinheiro, como pretende investir o valor recebido?

Este recurso será direcionado para financiar ações para estruturar e visibilizar a Rede. A partir das demandas levantadas pelas comunidades, como mencionado no item estratégias de crescimento, temos atualmente como ações prioritárias: Construir o regulamento e manual da Rede; Estabelecer a secretaria executiva da Rede; Realizar capacitações com as comunidades -inclusive sobre práticas pós-pandemia; Dobrar a presença das inicitivas nos eventos em 2021; Implementar estratégia de marketing.

22) a) TURISMO SUSTENTÁVEL: o que é turismo sustentável para você?

Vemos o turismo comunitário como uma das formas de operacionalizar o turismo sustentável mesclando reflexão e prática que atenuem as causas das assiduidades sociais. Todas as práticas de turismo (convencional ou comunitário) devem pautar e ter ações para colaborar neste processo. Dessa forma, o turismo sustentável busca a melhoria das condições de vida das pessoas (como parte indissociável do ambiente) através da justiça social, das boas práticas de gestão do bem comum, do trabalho decente, da integração cultural e ambiental, gerando renda e trabalho, mas reconhecendo que há limites nos recursos ambientais do planeta. Depende da democracia e da garantia de direitos (civis, sociais, políticos e disjuntivos) e do combate legal de todas as formas de racismo e intolerâncias. É um processo que se baseia no equilíbrio entre as diferentes dimensões ambiental, técnica, econômica, social, cultural, política e institucional. Tem como centralidade o ambiente e a continuidade da vida.

22) b) TURISMO SUSTENTÁVEL: Com base na sua experiência, quais você considera serem os principais desafios para a implementação de iniciativas de turismo sustentável na atualidade? Quais caminhos você vislumbra para superá-los?

Um grande desafio (que também é uma oportunidade) é a grande dimensão geográfica (no nosso caso, do estado da Bahia) e a instabilidade\indisponibilidade dos serviços de telecomunicações que dificultam a nossa integração (virtual e presencial). A BATUC vem refletindo bastante como integrar e comunicar as práticas de nossas iniciativas. Entendemos que há um tripé a ser seguido, no qual, é preciso comunicar para nós (internamente), para os governantes (articulação na esfera política) e ter uma comunicação focada no objetivo da comercialização. A comunicação voltada à comercialização somente se efetiva com êxito caso as anteriores se cumpra. A outra dificuldade é a sensibilização dos governantes locais do que é turismo sustentável e a carência de planejamentos em longo prazo. Soma-se a isso, e elevada concessão dada a empreendimentos que são conflitantes com o modelo sustentável dos nossos territórios. O volume dos investimentos alocados para empreendimentos do turismo convencional revela-se infinitamente superior a empreendimentos locais que priorizam a sustentabilidade em suas ações. A escassez de regras e objetivos específicos para o turismo sustentável a serem respeitados e alcançados pelos organismos sociais, privados e públicos tem diminuído a sua importância. É necessário também avocar as instâncias judiciais e o ministério público, sempre que necessário para a garantia do direito de prática do turismo comunitário/sustentável em nossos territórios. Campanhas na imprensa e nas mídias sociais também colaboram para sensibilizar a opinião pública na superação de desafios do turismo sustentável. Articular parcerias no país e no exterior que apostem na perspectiva das tecnologias-social e informacional, da conscientização social, ambiental e política das atividades de turismo sustentável também colabora para superar as atuais barreiras do turismo sustentável.

22) c) TURISMO SUSTENTÁVEL: Quais oportunidades você considera importantes para fortalecer iniciativas de turismo sustentável?

Os pontos de convergência entre os princípios da sustentabilidade e as necessidades de reprodução da atividade turística se revelam no fato de que a experiência turística está intrinsecamente relacionada às características dos ambientes naturais e socioculturais dos locais visitados. Esta particularidade do turismo faz com que a atividade potencialmente possa contribuir para a conservação de singularidades naturais e culturais e favorecer a emergência de um modelo de desenvolvimento baseado nos valores e interesses dos diversos segmentos dos núcleos receptores. Ademais, o turismo praticado por comunidades em áreas preservadas em diversas partes do mundo demonstra que elementos da fauna e da flora são, inclusive, mais rentáveis se forem conservados e destinados à visitação turística do que se forem destruídos. Em detrimento disso, ainda se percebe a adoção de um modelo de desenvolvimento baseado no padrão dos países do Norte e não de um modelo endógeno que dialogue com as necessidades e a realidade sociocultural de cada grupo. Neste sentido, se faz urgente a construção de políticas públicas e modelos de gestão que contemplem os pontos de vista, vivências e necessidades das diferentes comunidades envolvidas na prática do turismo. Considerando ainda o contexto atual, a crise dada em função da Pandemia pela Covid-19, criou barreiras e receios relacionados ao turismo internacional, o que desencadeou, entre outras coisas, na consequente valorização do turismo nacional e sensibilidade da sociedade (e setor convencional do turismo) para a sustentabilidade da vida, da cooperação e autocuidado. Além das políticas públicas e gestão comunitária dos recursos naturais e culturais, percebe-se também oportunidades para o crescimento e fortalecimento das iniciativas de turismo comunitário e o desenvolvimento de ações que estimulem a educação patrimonial e o bem viver, ao mesmo tempo que promovem a inclusão social, a valorização cultural e autonomia dos povos.
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Alberto's profile
Alberto Viana

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"Turismólogo, Geógrafo, Mestre em Educação do Campo, Consultor e Pesquisador do TBC, Slow Food e Agricultura Familiar. Consultor Técnico Voluntário da Rede BATUC."

Aline's profile
Aline Bispo

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"Turismóloga, Administradora, Pós-graduanda em Gestão de Negócios, Mestra em Estado e Sociedade, Professora de Turismo e Gestão da Educação Profissional do Estado da Bahia. Técnica Administrativa Voluntária da Rede BATUC."

Julia's profile
Julia McNaught da Silva

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"Guia e Gestora de Turismo, Linguista e Educadora Popular. Realiza capacitação e comercialização do turismo comunitário em Salvador desde 2007. Consultora Técnica Voluntária da Rede BATUC."

Diana's profile
Diana Rôde

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"Turismóloga, Humanista com ênfase em Relações Internacionais, Mestranda em ADM. Pesquisadora da Incubação Tecnológica de Economia Solidária (ITES-UFBA). Técnica de Projetos Voluntária da Rede BATUC."

ASCOMA's profile
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Elizangela Lopes

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"Pescadora, Voluntária Social na comunidade de Matarandiba, Vera Cruz. Liderança Comunitária, Agente de Desenvolvimento Local e Membro da Comissão Estadual da Rede BATUC."

Rede's profile
Ananias's profile
Ananias Viana

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"Artesão, Coreógrafo, Músico, Quilombola e Ativista do Quilombo Kaonge, Cachoeira. Liderança Comunitária, Agente de Desenvolvimento local e Membro da Comissão Estadual da Rede BATUC."

APOEMAS's profile
APOEMAS TUR

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"Rosângela Leite: Aux. Administrativo, Produtora e Mobilizadora Cultural, Social e Educacional na comunidade de Plataforma, Salvador-Bahia. Desenvolve o papel de Mobilizadora Sócio Cultural e Educacional, junto a Associação APOEMAS ( Associação Programa de Educação para Mobilização e Articulação Social). Desde 2005 desenvolve o turismo comunitário no bairro de Plataforma, subúrbio ferroviário, como coordenadora e guia local e projetos de geração e emprego e renda para mulheres e jovens."

GABRIEL DIAS's profile
GABRIEL DIAS

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"Graduado em Comunicação Audiovisual, Educador Social e Condutor Turístico na comunidade do Uruguai, Salvador."

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Olá equipe ASCOMA,
O Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima é uma iniciativa que tem como propósito implantar na atividade turística a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa geradas pelo trade turístico e pelos turistas, algo que será cada vez mais necessário para responder à crise climática. Os recursos da compensação financiam um conjunto de ações voltadas à conservação e restauração de florestas, à inclusão socioeconômica de grupos sociais vulneráveis e ao enfrentamento à crise climática.
Após 10 anos testando, avaliando e aprimorando o protótipo nosso próximo passo é replicar a iniciativa para outras regiões do Brasil. Nossa estratégia na replicação é estruturar uma rede de Ongs e instituições interessadas em executar o programa em suas regiões, adaptando-o às realidades locais. Vamos capacitar e assessorar as instituições para que se apropriem do conceito, metodologia e do funcionamento do programa, dando suporte técnico e operacional durante o tempo necessário à sua implantação.
Com a estruturação da Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima existe um potencial enorme para desencadearmos um poderoso movimento no país em prol do clima, das florestas, da agricultura ecológica, do combate à pobreza no meio rural e da vida, gerando mudanças socioambientais sistêmicas e profundas a partir do turismo.
Envolver as iniciativas semifinalistas do Desafio de Inovações em Turismo Sustentável na Rede Turismo CO2 Legal – Guardiões do Clima será algo fantástico para iniciar a replicação. Neste sentido, queremos convidá-los a conhecer a iniciativa com mais propriedade e havendo interesse em participar da Rede entrar em contato através do email salvador@mecenasdavida.org.br ou pelo WhatsApp 73 999646444
https://network.changemakers.com/challenge/turismosustentavel/edicao/turismo-co2-legal-guardioes-do-clima
Gratidão pela escuta e fiquem bem.
Salvador e equipe Mecenas da Vida

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